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	<title>Diário do Verde &#187; socioambiental</title>
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	<description>Sustentabilidade, em 1° Lugar!</description>
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		<title>Você tem sede de que? Você tem fome de que?&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jun 2011 19:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Henrique Rodrigues Menezes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Miradouro]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[Desenho animado]]></category>
		<category><![CDATA[Diário do Verde]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Rango]]></category>
		<category><![CDATA[socioambiental]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;A gente não quer Só dinheiro A gente quer dinheiro E felicidade A gente não quer Só dinheiro A gente quer inteiro E não pela metade&#8230;&#8221; (Comida, Titãs. Composição: Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Sérgio Britto) &#8220;Quem controla a àgua, controla tudo&#8220;. Com esta afirmação o personagem do filme &#8220;Rango&#8221; sentencia um futuro desolador. [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">&#8220;A gente não quer<br />
Só dinheiro<br />
A gente quer dinheiro<br />
E felicidade<br />
A gente não quer<br />
Só dinheiro<br />
A gente quer inteiro<br />
E não pela metade&#8230;&#8221;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-size: x-small;">(<em>Comida</em>, Titãs. <strong>Composição:</strong> Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Sérgio Britto)</span></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-2277" title="Rango" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Rango-580x362.jpg" alt="Rango" width="580" height="362" /></p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;<em><strong>Quem controla a àgua, controla tudo</strong></em>&#8220;. Com esta afirmação o personagem do filme &#8220;<strong>Rango</strong>&#8221; sentencia um futuro desolador. Tão desolador quanto a linha do horizonte tremula do deserto. A seca é tanta que até distorce (ou deforma) nossa consciência. E olha que o filme está na categoria &#8220;<em>desenho infantil</em>&#8220;. Para além das diversas citações e referências cinematográficas e o surrado maniqueísmo da eterna luta do bem contra o mal e da cômica crise de identidade (eu diria existêncial, pois sutilmente tranportada para um &#8220;<em>far, far, west</em>&#8221; denuncia no mundo globalizado a angustiante necesidade do &#8220;<em>parecer que é</em>&#8220;, não atoa Rango considera-se um ator metropolitano que &#8220;<em>interpreta</em>&#8221; a si mesmo). Mas o que quero ressaltar é o quanto os nossos governates, dirigentes, administradores, etc., podem estar se tornando personagens cujas performances teatrais nos conduzem a crer no que bem desejam: trabalhando no afinco do bem estar social, ambiental, econômico, dos mais necessitados, etc, etc. Enquanto isso teremos que seguir sobrevivendo (o ideal seria  &#8220;vivendo&#8221;!) talvez em cidades como &#8220;Dirty&#8221; (cuja tradução além de &#8220;sujo&#8221;, &#8220;poeirento&#8221;, também cabem sinônimos como &#8220;<em>sórdido</em>&#8221; ou &#8220;<em>mesquinhez&#8221;</em>)?</p>
<p style="text-align: justify;">O Cristiano, sobrinho da Lú, acha engraçado o fato de que assisto desenhos animados. Bem, &#8220;<em>espio</em>&#8221; de <em>Pokémon</em> à Akira, de <em>Spectreman</em> à Kurosawa. Em parte diversão, em parte exercício profissional. Como os olhos do Rango (um camaleão cuja orbita ocular move-se de modo independente), pelo menos <strong><em>como</em> </strong>vejo e <em>de <strong>onde</strong></em><strong> </strong>vejo, olho o mundo com o questionamento da composição dos Titãs cujo senso crítico e mordaz pergunta: &#8220;<em>Você tem fome de que?</em>&#8221; E na mesma proporção poética do <strong><em>&#8220;Amar</em></strong><strong><em>&#8220;</em></strong> de Carlos Drummond de Andrade:</p>
<p><em>&#8220;(&#8230;) amar o que o mar traz à praia,<br />
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,<br />
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?<br />
Amar solenemente as palmas do deserto,<br />
o que é entrega ou adoração expectante,<br />
e amar o inóspito, o áspero,<br />
um vaso sem flor, um chão de ferro,<br />
e o peito inerte, e a rua vista em sonho,<br />
e uma ave de rapina.<br />
Este o nosso destino: amor sem conta,<br />
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,<br />
doação ilimitada a uma completa ingratidão,<br />
e na concha vazia do amor à procura medrosa,<br />
paciente, de mais e mais amor.<br />
Amar a nossa falta mesma de amor,<br />
e na secura nossa, amar a água implícita,<br />
e o beijo tácito, e a sede infinita.&#8221;</em></p>
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