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	<title>Diário do Verde &#187; Direito</title>
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	<description>Sustentabilidade, em 1° Lugar!</description>
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		<title>Um “Comentário” &#8211; Sobre a liberdade de expressão nos comentários</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Oct 2011 12:57:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Henrique Rodrigues Menezes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Miradouro]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[comentários]]></category>
		<category><![CDATA[Diário do Verde]]></category>
		<category><![CDATA[Direito]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade de expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Recebemos um comentário de um leitor (kaio_black) a respeito de uma citação utilizada em um dos artigos do Diário do Verde. Linguagem chula, palavrões e gramaticalmente tosco. Tal comentário está relacionado a um de meus artigos (Mormaço na floresta) e refere-se a um trecho do poema de Thiago de Mello. Em tempos de liberdade de [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Recebemos um comentário de um leitor (<strong>kaio_black</strong>) a respeito de uma citação utilizada em um dos artigos do <strong>Diário do Verde</strong>. Linguagem chula, palavrões e gramaticalmente tosco. Tal comentário está relacionado a um de meus artigos (<strong><a href="http://www.diariodoverde.com/mormaco-na-floresta/" target="_blank">Mormaço na floresta</a></strong>) e refere-se a um trecho do poema de <strong>Thiago de Mello</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Em tempos de liberdade de expressão discutimos internamente, <strong>Gabriel e Rafael</strong> (Editores), e <strong>eu</strong> (autor) sobre o incidente. Embora haja em nossa <strong><a href="http://www.diariodoverde.com/politicas/" target="_blank">Política Editorial</a> </strong>artigo que prevê situações como esta, optamos por divulgar o comentário, responde-lo e levar o tema ao debate.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, se a <strong>liberdade de expressão</strong> que queremos é <strong>para todos</strong>, haveria limites para ela? Os exaltados de plantão diriam que não. Eu penso que há sim. Cremos que <strong>“<em>o limite da liberdade de cada um é o direito do outro</em>.” <a href="/Documents%20and%20Settings/Administrador.ATAIDE/Meus%20documentos/Downloads/COMENT%C3%81RIO%20Di%C3%A1rio%20do%20Verde.docx#_ftn1"><strong><sup>[1]</sup></strong></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Quando em nome de sua liberdade você ofende, discrimina ou vilipendia o outro, você não está fazendo uso de liberdade, mas sim da opressão. Ao reivindicar aquele tipo de liberdade para si, Sr. <strong>kaio_black</strong>, você tenta revogar nosso direito a ela.</p>
<p style="text-align: justify;">É inaceitável que, em nome de ideais ditos “<em>libertário</em>s” que possa acalentar, ou como queiram se definir, julgue-se no direito de atacar pessoalmente aqueles dos quais diverge. Supomos que ainda aparecerão outros exaltados, alguns sob preocupações legítimas e outros por mísero oportunismo, para se projetarem.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembro de um texto destes que circulam pela internet, “<a href="http://www.lufrancesa.com/blog/coisas-da-vida/cometas-e-estrelas/" target="_blank">Cometas e Estrelas</a>”, apenas porque analogamente há pessoas cometas e há pessoas estrelas. Há os que passam e brilham num breve instante. E com a mesma rapidez desaparecem. Bem sabemos que na vida todos passam. Apenas alguns te oferecem a possibilidade de sonhar mais. As estrelas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Continuaremos defendendo a liberdade de expressão para todos, sobretudo nos grandes meios, especialmente na internet</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">É o que fazemos no <strong>Diário do Verde</strong>. Defendemos o direito e a liberdade de todos, em especial àqueles que se encontram excluídos do debate público, político e social por não terem acesso aos meios de comunicação (ou educação no caso do Sr. <strong>kaio_black</strong>), que são financiados (e mal aplicados) em grande parte pelo dinheiro de todos nós.</p>
<p style="text-align: justify;">Em última instância, buscamos transmitir de maneira acessível o conteúdo do blog e com qualidade, e de modo descontraído e bem humorado, mas sem perder a seriedade e o compromisso e pertinência com a causa socioambiental.</p>
<p style="text-align: justify;">O <strong>Diário do Verde</strong> e seus autores sempre estarão dispostos ao debate sério, respeitoso e bem-intencionado.</p>
<p style="text-align: justify;">Links para o Sr. <strong>kaio_black</strong> se informar melhor, caso queira:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Especialistas afirmam que o desafio é conciliar liberdade da internet com segurança <a href="http://bit.ly/g0IkNY">http://bit.ly/g0IkNY</a></li>
<li>•Faltam delegacias especializadas em crimes virtuais <a href="http://bit.ly/eAPPTE">http://bit.ly/eAPPTE</a></li>
<li>•Ministério Público Federal reclama da dificuldade de combater crimes na internet por falta de legislação adequada <a href="http://bit.ly/e2BbEs">http://bit.ly/e2BbEs</a></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como diz o dito popular: a diferença entre o remédio e o veneno é de apenas uma dose.</strong></p>
<hr style="text-align: justify;" size="1" />
<p style="text-align: justify;"><a href="/Documents%20and%20Settings/Administrador.ATAIDE/Meus%20documentos/Downloads/COMENT%C3%81RIO%20Di%C3%A1rio%20do%20Verde.docx#_ftnref1"><sup>[1]</sup></a> Eduardo Guimarães em &#8220;<a href="http://www.blogcidadania.com.br/2011/01/a-liberdade-de-expressao-na-internet/" target="_blank">A liberdade de expressão na internet</a>&#8221; &#8211; Blog Cidadania.<strong> </strong></p>
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		<title>O Mundo Segundo a Monsanto</title>
		<link>http://diariodoverde.com/o-mundo-segundo-monsanto/</link>
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		<pubDate>Sun, 31 Jul 2011 08:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Elaine Nazaré dos Santos]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Consciência na Mesa]]></category>
		<category><![CDATA[Diário do Verde]]></category>
		<category><![CDATA[Direito]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Governo]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[O Mundo Segundo Monsanto]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia verde]]></category>

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		<description><![CDATA[O documentário “O Mundo Segundo Monsanto” descreve a história de uma das maiores empresas de organismos geneticamente modificados (OGM), cujos grãos de soja, milho e algodão proliferam pelo mundo apesar de alertas de ambientalistas. O filme denuncia as atrocidades cometidas pela Monsanto, uma empresa que se posiciona como sendo do setor de agronegócios, cujo objetivo [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/07/monde-selon-monsant-dvd.jpg"><img src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/07/monde-selon-monsant-dvd.jpg" alt="Le Monde Selon Monsant - DVD" title="Le Monde Selon Monsant - DVD" width="550" height="800" class="aligncenter size-full wp-image-3385" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O documentário “O Mundo Segundo Monsanto” descreve a história de uma das maiores empresas de organismos geneticamente modificados (OGM), cujos grãos de soja, milho e algodão proliferam pelo mundo apesar de alertas de ambientalistas.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme denuncia as atrocidades cometidas pela Monsanto, uma empresa que se posiciona como sendo do setor de agronegócios, cujo objetivo é ajudar os agricultores a produzir alimentos mais saudáveis e ao mesmo tempo reduzir o impacto da agricultura sobre o meio ambiente, no entanto, ela foi uma das maiores indústrias químicas do século XX.</p>
<p style="text-align: justify;">A Monsanto é líder mundial em biotecnologia, produz 90% dos organismos transgênicos do mundo, sendo a maioria fabricada para resistir ao herbicida Roundup de sua própria fabricação. “O mundo segundo Monsanto” denuncia ações da Monsanto por divulgar estudos científicos duvidosos apoiando suas pesquisas e produtos. Em um artigo de 2002, o Washington Post denuncia a multinacional por esconder décadas de poluição em Anniston, Alabama; onde diversas pessoas foram contaminadas por PCB, substância tóxica utilizada como isolante químico nos transformadores elétricos, levando a morte diversas crianças e adultos por câncer, diabetes, doenças hepáticas, retardamento mental, dentre outras. E a alegação da empresa era que não poderiam admitir a perda de sequer um dólar e por isso as pessoas de Anniston não foram avisadas sobre o lixo tóxico.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma organização para proteção do meio ambiente, liderada por Ken Cook, colocou na Internet arquivos internos da Monsanto, a maioria classificado como confidencial:</p>
<p style="text-align: justify;">1937 – exposição aos PCB’s provoca efeitos sistêmicos tóxicos e erupção cutânea acnéica;</p>
<p style="text-align: justify;">1961 – dois funcionários desenvolveram sintomas de hepatite após ruptura de uma tubulação numa fábrica que usava PCB;</p>
<p style="text-align: justify;">1966 – cientistas da Monsanto colocaram peixes nas águas do Snow Creek e em 3 minutos e meio todos os peixes estavam mortos.</p>
<p style="text-align: justify;">Sendo assim o filme deflagra as relações promíscuas com Governos, ações de corrupção, processos judiciais por propaganda enganosa, por problemas acarretados ao meio ambiente e à saúde das pessoas através dos seus produtos e pelo desenvolvimento de práticas de monopólio. O Mundo Segundo Monsanto conta como a Monsanto atua nos seus negócios, colocando o lucro acima de tudo e perpassando tudo o que for preciso.</p>
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		<title>&#8220;Mormaço na Floresta&#8221; (II)</title>
		<link>http://diariodoverde.com/mormaco-na-floresta-ii/</link>
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		<pubDate>Sat, 25 Jun 2011 17:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Henrique Rodrigues Menezes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Miradouro]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Diário do Verde]]></category>
		<category><![CDATA[Direito]]></category>
		<category><![CDATA[ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Florestas]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
		<category><![CDATA[Thiago de Mello]]></category>

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		<description><![CDATA[Transcrevo: “A este universo de água e de terra, de rio e de selva, chegou o homem. É recente a sua chegada. Só há dez mil anos, já sabem os cientistas, chegaram os índios à Amazônia e dela fizeram a sua morada. É portanto esse o tempo de sua fundação, do seu verdadeiro começo: o homem [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Transcrevo:</p>
<p style="text-align: justify;">“<em>A este universo de água e de terra, de rio e de selva, chegou o homem. É  recente a sua chegada. Só há dez mil anos, já sabem os cientistas, chegaram os  índios à Amazônia e dela fizeram a sua morada. É portanto esse o tempo de sua  fundação, do seu verdadeiro começo: o homem chegando para permanecer e para  amar</em> “ (p. 83).</p>
<p style="text-align: justify;">“<em>Da história desse homem primitivo, que dizer, o que chegou primeiro,  mais adiante um pouco eu vou contar. Assombroso contar. Porque é quase nada o  que dele ainda resta, escondido nos longes espessos da selva, agarrado ao sol de  sua inocência</em>” (p. 84).</p>
<p style="text-align: justify;">“<em>Depois outros chegaram. Os chamados brancos, com a cruz e o arcabuz, e o  sangue que ia ajudar a compor uma nova etnia, ao longo de quatro séculos de  aventura humana. Aventura que se prolonga, ainda hoje, marcada pelo signo do  desamor. Só que mais feroz. Extração, saque, destruição, extermínio. Como desde  o primeiro dia, os de fora continuam a chegar, cada vez mais poderosos de  ciência e cobiça, sabendo mais do que nós. A Amazônia, contudo, nos espera, a  nós, que a abandonamos</em>” (p. 85).</p>
<p style="text-align: justify;">(Fragmentos extraídos do livro Mormaço na Floresta – Thiago de Mello)</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2771" title="Ribeirinhos" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Ribeirinhos.jpg" alt="" width="400" height="300" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: justify;">Embora, por vezes, considerado idealista, o tempo correu e Amadeu Thiago de  Melo, poeta, conciliou poesia e meio ambiente com política, sem viver com a  cabeça nas nuvens, alegre com seu reencontro com seu povo, embora “<em>ainda tão  oprimido e tão injustiçado, mas contente por saber que a consciência de grandes  setores da formação social do nosso país, grandes setores populares, adquiriram  uma consciência mais elevada dos seus direitos</em>”.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Norte não é com &#8220;M&#8221;</title>
		<link>http://diariodoverde.com/norte-nao-e-com-m/</link>
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		<pubDate>Sun, 12 Jun 2011 19:56:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Henrique Rodrigues Menezes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Miradouro]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Diário do Verde]]></category>
		<category><![CDATA[Direito]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Mortes no Campo]]></category>
		<category><![CDATA[Pará]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>

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		<description><![CDATA[“A culpa é da mentalidade Criada sobre a região Por que é que tanta gente teme? Norte não é com M Nossos índios não comem ninguém Agora é só Hambúrguer Por que ninguém nos leva a sério ? Só o nosso minério.” (“Belém-Pará-Brasil”, Mosaico de Ravena) Nas últimas duas décadas (de forma mais efetiva) a região [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>“A culpa é da mentalidade<br />
Criada sobre a  região<br />
Por que é que tanta gente teme?<br />
Norte não é com M<br />
Nossos índios  não comem ninguém<br />
Agora é só Hambúrguer<br />
Por que ninguém nos leva a sério  ?<br />
Só o nosso minério.</em>”</p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-size: xx-small;">(“Belém-Pará-Brasil”, </span><a href="http://letras.terra.com.br/mosaico-de-ravena/268048/" target="_blank"><span style="font-size: xx-small;">Mosaico de Ravena</span></a><span style="font-size: xx-small;">)</span></p>
<p style="text-align: justify;">Nas últimas duas décadas (de forma mais efetiva) a região  amazônica passou a ser novamente a bola da vez no cenário. Ora por questões  estratégicas (econômica ou de segurança), ora pelas questões ambientais de  sempre (desmatamento, grilagem de terra, mineração, etc, e os problemas  sociais decorrentes de seguidas políticas públicas nem sempre bem sucedidas).  Mas estamos vivendo.</p>
<p style="text-align: justify;">Recentemente noticiam que Norte e Nordeste são as regiões mais  violentas do Brasil. “Como assim?!” Pode parecer que seja indignação de minha  parte, por ser nortista, caboclo amazônida, paraense e papa-chibé. Mas… para quê  Guarda Nacional? Apenas estou questionando.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2501" title="Trabalhador Rural" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Trabalhador-Rural.jpg" alt="" width="400" height="300" />Trago o tema em função da morte do casal de líderes  extrativistas José <strong>Cláudio Ribeiro da Silva</strong> e <strong>Maria do  Espírito Santo</strong>. O caso é emblemático, como o de <strong>Dorothy  Stang</strong>, os colonos da <strong>Curva do “S”</strong>. E alista dos  marcados para morrer é extensa. Mas do que a violência que a mídia gosta de  enfatizar, deveriam se ater as origens sociopolíticas deste conflito, que na sua  essencia é uma luta pela qualidade sustentável do meio ambiente em consonância  com condições dignas de vida. Ainda fugimos de comentários jocosos de que aqui  seria “terra de Malboro”.</p>
<p style="text-align: justify;">Bom, os assasinatos no campo são fatos (inclusive os por  “<em>encomenda</em>”), e contra os fatos não há argumento. Contudo volto a  lembrar o que aprendi com a <strong><a href="https://sistemas.usp.br/tycho/curriculoLattesMostrar?codpes=87088" target="_blank">Profª Maria Amélia Azevedo</a></strong>, a como não brincar com  estatísticas. Pensando de modo simples como as crianças, vejo estes noticiários  como aquelas propagandas de <em>cursinhos pré-vestibulares</em>: “<em>80% de  aprovação!”, “aprovação de 75% em todos os cursos!”. </em>Se um desses cursos  possui 200 alunos e apenas 45% são aprovados, isto equivale a 90 alunos.  Certo!(?). Agora se outro curso possui 100 alunos e aprova 60%(!) destes na  prova de vestibular, isto equivale a 60 alunos. Certo!(?). Pergunto: quem  aprovou mais alunos?</p>
<p style="text-align: justify;">As estatísticas, embora significativas, são apenas números se  não forem interpretadas de modo contextualizado e com bom senso. Continuo a  questionar: Como a região Norte, e nosso vizinho Nordeste, podem ser  estatisticamente mais violentos que outras regiões do país? Senão cito:</p>
<p style="text-align: justify;">“<em>A população  brasileira se estabelece de forma concentrada na <strong>região Sudeste,  com</strong> <strong>80.364.410 habitantes</strong>; o <strong>Nordeste  abriga 53.081.950</strong> <strong>habitantes</strong>, o Sul acolhe cerca de  27,3 milhões, além das regiões menos povoadas, <strong>região Norte  com 15.864.454</strong> e Centro-Oeste com pouco mais de 14 milhões de  habitantes.<br />
A irregularidade na distribuição da população fica  evidente quando se analisa alguns dados populacionais de regiões ou Estados.  <span style="text-decoration: underline;">Somente o Estado de São Paulo concentra cerca de 41,2 milhões de  habitantes</span>, sendo superior ao contigente populacional das  regiões Centro-Oeste e Norte juntas.” (Grifos meus)</em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000; font-size: xx-small;">(Fonte: </span><a href="http://www.brasilescola.com/brasil/a-populacao-brasileira.htm"><span style="color: #000000; font-size: xx-small;">http://www.brasilescola.com/brasil/a-populacao-brasileira.htm</span></a><span style="color: #000000; font-size: xx-small;">)</span></p>
<p style="text-align: justify;">Neste sentido tenho uma perspectiva foucaultiana nos meus questionamentos. Ao invés de me perguntar porque há violência no campo, pergunto porque insistem em dizer que, por estas bandas o povo resolve as divergências na bala. E grande parte delas feitas artesanalmente. Não são semi-automáticas, AKs 47, fuzis militares, granadas, morteiros entre outros artefatos dignos de guerras civis. Talvez seja como diria Eduardo Galeano num de seus contos em que o índio diz ao colonizador que quer seduzi-lo para ter suas terras: &#8220;Onde o senhor coça, e coça bem, não coça.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">A luta pela terra é grande, desde tempos  imemoriais, dos tempos das caravelas. É assim em Gaza, Ruanda, e aqui também. Há  dados que informam que a terra grilada no Estado do Pará equivale a outro Estado  do Pará. A agroindústria, industria de minérios, madeireiros, políticos, etc.  Todos querem usufruir, já que disseram que no Brasil “em se plantando tudo dá”.  Explorar é a palavra de ordem. A “modernidade” avança a largos  passos.</p>
<p style="text-align: justify;">E o cidadão do campo e da cidade (e aqueles  que ainda se sensibilizam), em meio a torrente de fatos, dão as mãos no “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=3YvDPNbdGD4&amp;feature=related" target="_blank">Funeral de um Lavrador</a>”, mas seguem a luta do dia-a-dia.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Unidades de Conservação/Preservação (SNUC)</title>
		<link>http://diariodoverde.com/unidades-de-conservacao-preservacao-snuc/</link>
		<comments>http://diariodoverde.com/unidades-de-conservacao-preservacao-snuc/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 29 May 2011 20:15:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Gabriel Cerqueira Gonçalves]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Legislação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Constituição]]></category>
		<category><![CDATA[Direito]]></category>

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		<description><![CDATA[As áreas de preservação ambiental previstas em lei no Brasil SNUC &#8211; Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (esferas federal, estadual e municipal) LEGENDA (T) Tipo &#124; (O): Objetivo &#124; (A/U): Acesso e Uso &#124; (P/D): Posse e Domínio. PROTEÇÃO INTEGRAL T: Estação Ecológica O: Preservar a natureza e abrigar pesquisas científicas A/U: Só para pesquisa [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: large;">As áreas de preservação ambiental previstas em lei no Brasil</span></strong></p>
<p style="text-align: center;">SNUC &#8211; <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9985.htm" target="_blank">Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza</a> <span><span style="font-size: xx-small;">(esferas federal, estadual e municipal)</span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="text-decoration: underline;">LEGENDA</span><br />
(T) Tipo | (O): Objetivo | (A/U): Acesso e Uso | (P/D): Posse e Domínio.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-2140" title="Natureza - Navid Baraty" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/05/natureza-580x386.jpg" alt="" width="580" height="386" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>PROTEÇÃO INTEGRAL</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>T:</em> Estação Ecológica<br />
<em> O:</em> Preservar a natureza e abrigar pesquisas científicas <em>A/U:</em> Só para pesquisa e educação ambiental. <em>P/D:</em> Posse e domínio públicos, sem área privada em seus limites.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>T:</em> Reserva Biológica<br />
<em> O:</em> Proteger integralmente a área, salvo medidas de recuperação e manejo. <em>A/U:</em> Só para pesquisa e educação ambiental. <em>P/D:</em> Posse e domínio públicos.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>T:</em> Parque nacional<br />
<em> O:</em> Preservar ecossistemas naturais de grande relevância ambiental e beleza cênica. <em>A/U:</em> Para pesquisas, educação e lazer; aberto ao público. <em>P/D:</em> Posse e domínio públicos.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>T:</em> Monumento natural<br />
O: Preservar sítios naturais raros, singulares ou de grande beleza cênica. <em>A/U:</em> Condicionado ao plano de manejo e regulamento da área. <em>P/D:</em> Pode ser constituído por áreas particulares ou públicas.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>T:</em> Refúgio de vida silvestre<br />
<em> O:</em> Proteger ambientes naturais fundamentais para a existência ou a reprodução de espécies da flora e fauna. <em>A/U:</em> Acesso condicionado à autorização. <em>P/D:</em> Pode ser constituído por áreas particulares ou públicas.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>DE USO SUSTENTÁVEL</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>T:</em> Área de proteção ambiental<br />
<em> O:</em> Proteger a diversidade biológica, disciplinar a ocupação e assegurar a sustentabilidade no uso dos recursos naturais. Geralmente em áreas extensas e com ocupação humana. <em>A/U:</em> Ocupação e exploração controladas. <em>P/D:</em> Constituída por terras públicas ou privadas.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>T:</em> Área de relevante interesse ecológico<br />
<em> O:</em> Manter os ecossistemas naturais de importância local e regular seu uso, visando à conservação da natureza. <em>A/U:</em> Acesso e uso controlados pelos decretos de criação de cada unidade. <em>P/D:</em> Constituída por terras públicas ou privadas.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>T:</em> Floresta nacional<br />
<em> O:</em> Promover o uso sustentável dos recursos florestais e a pesquisa, com ênfase na exploração sustentável de florestas nativas. <em>A/U:</em> Atividades de pesquisa, educação, recreação e turismo. <em>P/D:</em> Posse e domínio públicos.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>T:</em> Reserva extrativista<br />
<em> O:</em> Proteger os meios de vida das populações nativas e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais em área com populações extrativistas. <em>A/U:</em> Acesso e uso controlados pelos decretos de criação de cada unidade. <em>P/D:</em> Domínio público com uso concedido às populações extrativistas.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>T:</em> Reserva de fauna<br />
<em> O:</em> Proteger o habitat de populações animais de espécies nativas, adequadas para estudos técnico-científicos. <em>A/U:</em> Visitação permitida com caça proibida. <em>P/D:</em> Posse e domínio públicos.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>T:</em> Reserva de desenvolvimento sustentável<br />
<em> O:</em> Preservar área com populações tradicionais, que vivam de sistemas sustentáveis de exploração dos recursos naturais. <em>A/U:</em> Permitido. <em>P/D:</em> Posse e domínio públicos.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>T:</em> Reservas particulares de patrimônio natural<br />
<em> O:</em> Preservar espaços de importância ambiental ou paisagística. <em>A/U:</em> Atividades de pesquisa, ecoturismo, recreação e educação. <em>P/D:</em> Área privada.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-size: x-small;"><em>Ibama/Almanaque Abril 2011.</em></span></p>
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		<title>Medidas que deveriam ser adotadas para animais industrializados</title>
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		<pubDate>Thu, 12 May 2011 18:40:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Ana Karla da Silva Martins]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Eco Insight]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultores]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Direito]]></category>

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		<description><![CDATA[Com bilhões de animais sendo criados em grandes instalações, o que o governo pode fazer para acabar com as práticas cruéis e abusivas?]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="alignleft size-medium wp-image-1812" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/05/galinhas-torturadas-vegan1-240x144.jpg" alt="" width="240" height="144" /><strong> Com bilhões de animais sendo criados em grandes instalações, o que o governo pode fazer para acabar com as práticas cruéis e abusivas?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As operações feitas com os animais industrializados são desagradáveis, armazéns lotados confinamento intensamente, é preciso externalizar seus custos na verdade em termos de ameaças à saúde pública, danos ambientais e sofrimento dos animais. Estes problemas têm sido amplamente documentados por governos, universidades e organizações como a Comissão Pew sobre Produção Industrial de Fazenda Animal. No entanto, a influência política da indústria precisa desesperadamente de reformas.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui vai uma ideia: Vamos lançar Corpo de Paz para a agricultura, baseada em 5 sugestões, que os governos devem tratar como questão de urgências. Aqui estão cinco reformas necessárias e viáveis:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1</strong>. As leis do Estado devem proteger o bem-estar animal da fazenda. Pesquisas mostram que cerca de 90% dos americanos acreditam que os animais de criação merecem condições de vida. Gaiolas metálicas estreitas para suínos grávidas, gaiolas para vitelos e gaiolas apertadas para galinhas poedeiras devem ser banidas. Na Califórnia, Colorado, Michigan e em vários outros estados já adotaram tais leis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2</strong>. O Congresso deveria proibir o uso excessivo de antibióticos na criação animal. Cerca de 80% dos antibióticos usados ​​nos Estados Unidos a cada ano é na alimentação diária dos animais de fazenda, principalmente para permitir a manutenção dos animais em condições densamente povoadas, o que reduz os custos. Uma pesquisa recente descobriu que a metade da carne testada em lojas de varejo nos EUA está contaminada com infecções por estafilococos, metade dos quais eram resistentes aos antibióticos. A Proibição dos antibióticos sub-terapêuticos na agricultura, como a União Europeia já fez, seria um meio de fazer a nossa  alimentação mais segura.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3</strong>. O governo deve aplicar melhor as leis ambientais. As leis ambientais, como o Clean Water Act* abrangem a produção animal. No entanto, os órgãos federais e estaduais têm falhado amplamente no quesito aplicação. Forçando a agropecuária no suporte do seu verdadeiro custo ambiental poderia melhorar a balança econômica a favor de fazendas com rebanhos menores.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4</strong>. Os subsídios da agricultura devem melhorar a vida no campo. Um habitat saudável para os animais de fazenda ajuda no desenvolvimento e rendimento dos mesmos. Também existe o núcleo de agricultura ecológica, mesmo oferecendo a promessa de diminuir a  emissão de carbono. No entanto, as atuais políticas agrícolas federais incentivam a não utilizaçãm de  pastagens. É aconselhável métodos baseados em rotação de culturas, que salvaguardam solo, água e ar. Os subsídios à agricultura devem conter incentivos para o campo e exigir que os agricultores sigam os melhores métodos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5</strong>. Os Estados Unidos devem lançar uma  campanha  que incentive  famílias  a morarem no campo  para assim, desenvolver melhor a agricultura. Os USA precisa repovoar a América rural e estimular o emprego benéficos para os jovens. Nossa nação luta contra o desemprego, e a agricultura tradicional está desaparecendo , em parte porque é mais trabalhosa. A Função da próxima geração na agricultura sustentável é ajudae a iniciar novas fazendas poderão ser de iniciativa mais ousada e mais duradoura.</p>
<p style="text-align: justify;">Estas reformas sensatas são financeiramente viáveis, mesmo nos atuais orçamentos fiscais. Eles iriam percorrer um longo caminho para restabelecer um sistema alimentar que é seguro, ecológico e sustentável.</p>
<p style="text-align: justify;">*A Lei da Água Limpa (CWA), estabelece uma estrutura básica para regular as descargas de poluentes nas águas dos Estados Unidos e na regulamentação das normas de qualidade das águas da superfície.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: x-small;">Fonte: Tradução do New York Times &lt;www.nytimes.com&gt;<br />
Postado em 10/05/2011.</span></p>
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