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	<title>Diário do Verde &#187; Embrapa</title>
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	<description>Sustentabilidade, em 1° Lugar!</description>
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		<title>Brasil: aqui tem florestas demais?</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Apr 2010 00:26:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Gabriel Cerqueira Gonçalves]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Enquetes e Pesquisas]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivo]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>

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		<description><![CDATA[Estudo da Embrapa, sobre Florestas ao redor do Mundo, põe à prova esta questão / É uma pergunta intrigante, e ao mesmo tempo interessante. Depende da sua interpretação. Vamos aos dados: é mais do que provado, por órgãos, entidades, pesquisas científicas individuais, que o Brasil é um país &#8220;verde&#8221;. A área florestal brasileira é a [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;"><span style="font-family: trebuchet ms;"><strong>Estudo da Embrapa, sobre Florestas ao redor do Mundo, põe à prova esta questão</strong></span></div>
<p style="text-align: justify;">/</p>
<div style="text-align: justify;"><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2010/04/Forest-Study-Brazil.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-3153" title="Forest-Study-Brazil" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2010/04/Forest-Study-Brazil-580x323.jpg" alt="Forest-Study-Brazil" width="580" height="323" /></a></div>
<div style="text-align: justify;">É uma pergunta intrigante, e ao mesmo tempo interessante. Depende da sua interpretação. Vamos aos dados: é mais do que provado, por órgãos, entidades, pesquisas científicas individuais, que o Brasil é um país &#8220;verde&#8221;. A área florestal brasileira é a 2ª mais vasta do mundo, perdendo somente para a Rússia.<br />
Só que, em comparação de biodiversidade e riquezas, o Brasil sai, e muito, na frente da Rússia. Mas, isso, não vem ao caso. Esta questão (feita no título), tende a dois lados: ao certo e ético ao errado e petulante. Ao mesmo tempo que pode afirmar fielmente a soberania brasileira ambiental, quanto ao resto do mundo, pode ser utilizada de contrapartida para os apreciadores de destruição &#8211; se aqui tem florestas de mais, em comparação local e mundial, para que preservar com tanto rigor? Esta pergunta, poderia ser a brecha para o início de uma destruição em massa, ainda mais em nosso país, incorreto <strong>politica</strong>mente por natureza.</div>
<p style="text-align: justify;">E como para tudo precisa o alvará dos nossos ilustres governantes, a coisa se complica: &#8220;se ficar, o bicho pega, se correr, o bicho come&#8221;.</p>
<div style="text-align: justify;">A afirmação, de que a situação aqui é confortável e o resto que se dane &#8211; que concerteza dá motivos suficientes para qualquer ambientalista ou simpatizante da causa verde ficar em pé, sai de um artigo publicado no &#8220;O Estado de São Paulo&#8221;, no dia 17/01/2007, de autoria de Evaristo Eduardo de Miranda, resultado de objeto de estudo da Embrapa, que teve como participantes: Evaristo Eduardo de Miranda (o da publicação), Luís Carlos Guedes Pinto, Cristina Criscuolo e Cristina Aparecida Gonçalves Rodrigues.</div>
<div style="text-align: justify;">Leia, a seguir, na íntegra, o que foi publicado no Caderno A2 do ESTADÃO, e recentemente republicado na <a href="http://www.dazibao.com.br/boletim/0021/antonio.html">Revista Digital Dazibao [resumo]</a> (comento no final):<br />
/<br />
<strong>CAMPEÕES DE DESMATAMENTO<sup>1</sup></strong><br />
<em>Evaristo Eduardo de Miranda<sup>2</sup></em><br />
&#8211;<br />
Há 8 mil anos, o Brasil possuía 9,8% das florestas mundiais. Hoje, o país detém 28,3%. Dos 64 milhões de km2 de florestas existentes antes da expansão demográfica e tecnológica dos humanos, restam menos de 15,5 milhões, cerca de 24%. Mais de 75% das florestas primárias já desapareceram. Com exceção de parte das Américas, todos continentes desmataram, e muito, segundo estudo da Embrapa Monitoramento por Satélite sobre a evolução das florestas mundiais.<br />
A Europa, sem a Rússia, detinha mais de 7% das florestas do planeta e hoje tem apenas 0,1%. A África possuía quase 11% e agora tem 3,4%. A Ásia já deteve quase um quarto das florestas mundiais (23,6%), agora possui 5,5% e segue desmatando. No sentido inverso, a América do Sul que detinha 18,2% das florestas, agora detém 41,4% e o grande responsável por esses remanescentes, cuja representatividade cresce ano a ano, é o Brasil.</div>
<div style="text-align: justify;">Se o desflorestamento mundial prosseguir no ritmo atual, o Brasil – por ser um dos que menos desmatou – deverá deter, em breve, quase metade das florestas primárias do planeta. O paradoxo é que, ao invés de ser reconhecido pelo seu histórico de manutenção da cobertura florestal, o país é severamente criticado pelos campeões do desmatamento e alijado da própria memória.<br />
Na maioria dos países, a defesa da natureza é fenômeno recente. No Brasil, vem de longa data. Desde o Século XVI, as Ordenações Manuelinas e Filipinas estabeleceram regras e limites para exploração de terras, águas e vegetação. Haviam listas de árvores reais, protegidas por lei, o que deu origem à expressão <em>madeira-de-lei</em>. O Regimento do Pau Brasil, de 1600, estabeleceu o direito de uso sobre as árvores e não sobre as terras. As áreas consideradas reservas florestais da Coroa, não podiam ser destinadas à agricultura. Essa legislação garantiu a manutenção e a exploração sustentável das florestas de pau-brasil até 1875, quando entrou no mercado a anilina. Ao contrário do que muitos pensam e propagam, a exploração racional do pau-brasil manteve boa parte da Mata Atlântica até o final do Século XIX e não foi a causa do seu desmatamento, fato bem posterior.<br />
Em 1760, um alvará real de Dom José I protegeu os manguezais. Em 1797, uma série de cartas régias consolidou as leis ambientais: pertencia à Coroa toda mata à borda da costa, de rio que desembocasse no mar ou que permitisse a passagem de jangadas transportadoras de madeiras. A criação dos Juizes Conservadores, aos quais coube aplicar as penas previstas na lei, foi outro marco em favor das florestas. As penas eram de multa, prisão, degredo e até pena capital para incêndios dolosos. Também surgiu o Regimento de Cortes de Madeiras com regras rigorosas para a derrubada de árvores, além de outras restrições à implantação de roçados.<br />
Em junho de 1808, D. João VI criou a primeira unidade de conservação, o Real Horto Botânico do Rio de Janeiro, com mais de 2500 hectares, hoje republicanamente reduzido a 137 ha. Uma ordem, de 9 de abril de 1809, deu liberdade aos escravos que denunciassem contrabandistas de pau-brasil e o decreto de 3 de agosto de 1817 proibiu o corte de árvores nas áreas das nascentes do rio Carioca. Em 1830, o total de áreas desmatadas no Brasil era inferior a 30 mil km2. Hoje corta-se mais do que isso a cada dois anos. Em 1844, o Ministro Almeida Torres propôs desapropriações e plantios de árvores para salvar os mananciais do Rio de Janeiro. Em 1861, pelo decreto imperial 577 de D. Pedro II, foi criada (e plantada) a Floresta da Tijuca.<br />
A política florestal da Coroa portuguesa e brasileira logrou, por diversos mecanismos, manter a cobertura vegetal preservada até o final do Século XIX. O desmatamento brasileiro é fenômeno do Século XX. Em São Paulo, Santa Catarina e Paraná, a marcha para o oeste trouxe grandes desmatamentos. As florestas de araucárias foram entregues pela <em>Ré-pública</em> aos construtores anglo-americanos de ferrovias, junto com as terras adjacentes.<br />
Na Amazônia, a maior ocupação ocorreu na segunda metade do Século XX com migrações, construção de hidroelétricas, estradas e outras infraestruturas. Há 30 anos, o desmatamento anual varia de 15 a 20 mil km2, com picos de 29 mil e 26 mil km2 em 1995 e 2003. Nos últimos dois anos, passou a 11 mil km2, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).<br />
Apesar de generalizações equivocadas, o desmatamento brasileiro não produziu desertos. Como na Europa, as florestas cederam lugar à agricultura moderna e competitiva, à pecuária, às florestas plantadas (seringa, café, eucalipto, laranja, teka&#8230;) e às cidades. O Brasil é um líder agrícola mundial.<br />
O estudo da Embrapa indica que, apesar do desmatamento dos últimos 30 anos, o Brasil é um dos países que mais mantém sua cobertura florestal. Dos 100% de suas florestas originais, a África mantém hoje 7,8%, a Ásia 5,6%, a América Central 9,7% e a Europa – o pior caso do mundo – apenas 0,3%. Embora deva-se mencionar o esforço de reflorestar para uso turístico e comercial, não é possível ignorar que 99,7% das florestas primárias européias foram substituídas por cidades, cultivos e plantações comerciais.<br />
Com invejáveis 69,4% de suas florestas primitivas, o Brasil tem grande autoridade para tratar desse tema frente às críticas dos campeões do desmatamento mundial, como tem proclamado o Ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes. Há que ter também responsabilidade para reavivar, por meio de políticas e práticas duradouras, a eficácia das medidas históricas de gestão e exploração que garantiram a manutenção das florestas primárias brasileiras.<br />
&#8211;<br />
<span style="font-size: 85%;"><sup>1</sup> Publicado no jornal “O Estado de São Paulo” de 16 de janeiro de 2007.<br />
<sup>2</sup> Doutor em ecologia, chefe geral da Embrapa Monitoramento por Satélite (</span><a href="mailto:mir@cnpm.embrapa.br"><span style="font-size: 85%;">mir@cnpm.embrapa.br</span></a><span style="font-size: 85%;">)<br />
</span>/</div>
<div style="text-align: justify;"><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2010/04/Brazilian-Forest.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-3155" title="Brazilian-Forest" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2010/04/Brazilian-Forest-580x719.jpg" alt="Brazilian-Forest" width="580" height="719" /></a></div>
<div style="text-align: justify;">O que você acabou de ler, nada mais é uma auto-afirmação de que o Brasil foi responsável para com as suas florestas, uma vez que possui uma das maiores reservas florestais do mundo. Sim, isso é verdadeiro, mas ao mesmo tempo, induz a pensar que, de uma forma ou de outra, não há a necessidade de preocupação. É o que insiste veementemente.</div>
<div style="text-align: justify;">Para início de conversa, isso é uma ideia insensata e inadmissível, e que não pode ser aplicada no cenário atual.</div>
<div style="text-align: justify;">Motivos não faltam: o Brasil foi responsável, não está sendo mais; e porque, como o texto deixa claro, o verde é um patrimônio inestimável e que ninguém tem mais (contradizendo a si mesmo). Devemos cuidar dele o quanto antes, pois se não ficarmos de olhos bem abertos, só por um momento, mais cedo ou tarde, algum país fará questão de tomar posse &#8211; reivindicá-lo a si mesmo, usando de desculpa o pretexto de &#8220;patrimônio universal&#8221;.</div>
<div style="text-align: justify;">A velha história: &#8220;o que é seu, é meu, e o que é meu, é meu!&#8221;. Típico de oportunista.</div>
<div style="text-align: justify;">Evidências, existem aos montes. Só enxerga quem quer ver.<br />
Espero que tenha aberto os seus olhos, e principalmente, sua consciência.</div>
<div style="text-align: center;">*</div>
<div style="text-align: justify;"><em>Créditos das imagens:</em> Martin Johnson Heade. Retratam o Brasil.</div>
<div style="text-align: justify;"><em>Pesquisa:</em> pode ser vista no <a href="http://www.desmatamento.cnpm.embrapa.br/index.htm">Site da Embrapa</a>.</div>
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