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	<title>Diário do Verde &#187; Mortes no Campo</title>
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	<description>Sustentabilidade, em 1° Lugar!</description>
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		<title>A Vida pela Floresta</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jul 2011 14:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Henrique Rodrigues Menezes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Miradouro]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Diário do Verde]]></category>
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		<category><![CDATA[natureza]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal&#8221; (Chico Buarque) Esta semana li um artigo da revista Vida Simples (Edição 108. Agosto/2011), cujo título de capa é &#8220;Desafie suas crenças&#8221;. Em um subtítulo elucidativo: &#8220;A maneira como você pensa pode estar emperrando a sua vida&#8221;. Pergunto: como eu deveria estar pensando então? Li nesta mesma [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">&#8220;<strong><em><a href="http://letras.terra.com.br/chico-buarque/71165/" target="_blank">Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal</a></em></strong>&#8221; (Chico Buarque)</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/07/floresta.jpg"><img class="size-full wp-image-3379 aligncenter" title="floresta" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/07/floresta.jpg" alt="floresta" width="500" height="333" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Esta semana li um artigo da revista <a href="http://vidasimples.abril.com.br/" target="_blank">Vida Simples</a> (Edição 108. Agosto/2011), cujo título de capa é &#8220;Desafie suas crenças&#8221;. Em um subtítulo elucidativo: &#8220;A maneira como você pensa pode estar emperrando a sua vida&#8221;. Pergunto: como eu deveria estar pensando então? Li nesta mesma revista o artigo &#8220;A Vida pela Floresta&#8221;, de <a href="http://twitter.com/#!/felipedjeguaka" target="_blank">Felipe Milanez</a>, que retrata de modo tão simples, e simples é a vida na floresta, no campo, e o modo de pensar e de viver de centenas de famílias na região Norte. Exemplifico: &#8220;<em>Como é que um sujeito pode vender uma árvore que ele não plantou, não aguou, não cuidou, não gastou um centavo para fazer?</em>&#8221; José Claudio pergunta a seu amigo jornalista. E arremata: &#8220;<em>O que a natureza levou anos para fazer, o cara acaba em menos de uma hora</em>&#8220;. José Claudio e Maria é tema do artigo do jornalista. O casal foi assasinado. No meu artigo &#8220;<a href="http://www.diariodoverde.com/norte-nao-e-com-m/" target="_blank">Norte não é com M</a>&#8221; me referi ao casal.</p>
<p style="text-align: justify;">A Guarda Nacional foi acionada. Polícia Federal entrou em campo. A querida presidenta solicitou que tudo fosse investigado com apreço e afinco para que o(s) autor(es) dos disparos e o possível (suposto) mandante do crime fosse responsabilizado de modo exemplar. Mas deu no jornal: a motivação do crime, segundo o delegado, não foi motivado por questões ambientais, pelo ativismo do casal ou por qualquer outro motivo ecológico. Morreram porque estavam invadindo (&#8220;ocupando&#8221;) terreno que pertencia ao suposto mandante do assassinato. Os pistoleiros foram presos. Um deles seria parente do autor &#8220;<em>intelectual&#8221; </em>do homicídio. Interrogatórios, advogados, mandados de busca e apreensão, todo aquele emaranhado judicial. E o acontecido vai caindo no esquecimento. Como aquela castanheira de que fala José na conversa com o amigo jornalista: &#8220;<em>(&#8230;) você escuta o gemido dela, um ronco. E vai vendo as folhas mexendo, como vão dando adeus</em>&#8220;. Depois, o silêncio na mata.</p>
<p style="text-align: justify;">Será que talvez esse nosso modo de pensar esteja emperrando, enterrando, encerrando nosso modo de vida?</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez, parafraseando Eduardo Galeano: <em>Na luta do Bem contra o Mal (no campo) é sempre o povo quem contribui com os mortos</em>.</p>
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		<title>Norte não é com &#8220;M&#8221;</title>
		<link>http://diariodoverde.com/norte-nao-e-com-m/</link>
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		<pubDate>Sun, 12 Jun 2011 19:56:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Henrique Rodrigues Menezes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Miradouro]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Diário do Verde]]></category>
		<category><![CDATA[Direito]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Mortes no Campo]]></category>
		<category><![CDATA[Pará]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>

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		<description><![CDATA[“A culpa é da mentalidade Criada sobre a região Por que é que tanta gente teme? Norte não é com M Nossos índios não comem ninguém Agora é só Hambúrguer Por que ninguém nos leva a sério ? Só o nosso minério.” (“Belém-Pará-Brasil”, Mosaico de Ravena) Nas últimas duas décadas (de forma mais efetiva) a região [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>“A culpa é da mentalidade<br />
Criada sobre a  região<br />
Por que é que tanta gente teme?<br />
Norte não é com M<br />
Nossos índios  não comem ninguém<br />
Agora é só Hambúrguer<br />
Por que ninguém nos leva a sério  ?<br />
Só o nosso minério.</em>”</p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-size: xx-small;">(“Belém-Pará-Brasil”, </span><a href="http://letras.terra.com.br/mosaico-de-ravena/268048/" target="_blank"><span style="font-size: xx-small;">Mosaico de Ravena</span></a><span style="font-size: xx-small;">)</span></p>
<p style="text-align: justify;">Nas últimas duas décadas (de forma mais efetiva) a região  amazônica passou a ser novamente a bola da vez no cenário. Ora por questões  estratégicas (econômica ou de segurança), ora pelas questões ambientais de  sempre (desmatamento, grilagem de terra, mineração, etc, e os problemas  sociais decorrentes de seguidas políticas públicas nem sempre bem sucedidas).  Mas estamos vivendo.</p>
<p style="text-align: justify;">Recentemente noticiam que Norte e Nordeste são as regiões mais  violentas do Brasil. “Como assim?!” Pode parecer que seja indignação de minha  parte, por ser nortista, caboclo amazônida, paraense e papa-chibé. Mas… para quê  Guarda Nacional? Apenas estou questionando.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2501" title="Trabalhador Rural" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Trabalhador-Rural.jpg" alt="" width="400" height="300" />Trago o tema em função da morte do casal de líderes  extrativistas José <strong>Cláudio Ribeiro da Silva</strong> e <strong>Maria do  Espírito Santo</strong>. O caso é emblemático, como o de <strong>Dorothy  Stang</strong>, os colonos da <strong>Curva do “S”</strong>. E alista dos  marcados para morrer é extensa. Mas do que a violência que a mídia gosta de  enfatizar, deveriam se ater as origens sociopolíticas deste conflito, que na sua  essencia é uma luta pela qualidade sustentável do meio ambiente em consonância  com condições dignas de vida. Ainda fugimos de comentários jocosos de que aqui  seria “terra de Malboro”.</p>
<p style="text-align: justify;">Bom, os assasinatos no campo são fatos (inclusive os por  “<em>encomenda</em>”), e contra os fatos não há argumento. Contudo volto a  lembrar o que aprendi com a <strong><a href="https://sistemas.usp.br/tycho/curriculoLattesMostrar?codpes=87088" target="_blank">Profª Maria Amélia Azevedo</a></strong>, a como não brincar com  estatísticas. Pensando de modo simples como as crianças, vejo estes noticiários  como aquelas propagandas de <em>cursinhos pré-vestibulares</em>: “<em>80% de  aprovação!”, “aprovação de 75% em todos os cursos!”. </em>Se um desses cursos  possui 200 alunos e apenas 45% são aprovados, isto equivale a 90 alunos.  Certo!(?). Agora se outro curso possui 100 alunos e aprova 60%(!) destes na  prova de vestibular, isto equivale a 60 alunos. Certo!(?). Pergunto: quem  aprovou mais alunos?</p>
<p style="text-align: justify;">As estatísticas, embora significativas, são apenas números se  não forem interpretadas de modo contextualizado e com bom senso. Continuo a  questionar: Como a região Norte, e nosso vizinho Nordeste, podem ser  estatisticamente mais violentos que outras regiões do país? Senão cito:</p>
<p style="text-align: justify;">“<em>A população  brasileira se estabelece de forma concentrada na <strong>região Sudeste,  com</strong> <strong>80.364.410 habitantes</strong>; o <strong>Nordeste  abriga 53.081.950</strong> <strong>habitantes</strong>, o Sul acolhe cerca de  27,3 milhões, além das regiões menos povoadas, <strong>região Norte  com 15.864.454</strong> e Centro-Oeste com pouco mais de 14 milhões de  habitantes.<br />
A irregularidade na distribuição da população fica  evidente quando se analisa alguns dados populacionais de regiões ou Estados.  <span style="text-decoration: underline;">Somente o Estado de São Paulo concentra cerca de 41,2 milhões de  habitantes</span>, sendo superior ao contigente populacional das  regiões Centro-Oeste e Norte juntas.” (Grifos meus)</em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000; font-size: xx-small;">(Fonte: </span><a href="http://www.brasilescola.com/brasil/a-populacao-brasileira.htm"><span style="color: #000000; font-size: xx-small;">http://www.brasilescola.com/brasil/a-populacao-brasileira.htm</span></a><span style="color: #000000; font-size: xx-small;">)</span></p>
<p style="text-align: justify;">Neste sentido tenho uma perspectiva foucaultiana nos meus questionamentos. Ao invés de me perguntar porque há violência no campo, pergunto porque insistem em dizer que, por estas bandas o povo resolve as divergências na bala. E grande parte delas feitas artesanalmente. Não são semi-automáticas, AKs 47, fuzis militares, granadas, morteiros entre outros artefatos dignos de guerras civis. Talvez seja como diria Eduardo Galeano num de seus contos em que o índio diz ao colonizador que quer seduzi-lo para ter suas terras: &#8220;Onde o senhor coça, e coça bem, não coça.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">A luta pela terra é grande, desde tempos  imemoriais, dos tempos das caravelas. É assim em Gaza, Ruanda, e aqui também. Há  dados que informam que a terra grilada no Estado do Pará equivale a outro Estado  do Pará. A agroindústria, industria de minérios, madeireiros, políticos, etc.  Todos querem usufruir, já que disseram que no Brasil “em se plantando tudo dá”.  Explorar é a palavra de ordem. A “modernidade” avança a largos  passos.</p>
<p style="text-align: justify;">E o cidadão do campo e da cidade (e aqueles  que ainda se sensibilizam), em meio a torrente de fatos, dão as mãos no “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=3YvDPNbdGD4&amp;feature=related" target="_blank">Funeral de um Lavrador</a>”, mas seguem a luta do dia-a-dia.</p>
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