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	<title>Diário do Verde &#187; Menino Urubu</title>
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	<description>Sustentabilidade, em 1° Lugar!</description>
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		<title>Urubuservando a situação</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Aug 2011 15:38:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Henrique Rodrigues Menezes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Miradouro]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Diário do Verde]]></category>
		<category><![CDATA[lixo]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Menino Urubu]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[“Quanto mais miséria tem, mais urubu ameaça” (Chico Science) Um alvoroço na rua. Um ruflar de asas. Um curto-circuito. Uma cena inusitada no centro da cidade. Aquele bando de urubus atacando o lixo de um restaurante. Na alto das casas outros observavam. Parecia um faroeste americano. O sol, o abutre no telhado da funerária, a [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">“<em>Quanto mais miséria tem, mais urubu ameaça</em>” (Chico  Science)</p>
<p style="text-align: justify;">Um alvoroço na rua. Um ruflar de asas. Um curto-circuito. Uma cena inusitada  no centro da cidade. Aquele bando de urubus atacando o lixo de um restaurante.  Na alto das casas outros observavam. Parecia um faroeste americano. O sol, o  abutre no telhado da funerária, a poeira na rua. Quase senti aquela bola vegetal  (não sei o nome) rolando na rua. Não quero contribuir para que o resto do país  continue pensando que aqui é uma “<em>selva</em>”, “<em>terra de Malboro</em>”, mas o foi algo  lastimável. Também fiquei indignado (<strong>erroneamente</strong>) com os  urubus. Busquei entende-los melhor, esse personagem peculiar que acompanha o ser  humano há tempos. Senão, vejamos:</p>
<p style="text-align: justify;">(<em>Trechos retirados do site do <a href="http://www.museudomarajo.com.br/site/conteudo.php?categoria=18" target="_blank">Museu do Marajó</a></em>)</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>O Sr. Urubu<br />
</strong>Brasileiro legítimo, 20.000  anos de permanência na terra, com parentes espalhados no velho e novo mundo,  conhecido pelos gringos como Sardoramphus Papa, Coragyps Stratus, Cathartes  Aura, Melembrotus, identificado policialmente como Rei, Caçador, Campeiro,  Jeréu, Jereba, Tinga, Pubeba, Gameleira; apelidado pelos pescadores como  Urubengo e Xangô, etc. etc&#8230;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><br />
<strong>Acusação<br />
</strong>Urubu não presta  mesmo, sendo objeto de muitas queixas por parte da comunidade humana e bestial:  fura os olhos dos bezerros, rouba carne de sol, dá azar fazendo cocô na cabeça  da gente e com o mesmo cocô fura os telhados de alumínio, acaba com vacas  atoladas, come carniça e espalha doenças, etc. etc&#8230;..</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><br />
<strong>Ao lado, a  defesa<br />
</strong>Se o urubu estraga os olhos dos bezerros, a culpa é do  vaqueiro que não presta atenção ao serviço. Não espalha doença nenhuma porque  seu ácido gástrico destrói todas as toxinas, como demonstra o tal de Helmut  Sick, etc. etc&#8230;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><br />
<strong>Enfim, a sentença<br />
</strong>Examinados os  elementos de acusação assim como as provas da defesa, o Sr. Urubu deve ser  considerado um cidadão digno de respeito, com direito à vida e ao prosseguimento  de suas atividades.<br />
Se por um lado faz uns estragos, devido à falta de  educação por causa da sua condição de marginalizado, fica absolvido da acusação  de poluidor ambiental&#8230; Aliás, ele deve ser considerado o grande faxineiro da  natureza, limpando os campos, eliminando o lixo e  carniças&#8230;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><br />
</em><em><strong>Algumas curiosidade e folclores, uns  exemplos:</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong><br />
AS GALINHAS e o Urubu</strong> &#8211; quando um urubu é criado junto com  as galinhas, fica limpo, não fede e&#8230; as galinhas nunca pegam  doenças.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><br />
<strong>A ESPINGARDA e o Urubu</strong> &#8211; coitada da espingarda que  atirar no urubu: vai ficar panema, que dizer, sempre desmantelada e  imprestável.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><br />
<strong>A MULHER BARRIGUDA</strong> &#8211; Quando uma mulher está de  parto, o urubu já sabe se vai nascer homem ou mulher.<br />
Se for homem, ele pula  de alegria, porque o homem é caçador e ladrão de gado, e sempre dá uma bóia para  ele.<br />
Se for mulher, o urubu fica triste, porque a mulher só lhe oferece casca  de batata e de banana.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><br />
<strong>O HELICÓPTERO APACHE e o Urubu</strong> &#8211;  É  especializado em vôo rasante, para descobrir o inimigo.<br />
O urubu pretinho,  voando baixo, farejando, descobre a comida escondida na grama ou dentro de um  depósito.<br />
São dezenas de informações de todo tipo: abusões populares,  informações cientificas, curiosidades.<br />
Já reparou que quando um urubu  encontra uma carniça, nunca consegue saboreá-la em paz, porque dentro de poucos  minutos um bando de colegas entram na briga?</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><br />
<strong>Nem a literatura popular  é esquecida</strong>: Você conhece a historia do <strong>urubu do  Ver-O-Peso</strong>?<br />
Era uma vez um urubuzinho intanguido e fraco, que  passava a maior necessidade no Ver-O-Peso (porto pesqueiro e ponto turístico de  Belém), sempre na luta para arrumar uma bóia: infelizmente ele só arrumava  surras naquele ambiente violento. Um dia apareceu por lá um tio dele, vindo do  Marajó: forte e gordo que parecia um patarrão:<br />
&#8211; Por que, meu filho, você  fica aqui, nesta agonia, em troca de uma miséria? Vem comigo: no Marajó sim, que  tem fartura, gado morto não falta nunca!<br />
E ele se foi para a terra  prometida&#8230; Mas depois de uns meses voltou!<br />
&#8211; Que aconteceu, lá também está  faltando comida?<br />
&#8211; Comida tem, sim, e muita, mas eu&#8230; voltei porque estava  com saudade da sacanagem do Ver-O-Peso!<br />
Este é folclore, é literatura  popular.<br />
(Por Giovanni Gallo)</em></p>
<p><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/08/Horiz-menino-urubu.jpg"><img class="size-full wp-image-3661 alignleft" style="border-style: initial; border-color: initial;" title="Horiz - menino urubu" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/08/Horiz-menino-urubu.jpg" alt="Horiz - menino urubu" width="300" height="200" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O Urubu na região é iconográfico. Há uma bela história, um  curta metragem chamado <a href="http://cinematecaparaense.wordpress.com/2011/04/29/o-menino-urubu-de-fernando-alves/" target="_blank"><strong>O Menino Urubu</strong></a> de Fernado Alves, que  vale a pena conferir (Youtbube):</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=E8On5KPJ088" target="_blank">O Menino Urubu (part. 01)</a> | <a href="http://www.youtube.com/watch?v=KyeoDEsPUI4&amp;feature=related" target="_blank">O Menino Urubu (part. 02)</a></p>
<p style="text-align: justify;">Talvez sejamos mais parecidos com os urubus do que desejaríamos  crer. Somos quem suja a cidade e achamos nojento o urubu que do lixo nosso de  cada dia se alimenta.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;">“<em>Eu tenho pena mamãe, tenho pena</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>tenho pena da garça morena</em>”</p>
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