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	<title>Diário do Verde &#187; Mata Atlântica</title>
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	<description>Sustentabilidade, em 1° Lugar!</description>
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		<title>Dia da Mata Atlântica</title>
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		<pubDate>Wed, 27 May 2015 12:43:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Felipe da Cunha Chacon]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Eco Insight]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fauna]]></category>
		<category><![CDATA[Flora]]></category>
		<category><![CDATA[Mata Atlântica]]></category>
		<category><![CDATA[preservação]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia de hoje, 27 de maio, comemoramos o Dia da Mata Atlântica. Quando pensamos em Mata Atlântica, o que vem à cabeça? Que tipo de paisagem imaginamos? Será que nossas ideias sobre a Mata Atlântica correspondem à realidade? Parece que basicamente a Mata Atlântica é associada à presença de grandes árvores em uma mata escura e [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 12pt">No dia de hoje, 27 de maio, comemoramos o Dia da Mata Atlântica.</span></p>
<p>Quando pensamos em Mata Atlântica, o que vem à cabeça? Que tipo de paisagem imaginamos? Será que nossas ideias sobre a Mata Atlântica correspondem à realidade?</p>
<p>Parece que basicamente a Mata Atlântica é associada à presença de grandes árvores em uma mata escura e fechada, o que não está errado e faz todo o sentido. De fato, essas características realmente representam esse importante bioma em sua paisagem natural. Mas o que mais ela representa pra nós? Será que ela está assim tão &#8220;distante&#8221; de nós?</p>
<p>Podemos dizer que o bioma Mata Atlântica é mais do que essa descrição inicial e, além disso, representa pra nós uma importância também mais abrangente. Na verdade trata-se de uma floresta que abrange 17 estados brasileiros e, nas regiões sudeste e sul, chegam até mesmo a atingir a Argentina e o Paraguai.</p>
<p>A Mata Atlântica é tão abrangente e diversificada assim porque corresponde a um conjunto de formações florestais: são florestas dos tipos Ombrófila Densa, Ombrófila Mista, Estacional Semidecidual, Estacional Decidual e Ombrófila Aberta. Se fizermos uma breve pesquisa sobre cada tipo de floresta, podemos conhecer as diferenças.</p>
<p>E realmente não se trata de um lugar &#8220;apenas&#8221; de mata fechada como imaginamos, com grandes árvores e que importa apenas para as plantas e animais que neste ambiente vivem. Ela é um tipo de floresta que, além de contar com uma biodiversidade extremamente rica de flora e fauna, estão presentes também outros importantes elementos naturais e que são importantes para todos nós. Aliás, é na Mata Atlântica que se encontra, por exemplo, um dos maiores aquíferos do mundo: o Aquífero Guarani.</p>
<p>Esse conjunto de elementos naturais dão toda a beleza para o tipo de bioma do qual estamos falando e, já que citamos a presença da água, vale lembrar também a importância que existe neste sentido. Embora nos dias de hoje estejam preservadas apenas cerca de 7% da cobertura vegetal, além das águas subterrâneas a Mata Atlântica guarda importante umidade para regulação do clima no próprio local e também em ambientes mais distantes, contribuindo com a formação de nuvens e consequente presença de chuvas em diversos locais.</p>
<p>Nesta época em que vivemos e que já sabemos sobre a importância da preservação da natureza como um todo, importa-nos preservar cada vez mais considerando também os detalhes de cada tipo de bioma, incluindo este que traz uma enorme biodiversidade de plantas e animais.</p>
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		<title>Defesa ao ambiente que queremos</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Feb 2013 05:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Felipe da Cunha Chacon]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Eco Insight]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[defesa]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[fiscalização]]></category>
		<category><![CDATA[fogo]]></category>
		<category><![CDATA[Mata Atlântica]]></category>
		<category><![CDATA[Queimadas]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte:  http://www.baixaki.com.br/papel-de-parede/11960-queimada.htm Ontem li o excelente artigo do nosso amigo Vitor Casadei, que falou brevemente sobre Sensoriamento Remoto e Identificação de Queimadas. Como ele citou no artigo, trata-se de uma tecnologia amplamente utilizada no Brasil. Hoje, 06 de Fevereiro, é comemorado o dia do Agente de Defesa Ambiental. Coincidência ou obra do autor? Seja o que [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter  wp-image-7416" title="queimada" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2013/02/queimada.jpg" alt="" width="553" height="415" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;">Fonte:  http://www.baixaki.com.br/papel-de-parede/11960-queimada.htm</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Ontem li o excelente artigo do nosso amigo Vitor Casadei, que falou brevemente sobre <a href="http://www.diariodoverde.com/sensoriamento-remoto-e-identificacao-de-queimadas/" target="_blank">Sensoriamento Remoto e Identificação de </a></span><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;"><a href="http://www.diariodoverde.com/sensoriamento-remoto-e-identificacao-de-queimadas/" target="_blank">Queimadas</a>. Como ele citou no artigo, trata-se de uma tecnologia amplamente utilizada no Brasil.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Hoje, 06 de Fevereiro, é comemorado o dia do Agente de Defesa Ambiental. Coincidência ou obra do autor?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Seja o que for&#8230; Fiscalização, monitoramente ou quaisquer outros métodos para controles ambientais nunca deixam de “estar na moda”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Mas hoje, que comemoramos o dia da defesa ambiental, não podemos deixar de ressaltar a importância que existe em cuidar do Meio Ambiente que significa, de um modo geral, cuidar do nosso planeta, a nossa casa!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Conforme comentado no artigo de ontem, as queimadas irregulares de fato existem e são prejudiciais à fauna e flora silvestre de um ecossistema. Digo “irregulares” porque existem também as queimadas que ocorrem naturalmente em ambientes secos e durante períodos específicos no bioma cerrado, a nossa savana brasileira! O fogo também é, então, natural &#8211; não existindo apenas em erupções vulcânicas, como estamos acostumados a ver nos filmes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Mas isso não significa, contudo, que a natureza não esteja em pleno controle de si mesma! Muito menos que o homem pode ficar colocando fogo no cerrado ou em outros biomas. Os diferentes ambientes de nosso planeta carregam diferentes características, alguma delas bastante particulares. O fogo que ocorre no cerrado, por exemplo, não ocorre na floreta amazônica. Aliás, sabemos que em alguns períodos o clima desta região é bastante diferente: chove bastante, o ambiente é úmido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Por conta dessa enorme variação climática é que temos os ambientes tão diferentes entrei si e estes, por sua vez, contribuem diretamente para a estabilidade do clima. Se pararmos para pensar, trata-se de um círculo vicioso, igual aquele que encontramos quando tentamos descobrir <a href="http://www.diariodoverde.com/o-ovo-a-galinha-e-o-lagarto/" target="_blank">quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha</a>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Comecei falando de fiscalização ambiental e estou falando agora de ovo e galinha! Afinal, onde quero chegar? O ovo ou a galinha teriam alguma relação com a biodiversidade que comentei ou mesmo as queimadas? Até certo ponto, não. Mas apenas até certo ponto! Não vamos pensar que as coisas não tem uma relação&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Não quero deixá-los confusos, leitores! A ideia é mostrar a grande variedade e assuntos que ainda temos para falar aqui no Diário do Verde, considerando a enorme biodiversidade que temos em nosso planeta!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Vamos preservar o ambiente que queremos. Vamos defender tudo isso!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Vejam também:</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;"><a href="http://www.mma.gov.br/comunicacao/datas-comemorativas" target="_blank">Calendário com as datas comemorativas do Meio Ambiente</a> &#8211; </span><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;"><strong>Mini</strong>stério do Meio Ambiente</span></strong></p>
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		<title>Biomas do Brasil</title>
		<link>http://diariodoverde.com/biomas-do-brasil/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Jun 2011 22:45:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Gabriel Cerqueira Gonçalves]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Caatinga]]></category>
		<category><![CDATA[Campos]]></category>
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		<category><![CDATA[Floresta Amazônica]]></category>
		<category><![CDATA[Mata Atlântica]]></category>
		<category><![CDATA[Mata de Cocais]]></category>
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		<category><![CDATA[Semana do Meio Ambiente e da Ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Zonas Litorâneas]]></category>

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		<description><![CDATA[A natureza "canarinho", em suas múltiplas faces.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Bioma</strong> é um conjunto de ecossistemas que formam uma comunidade estável e desenvolvida, adaptada às condições naturais de uma região e geralmente caracterizada por um tipo principal de vegetação. Abaixo, você tem a divisão do Brasil em nove biomas. Naturalmente, trata-se de uma classificação geral, pois no território brasileiro combinam-se vários tipos de ecossistema, de clima, de vegetação, de solo e de relevo, criando uma gama de sistemas ambientais em mudança constante.<br />
A formação dos biomas contou com a importante ação da espécie humana, atuante milhares de anos atrás. Com o uso do fogo, os homens ampliaram o cerrado, bem como agiram de forma decisiva na expansão da região das castanheiras, no Norte, e da floresta de araucárias, no Sul. Caçadores-coletores, cerca de 8 mil anos atrás, queimavam as matas nas bordas da Amazônia como técnica de caça. Há cerca de 4 mil anos, índios começavam a pôr fogo no coração da floresta para plantar, criando a técnica da coivara e modificando a configuração da mata.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CAATINGA</strong><br />
<a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Caatinga.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2048" title="Caatinga" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Caatinga-580x463.jpg" alt="" width="580" height="463" /></a>Abrigando o sertão nordestino, a caatinga tem uma vegetação típica de regiões semiáridas, com perda de folhas na estação seca. Sua área, de cerca de 800 mil quilômetros quadrados, registra secas prolongadas. Caatinga é uma palavra originária do tupi-guarani que significa &#8220;mata branca&#8221; (alusão às plantas sem folhas). Único sistema ambiental exclusivamente brasileiro, está presente nos estados do Ceará, do Rio Grande do Norte, da Paraíba, de Pernambuco, de Sergipe, de Alagoas, da Bahia, do Piauí e do norte de Minas Gerais. As temperaturas médias anuais são elevadas: oscilam entre 25 °C e 29 °C. O clima é semiárido, e os solos são predominantemente rasos e pedregosos. Menos de 1% de sua área está protegida por unidades de conservação integral. A caatinga é um exemplo de convivência do homem com a vegetação natural, graças ao desenvolvimento de técnicas de cultivo em clima árido. São quatro séculos de presença humana sem a erradicação da cobertura vegetal, como se deu com a maior parte da mata Atlântica e ocorre com a Amazônia.<br />
Quanto à vegetação, as plantas da caatinga são xerófilas, ou seja, adaptadas ao clima seco e à pouca quantidade de água. Algumas armazenam água; outras possuem raízes superficiais para captar o máximo das chuvas. Há as que contam com recursos para diminuir a transpiração, como espinhos e poucas folhas. A vegetação é formada por três estratos: o arbóreo, com árvores de até 20 metros; o arbustivo, com vegetação de 2 a 5 metros; e o herbáceo, abaixo de 2 metros. Entre as espécies mais conhecidas estão a umburana, o umbuzeiro e o mandacaru. Com algumas dessas plantas são produzidos ceras, fibras, óleos vegetais e, principalmente, forragem para a pecuária, a base da renda dos vaqueiros e dos fazendeiros do sertão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CAMPOS</strong><br />
<a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Campos.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2055" title="Campos" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Campos-580x385.jpg" alt="" width="580" height="385" /></a>Ocupam áreas descontínuas do país e aparecem na Região Norte na forma de savanas de gramíneas baixas no Amazonas, em Roraima e no Pará. Na Região Sul, os campos são pradarias mistas subtropicais. Os campos do Sul são formados, principalmente, pelos pampas gaúchos, região plana, de vegetação aberta e de pequeno porte, que se estende do Rio Grande do Sul ao Uruguai e à Argentina. A vegetação forma um tapete herbáceo que não atinge 1 metro de altura, com pouca variedade de espécies. Sete tipos de cacto e de bromélia são endêmicos dos campos da região.<br />
A vegetação dos campos reúne herbáceas, gramíneas e pequenos arbustos, com características diversas, conforme a região. Os campos em que predominam apenas as gramíneas são chamados de campos limpos. Quando há também os arbustos, são denominados campos sujos. Em áreas de altitude superior a 1,4 mil metros, são chamados de campos de altitude, como os da serra da Mantiqueira e do Planalto das Guianas. Os campos da hileia são um tipo de formação rasteira encontrada na Amazônia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CERRADO</strong><br />
<a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Cerrado.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2046" title="Cerrado" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Cerrado-580x395.jpg" alt="" width="580" height="395" /></a>O segundo maior bioma brasileiro, teve a participação do homem em sua formação, com o uso intenso do fogo há mais de 10 mil anos (por povos caçadores-coletores e, depois, pelos índios). A presença de três grandes bacias hidrográficas da América do Sul na região (Tocantins-Araguaia, São Francisco e Prata) favorece a biodiversidade, bastante afetada pela expansão agrícola.<br />
A vegetação do cerrado caracteriza-se pela presença de pequenos arbustos e árvores retorcidas, com cortiça (casca) grossa e folhas recobertas de pelugem. Encontram-se, ainda, gramíneas e o cerradão, tipo mais denso de cerrado que abriga formações típicas de florestas, em especial árvores de até 20 metros, esparsas e disseminadas entre arbustos. O solo, deficiente em nutrientes e com alta concentração de alumina (mineral da bauxita) dá à mata uma aparência seca, de savana tropical. As plantas têm raízes longas, que retiram nutrientes e água do solo a mais de 15 metros de profundidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>FLORESTA AMAZÔNICA</strong><br />
<a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Amazonia.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2047" title="Amazônia" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Amazonia-580x386.jpg" alt="" width="580" height="386" /></a>A maior floresta tropical do mundo atualmente, ocupa o norte do território brasileiro, nos estados do Acre, do Amazonas, do Pará, de Rondônia, de Roraima, do Amapá, de Mato Grosso, do Tocantins e do Maranhão, estendendo-se também por países vizinhos &#8211; Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia e o território da Guiana Francesa. O clima quente e úmido e a densa rede de rios deram origem a uma floresta com grande riqueza de espécies animais e vegetais. Cada nível da floresta é habitado por diferentes comunidades. Os insetos espalham-se do chão às árvores mais altas. Aves e macacos ficam nos níveis superiores. Roedores, anfíbios e animais rastejadores exploram os estratos mais baixos. No solo, estão os felinos, como a onça-pintada e a jaguatirica, os maiores predadores do bioma (presentes também nos demais biomas brasileiros), além de jabutis, cutias, pacas e antas. Jacarés, ariranhas e grandes cobras, como a sucuri, vivem às margens dos rios. Longe de ser homogênea, a área da floresta Amazônica tem manchas de cerrado, com vegetação do tipo savana, adaptada às áreas mais secas; e campos e lavrados como os de Roraima, em que predominam as gramíneas.<br />
A floresta Amazônica tem vegetação latifoliada, na qual predominam as espécies de folhas largas, comuns em regiões de clima equatorial, quente e úmido. Apresenta três tipos de mata: de igapó, de várzea e de terra firme. A mata de igapó ocorre no solo inundado, principalmente no baixo Amazonas, e reúne espécies vegetais como o mucuri, a sumaúma, o jaruari e a vitória-régia.<br />
A mata de várzea é própria das áreas periodicamente inundadas, chamadas terraços fluviais. Intermediárias entre os igapós e a terra firme, as espécies da mata de várzea têm formações variadas, como seringueira, palmeira, jatobá e maçaranduba,<br />
As matas de terra firme correspondem à parte mais elevada do relevo. Com solo seco, livre de inundação, as árvores chegam a 65 metros de altura. Em terra firme, encontram-se espécies como o castanheiro, o mogno e o guaraná.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MATA ATLÂNTICA (FLORESTA ESTACIONAL)</strong><br />
<a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Mata-Atlantica.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2054" title="Mata Atlântica" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Mata-Atlantica-580x385.jpg" alt="" width="580" height="385" /></a>Considerada um dos biomas mais ameaçados do planeta, a mata Atlântica é, na verdade, um mosaico de ecossistemas diversificados. Há 500 anos, a mata Atlântica cobria cerca de 15% do que hoje é o território nacional, espalhando-se por 1,3 milhão de quilômetros quadrados na área litorânea do Brasil, desde o Rio Grande do Norte até Santa Catarina. Sua destruição em larga escala começou na segunda metade do século XIX, com a expansão das lavouras de café. Atualmente, a área restante se resume a 7,9% da original, preservada, sobretudo, graças à presença da serra do Mar, que funciona como um obstáculo à ação humana. É o bioma do país mais bem protegido pela lei.<br />
Muito dos animais brasileiros ameaçados de extinção vivem em suas florestas: espécies de mico-leão, o macaco muriqui (monocarvoeiro), a lontra, o tatu-canastra e a onça-pintada. Com clima tropical, quente e úmido, a mata Atlântica apresenta um relevo de planaltos e serras. Sua área abrange as bacias do Paraná, Uruguai, Paraíba do Sul, Doce, Jequitinhonha e São Francisco.<br />
Quanto à vegetação, entre as florestas tropicais, a mata Atlântica é a que apresenta a maior biodiversidade por hectare do planeta, com espécies vegetais como ipê, quaresmeira, cedro, palmiteiro, canela, imbaúba, jequitibá-rosa e figueiras.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MATA DE ARAUCÁRIA (PINHEIRAL)</strong><br />
<a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Mata-de-Araucaria.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2052" title="Mata de Araucaria" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Mata-de-Araucaria-580x435.jpg" alt="" width="580" height="435" /></a>Vegetação típica de clima subtropical, a mata de araucária é um bioma associado à mata Atlântica. Originalmente era encontrada em abundância na Região Sul e em alguns trechos do estado de São Paulo. Ocupava cerca de 100 mil quilômetros quadrados, mas, atualmente, está reduzida a 12% dessa área, segundo pesquisa de 2008 da SOS Mata Atlântica. Os espécimes centenários foram derrubados ou queimados maciçamente na primeira metade do século XX, para dar lugar às plantações de milho, trigo e uva e para abastecer as serrarias.<br />
A vegetação registra árvores aciculifoliadas, com folhas em forma de agulha. A espécie dominante é a <em>Araucaria angustifolia</em>, nome científico do pinheiro-do-paraná, cujo fruto é o pinhão, que atinge mais de 30 metros de altura. Também são importantes o xaxim e a bracatinga, que se desenvolvem sob as araucárias.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MATA DE COCAIS (MEIO NORTE)</strong><br />
<a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Mata-de-Cocais.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2049" title="Mata de Cocais" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Mata-de-Cocais-580x435.jpg" alt="" width="580" height="435" /></a>Ocupa uma zona de transição entre as florestas úmidas da bacia Amazônica e as terras semiáridas do nordeste brasileiro, no Maranhão e no Piauí e no norte do Tocantins. Esse bioma se caracteriza por solos secos e florestas dominadas por palmeiras. O clima é úmido, e a vegetação fica mais exuberante à medida que se avança para oeste.<br />
Definida como um sistema de transição, a vegetação da mata de cocais inclui palmeiras, como buriti, oiticica, babaçu e carnaúba. No oeste, é mais frequente o babaçu, que chega a atingir 20 metros de altura. No lado seco, a leste, predomina a carnaúba, com até 20 metros de altura.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PANTANAL MATO-GROSSENSE</strong><br />
<a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Pantanal.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2053" title="Pantanal" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Pantanal-580x187.jpg" alt="" width="580" height="187" /></a>É uma das maiores planícies inundáveis do planeta, distribuída pelo sudoeste de Mato Grosso, oeste de Mato Grosso do Sul, Paraguai e Bolívia. É considerada uma área de transição entre a Amazônia e o cerrado, ao norte, e o Chaco, na bacia do rio Paraguai, ao sul. Esse mosaico de ecossistemas intercala regiões de cerrado e floresta úmida, além de áreas aquáticas e semiaquáticas. O início das chuvas nas regiões altas, em novembro, faz subir o nível dos rios na bacia do Paraguai e há inundação de até dois terços da área pantaneira de planície. A vazão acontece pelo rio Paraguai. Em 2001, o Pantanal foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como patrimônio natural da humanidade.<br />
A vegetação diversifica-se conforme três tipos de áreas: as alagadas e as que não sofrem inundação. Nas áreas alagadas, a vegetação de gramíneas desenvolve-se no inverno e serve de alimento para o gado. Nas de eventuais alagamentos, encontram-se, além de vegetação rasteira, arbustos e palmeiras, como o buritie o carandá. Nas que não sofrem inundação, predominam os cerrados e, em pontos mais úmidos, espécies arbóreas da floresta tropical.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ZONAS LITORÂNEAS</strong><br />
<a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Zonas-Litorâneas-do-Brasil-Atlântico-Sul.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2050" title="Zonas Litorâneas do Brasil - Atlântico Sul" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Zonas-Litorâneas-do-Brasil-Atlântico-Sul-580x509.jpg" alt="" width="580" height="509" /></a>A costa brasileira possui mais de 7 mil quilômetros de extensão em linha contínua e oferece vários tipos de paisagem &#8211; dunas, ilhas, praias, recifes, costões rochosos, baías, estuários, brejos e falésias. A região é povoada por uma enorme variedade de animais e vegetais. O litoral brasileiro pode ser dividido em quatro grandes zonas distintas, da região norte para a região sul:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Litoral amazônico</strong>, do rio Oiapoque ao delta do Parnaíba, trecho coberto por manguezais e matas de várzea.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Litoral nordestino</strong>, do delta do Parnaíba ao Recôncavo Baiano, que alterna dunas, falésias, restingas e manguezais. É o habitat de várias espécies de tartaruga e do peixe-boi-marinho, em risco de extinção.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Zona litorânea do Sudeste</strong>, do Recôncavo à divisa entre São Paulo e Paraná. Apesar de ser a região mais densamente povoada, é também a que preserva as maiores porções da mata Atlântica.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Litoral sul</strong>, que abrange a costa de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, caracteriza-se por manguezais, costões e, a partir de Torres, por uma faixa contínua de praia.</p>
<p style="text-align: justify;">O mangue e a restinga são as formações de vegetação próprias das zonas litorâneas. O mangue é composto de arbustos e espécies arbóreas que ocorrem ao longo de todo o litoral do país. São predominantes as espécies vegetais de troncos finos e raízes aéreas e respiratórias (raízes-escora), adaptadas à salinidade e aos solos pouco oxigenados e lamacentos. Entre os tipos de manguezal, estão o mangue-seriba, o mangue vermelho e o mangue branco. Rico em matéria orgânica, o mangue exerce papel importante na reprodução e no abrigo de espécies da fauna marinha.<br />
A restinga é uma vegetação de terrenos salinos, formados por areia e pedras e cobertos por ervas, arbustos e árvores. Essa formação ocorre do litoral da Bahia ao do Rio de Janeiro e também no litoral do Rio Grande do Sul. Os destaques são a aroeira-de-praia e o cajueiro. A faixa interiorana é composta de arbustos e árvores, como a caxeta e o jerivá.</p>
<p style="text-align: right;"><em><span style="font-size: x-small;">Dados extraídos do Almanaque Abril 2011.</span></em></p>
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