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	<title>Diário do Verde &#187; desmatamento</title>
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	<description>Sustentabilidade, em 1° Lugar!</description>
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		<title>Municípios Verdes no Pará</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Jun 2013 20:42:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Henrique Rodrigues Menezes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Miradouro]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Diário do Verde]]></category>
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		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Municípios Verdes]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Verde, as matas no olhar, ver de perto Ver de novo um lugar, ver adiante Sede de navegar, verdejantes tempos Mudança dos ventos no meu coração Verdejantes tempos Mudança dos ventos no meu coração&#8221; (Verde, Leila Pinheiro) É um projeto ambicioso: mudar o quadro de  desmatamento na Amazônia, em especial a porção que estende-se  em [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2013/06/municipios-verdes.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7887" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2013/06/municipios-verdes-300x162.jpg" alt="" width="300" height="162" /></a></p>
<p style="text-align: justify">&#8220;<em>Verde, as matas no olhar, ver de perto</em><br />
<em>Ver de novo um lugar, ver adiante</em><br />
<em>Sede de navegar, verdejantes tempos</em><br />
<em>Mudança dos ventos no meu coração</em><br />
<em>Verdejantes tempos</em><br />
<em>Mudança dos ventos no meu coração</em>&#8221; (<strong>Verde</strong>, Leila Pinheiro)</p>
<p style="text-align: justify">É um projeto ambicioso: mudar o quadro de  desmatamento na Amazônia, em especial a porção que estende-se  em nosso Estado. Baseado no fortalecimento de um modelo econômico mais forte e sustentável, o pacto formado por entidades públicas, privadas e não-governamentais &#8220;<em>deverá promover o desenvolvimento econômico paraense ao mesmo tempo em que busca atingir a meta de desmatamento zero, com foco nos municípios</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify">Objetivando atingir produtores rurais, entidades representativas do setor produtivo, população do campo e municípios do interior, a proposta que, aqui ajudo a divulgar, visa conter o desmatamento desordenado, a expansão agropecuária e atividade madeireira ilegal e predatória.</p>
<p style="text-align: justify">O Programa Municípios Verdes &#8220;<em>propõe promover uma economia de baixo carbono e alto valor agregado, melhorar governança pública municipal e reduzir desmatamento e degradação</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Objetivos</strong>:</p>
<ul>
<li><em>Promover o desenvolvimento econômico e social através do uso sustentável e conservação dos recursos naturais.</em></li>
<li><em>Fortalecer o Sistema Municipal de Meio Ambiente com incentivo à criação dos órgãos e conselhos municipais de meio ambiente, incluindo mecanismos que facilitem a sua estruturação, aparelhamento e funcionamento regular.</em></li>
<li><em>Compartilhar e descentralizar a agenda ambiental, o que pressupõe ações integradas entre o Governo do Estado e os municípios, e permite uma participação mais efetiva da sociedade civil e do setor produtivo.</em></li>
</ul>
<p><strong>Metas</strong>:</p>
<ul>
<li><em>Adesão de 100 municípios ao Programa até o final de 2013;</em></li>
<li><em>Desmatamento anual menor que 40 Km² em cada município;</em></li>
<li><em>Dinamização da economia local sustentável com agregação de tecnologia e novos investidores;</em></li>
<li><em>Regularização fundiária priorizando os Municípios que buscam as metas das premissas;</em></li>
<li><em>Gestão dos resíduos sólidos;</em></li>
<li><em>Promoção de ações de Educação Ambiental;</em></li>
<li><em>Fortalecimento de órgãos municipais incluindo os sistemas municipais de meio ambiente;</em></li>
<li><em>Modernização da legislação ambiental;</em></li>
<li><em>Produção certificada (responsabilidade ambiental e social – geração de emprego e renda).</em></li>
</ul>
<p><strong><a href="http://municipiosverdes.com.br/como-participar" target="_blank">Como Participar?</a></strong></p>
<p><strong><a href="http://municipiosverdes.com.br/vantagens-e-beneficios" target="_blank">Vantagens e Benefícios</a></strong></p>
<p><a href="http://municipiosverdes.com.br/arquivos/guia_mv_web.pdf" target="_blank"><strong>Cartilha: Municípios Verdes (PDF)</strong></a></p>
<p>(<strong>Fonte</strong>: <a href="http://municipiosverdes.com.br/" target="_blank">Municípios Verdes &#8211; www.municipiosverdes.com.br</a>)</p>
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		<title>GiraMundo e o Miniteatro Ecológico &#8211; O Aprendiz Natural</title>
		<link>http://diariodoverde.com/giramundo-e-o-miniteatro-ecologico-o-aprendiz-natural/</link>
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		<pubDate>Sun, 14 Apr 2013 00:42:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Henrique Rodrigues Menezes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Miradouro]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Diário do Verde]]></category>
		<category><![CDATA[ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Giramundo]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pará]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;A gente estancou de repente Ou foi o mundo então que cresceu A gente quer ter voz ativa No nosso destino mandar Mas eis que chega a roda-viva&#8221; (Roda Viva, Chico Buarque) Participei no ano de 2009, do Fórum Social Mundial, que ocorria pela primeira vez na Região Norte, mais precisamente em Belém-PA. Conforme Oded Grajew, [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2013/04/giramundo_2011_06_17_FTB-pedro-okG.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7742" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2013/04/giramundo_2011_06_17_FTB-pedro-okG.jpg" alt="" width="455" height="340" /></a></p>
<p style="text-align: justify"><em>&#8220;A gente estancou de repente</em><br />
<em>Ou foi o mundo então que cresceu</em><br />
<em>A gente quer ter voz ativa</em><br />
<em>No nosso destino mandar</em><br />
<em>Mas eis que chega a roda-viva&#8221;</em> (<strong>Roda Viva</strong>, Chico Buarque)</p>
<p style="text-align: justify">Participei no ano de 2009, do <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%B3rum_Social_Mundial#FSM_2009" target="_blank">Fórum Social Mundial</a></strong>, que ocorria pela primeira vez na Região Norte, mais precisamente em Belém-PA. Conforme <a title="Oded Grajew" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Oded_Grajew">Oded Grajew</a>, do <a title="Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Instituto_Ethos_de_Empresas_e_Responsabilidade_Social&amp;action=edit&amp;redlink=1">Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social</a>, considerado o criador do Fórum Social Mundial: <em>&#8220;A escolha da Amazônia não foi fortuita. É o primeiro fórum que vai ter a questão da sustentabilidade, do modelo econômico como predador do <a title="Meio ambiente" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Meio_ambiente">meio ambiente</a>, provocador do <a title="Aquecimento global" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aquecimento_global">aquecimento global</a> e do esgotamento dos recursos naturais&#8221;. </em>A pesar das críticas a cerca de uma banalização do evento, de uma &#8220;contaminação capitalista&#8221;, perda da essência e do foco, a semana foi de intensa troca e conhecimento de pessoas e movimentos que fazem a maior diferença para quem realmente precisa. Neste encontro que conheci melhor o trabalho do <strong><a href="http://www.giramundo.org/" target="_blank">GIRAMUNDO</a></strong>, através de diversos grupos presentes no evento. E posteriormente na <strong><a href="http://www.feiradolivro.pa.gov.br/" target="_blank">Feira Pan-Amazônica do Livro</a></strong>.</p>
<p style="text-align: justify">Pesquisando pela internet vídeos para utilizar em palestras sobre violência doméstica contra crianças e adolescentes &#8220;reencontrei&#8221; o Giramundo. E para uma grata surpresa achei estes vídeos sobre ecologia e meio ambiente, o <strong>Miniteatro Ecológico &#8211; O Aprendiz Natural,</strong> uma série de episódios que de modo lúdico transmite conceitos e conscientizações ambientalmente assertivos. Excelente pedida para se trabalhar educação ambiental com jovens e crianças.</p>
<p>[youtube http://www.youtube.com/watch?v=ICudBdiOkkg]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>[youtube http://www.youtube.com/watch?v=QXLZen98s2k] </p>
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		<title>Meio Ambiente para a Infância</title>
		<link>http://diariodoverde.com/meio-ambiente-para-a-infancia/</link>
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		<pubDate>Sun, 24 Mar 2013 18:42:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Henrique Rodrigues Menezes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Miradouro]]></category>
		<category><![CDATA[Desenhos]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Diário do Verde]]></category>
		<category><![CDATA[ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Escolhas Sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Flores são flores Vivas num jardim Pessoas são boas Já nascem assim&#8221; (Cazuza) Desde de minha formação como psicólogo (Universidade e estágios) sempre estive envolto no universo infantil. Calhou que em 2002 vim trabalhar em um centro de referência em saúde para mulheres e crianças. Brinquedos, brincadeiras, desenhos animados sempre me foram um universo familiar. [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2013/03/monstro_pantano.jpg"><img class="size-full wp-image-7652 aligncenter" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2013/03/monstro_pantano.jpg" alt="" width="259" height="194" /></a></p>
<p>&#8220;<em>Flores são flores</em><br />
<em>Vivas num jardim</em><br />
<em>Pessoas são boas</em><br />
<em>Já nascem assim</em>&#8221; (<em><a href="http://pensador.uol.com.br/autor/cazuza/">Cazuza</a>)</em></p>
<p style="text-align: justify">Desde de minha formação como psicólogo (Universidade e estágios) sempre estive envolto no universo infantil. Calhou que em 2002 vim trabalhar em um centro de referência em saúde para mulheres e <strong>crianças</strong>. Brinquedos, brincadeiras, desenhos animados sempre me foram um universo familiar. Brinquei muito. Brinco hoje (de forma mais consciente). O Cris<em>zinho</em>, sobrinho da Lú acha engraçado que conheço muitos personagens de desenhos em quadrinhos e animados atuais, que assisto desenho (filmes ou os da programação da tv). Em parte como instrumento profissional e como diversão por outro lado. O útil e o agradável.</p>
<p style="text-align: justify">O primeiro personagem que me lembro cuja temática trabalhava claramente assuntos sobre meio ambiente foi o <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Capit%C3%A3o_Planeta" target="_blank">Capitão Planeta</a></strong>,  (no original em inglês Captain Planet And The Planeteers, 1990), que ao final de cada episódio tinha uma mensagem &#8220;<em>pros baixinhos</em>&#8220;, dizendo: &#8220;<em>O poder é de vocês!</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify">Mas ainda me amarro mais no <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Monstro_do_P%C3%A2ntano" target="_blank">Monstro do Pântano</a></strong> (na fase Alan Moore) e no clássico <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Spectreman" target="_blank">Spectreman</a></strong>, onde as questões ambientais, poluição e resíduos tóxicos e seus malefícios ao homem e ao planeta, embora apareçam quase que de forma subliminar, mas demonstram aos perigos e belezas do planeta que vivemos.</p>
<p style="text-align: justify">Quem não lembra?</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;<em>Planeta: <a title="Terra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Terra">Terra</a>. Cidade: <a title="Tóquio" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%B3quio">Tóquio</a>. Como em todas as metrópoles deste planeta, Tóquio se acha hoje em desvantagem em sua luta contra o maior inimigo do homem: a poluição. E apesar dos esforços das autoridades de todo o mundo, pode chegar um dia em que a terra, o ar e as águas venham a se tornar letais para toda e qualquer forma de vida. Quem poderá intervir? Spectreman!</em>&#8220;</p>
<p style="text-align: justify">A dica é simples: as questões de meio ambiente, sustentabilidade e natureza podem ser vista em TODOS os lugares. Basta QUERER ver.</p>
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		<title>Defesa ao ambiente que queremos</title>
		<link>http://diariodoverde.com/defesa-ao-ambiente-que-queremos/</link>
		<comments>http://diariodoverde.com/defesa-ao-ambiente-que-queremos/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 06 Feb 2013 05:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Felipe da Cunha Chacon]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Eco Insight]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[defesa]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
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		<category><![CDATA[Mata Atlântica]]></category>
		<category><![CDATA[Queimadas]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte:  http://www.baixaki.com.br/papel-de-parede/11960-queimada.htm Ontem li o excelente artigo do nosso amigo Vitor Casadei, que falou brevemente sobre Sensoriamento Remoto e Identificação de Queimadas. Como ele citou no artigo, trata-se de uma tecnologia amplamente utilizada no Brasil. Hoje, 06 de Fevereiro, é comemorado o dia do Agente de Defesa Ambiental. Coincidência ou obra do autor? Seja o que [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter  wp-image-7416" title="queimada" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2013/02/queimada.jpg" alt="" width="553" height="415" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;">Fonte:  http://www.baixaki.com.br/papel-de-parede/11960-queimada.htm</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Ontem li o excelente artigo do nosso amigo Vitor Casadei, que falou brevemente sobre <a href="http://www.diariodoverde.com/sensoriamento-remoto-e-identificacao-de-queimadas/" target="_blank">Sensoriamento Remoto e Identificação de </a></span><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;"><a href="http://www.diariodoverde.com/sensoriamento-remoto-e-identificacao-de-queimadas/" target="_blank">Queimadas</a>. Como ele citou no artigo, trata-se de uma tecnologia amplamente utilizada no Brasil.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Hoje, 06 de Fevereiro, é comemorado o dia do Agente de Defesa Ambiental. Coincidência ou obra do autor?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Seja o que for&#8230; Fiscalização, monitoramente ou quaisquer outros métodos para controles ambientais nunca deixam de “estar na moda”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Mas hoje, que comemoramos o dia da defesa ambiental, não podemos deixar de ressaltar a importância que existe em cuidar do Meio Ambiente que significa, de um modo geral, cuidar do nosso planeta, a nossa casa!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Conforme comentado no artigo de ontem, as queimadas irregulares de fato existem e são prejudiciais à fauna e flora silvestre de um ecossistema. Digo “irregulares” porque existem também as queimadas que ocorrem naturalmente em ambientes secos e durante períodos específicos no bioma cerrado, a nossa savana brasileira! O fogo também é, então, natural &#8211; não existindo apenas em erupções vulcânicas, como estamos acostumados a ver nos filmes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Mas isso não significa, contudo, que a natureza não esteja em pleno controle de si mesma! Muito menos que o homem pode ficar colocando fogo no cerrado ou em outros biomas. Os diferentes ambientes de nosso planeta carregam diferentes características, alguma delas bastante particulares. O fogo que ocorre no cerrado, por exemplo, não ocorre na floreta amazônica. Aliás, sabemos que em alguns períodos o clima desta região é bastante diferente: chove bastante, o ambiente é úmido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Por conta dessa enorme variação climática é que temos os ambientes tão diferentes entrei si e estes, por sua vez, contribuem diretamente para a estabilidade do clima. Se pararmos para pensar, trata-se de um círculo vicioso, igual aquele que encontramos quando tentamos descobrir <a href="http://www.diariodoverde.com/o-ovo-a-galinha-e-o-lagarto/" target="_blank">quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha</a>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Comecei falando de fiscalização ambiental e estou falando agora de ovo e galinha! Afinal, onde quero chegar? O ovo ou a galinha teriam alguma relação com a biodiversidade que comentei ou mesmo as queimadas? Até certo ponto, não. Mas apenas até certo ponto! Não vamos pensar que as coisas não tem uma relação&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Não quero deixá-los confusos, leitores! A ideia é mostrar a grande variedade e assuntos que ainda temos para falar aqui no Diário do Verde, considerando a enorme biodiversidade que temos em nosso planeta!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Vamos preservar o ambiente que queremos. Vamos defender tudo isso!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Vejam também:</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;"><a href="http://www.mma.gov.br/comunicacao/datas-comemorativas" target="_blank">Calendário com as datas comemorativas do Meio Ambiente</a> &#8211; </span><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;"><strong>Mini</strong>stério do Meio Ambiente</span></strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Quando o Empate é Bom para Todos</title>
		<link>http://diariodoverde.com/quando-o-empate-e-bom-para-todos/</link>
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		<pubDate>Sun, 09 Dec 2012 15:45:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rafael Morais Chiaravalloti]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Miradouro]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Chico Mendes]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Diário do Verde]]></category>
		<category><![CDATA[ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Ecossocialismo]]></category>
		<category><![CDATA[Empates]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Terra cabocla, terra pequena, cheirando a flor, cheirando açucena. Igual teu cabelo, dona Maria, minha mãe morena, ooi. Lá do rio Jarí, lá do Xapurí, lá de Icoaracy, lá do Xapurí&#8221; (Xapurí do Amazônas, Nazaré Pereira) Muito frequentemente os discursos destoam da prática. Muitas vezes praticamos com prazer e desenvoltura, inconcientemente, a erudita, enfadonha e [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: center"><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2012/12/amazoniaTERRAS1.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-7201" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2012/12/amazoniaTERRAS1.jpg" alt="" width="381" height="254" /></a></p>
<p style="text-align: justify">&#8220;<em>Terra cabocla, terra pequena, cheirando a flor, cheirando açucena.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Igual teu cabelo, dona Maria, minha mãe morena, ooi.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Lá do rio Jarí, lá do Xapurí, lá de Icoaracy, lá do Xapurí</em>&#8221; (Xapurí do Amazônas, <strong><a href="http://www.cifraclub.com.br/nazare-pereira/xapuri-do-amazonas/" target="_blank">Nazaré Pereira</a></strong>)</p>
<p style="text-align: justify">Muito frequentemente os discursos destoam da prática. Muitas vezes praticamos com prazer e desenvoltura, inconcientemente, a erudita, enfadonha e tediosa teoria. Este ano dentre minhas leituras obrigatórias e de lazer, tive em minhas mãos dois livros co-relacionados: um do<strong> Zeunir Ventura</strong> sobre o caso<strong> Chico Mendes</strong> (<a href="http://companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=11815" target="_blank">Chico Mendes &#8211; Crime e Castigo</a>) e um de<strong> Michael Löwy</strong> (<a href="http://www.cortezeditora.com.br/DetalheProduto.aspx?ProdutoId=%7B444661AA-D7B3-E011-955F-842B2B1656E4%7D" target="_blank">Ecologia e Socialismo</a>).</p>
<p style="text-align: justify">Doutorado pela Sorbone, Löwy discute neste livro questões relacionadas à ecologia e meio ambiente presentes nos discursos de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Karl_Marx" target="_blank">Marx</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Engels" target="_blank">Engels</a> e as idéias fundamentais do <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Socialismo" target="_blank">Socialismo</a></strong>. Trata-se de &#8220;uma tentativa original de articular as ideias fundamentais do socialismo de Marx com os avanços da crítica ecológica, visando o combate por uma nova civilização&#8221;.  Desta tentativa brota a noção de <a href="http://www.mma.gov.br/educacao-ambiental/politica-de-educacao-ambiental/documentos-referenciais/item/8075" target="_blank">Ecossocialismo</a>.</p>
<p style="text-align: justify">Enquanto isso lá nos confins do Acre na década de 60, no <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Xapuri" target="_blank">Xapuri</a></strong>, um seringueiro conhece os ideais marxistas através de um veterano comunista: <strong>Euclídes Fernades Távora</strong> antigo tenente e partidário de <strong><a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/luis-carlos-prestes.jhtm" target="_blank">Luís Carlos Prestes</a></strong>, com quem esteve preso em Fernando de Noronhra. Este jovem era <strong>Francisco Alves Mendes Filho</strong>, o <strong>Chico Mendes</strong>.</p>
<p style="text-align: justify">Nesta época <strong>Chico Mentes</strong> busca diversas forrmas de lutar pela preservação do meio ambiente e sustentabilidade do trabalhador rural. Envolve-se em movimentos sociais, empartidos políticos. E junto com seus companheiros seringueiros e sindicalistas inaugura uma nova forma de luta não-violenta e inédita no mundo: <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Empates" target="_blank">os Empates</a></strong>. Centanas de seringueiros e seus familiares de mão dadas se postavam diante de grandes maquinários e jagunços com a finalidade de impedir a derrubada da mata porordem de madereiros ou criadores de gado. Nem sempre obtinham êxito. Outras vezes conseguiam inclusive adesão à causa destes &#8220;desmatadores&#8221; (em sua maioria trabalhadores como os seringueiros). O sucesso dos Empates renderam notoriedade a Chico Mendes. Mas também foram a gota d&#8217;água que resultou em seu assasinato.</p>
<p style="text-align: justify">Neste processo <strong>Chico Mendes</strong> afirmava: &#8220;<em>Descobrimos que para garantir o futuro da Amazônia era necessário criar a figura da Reserva Extrativista como forma de preservar a Amazônia. (&#8230;) Nós entendemos, os seringueiros entendem, que a Amazônia não pode se tornar um santuário intocável</em>.&#8221; Logo, compreendia que deveria haver uma forma racional de utilização dor recursos naturais sem esgota-los.</p>
<p style="text-align: justify">Possívelmente nesta época em que sua notoriedade lhe levou aos quatro cantos do mundo para falar desta luta que Chico diz a sua companheira<strong> Marina Silva</strong> (que viria e se tornar Ministra do Meio Ambiente no futuro): &#8220;<em>Nega velha, isso que a gente faz aqui é ecologia. Acabei de descobrir isso no Rio de Janeiro</em>&#8220;.</p>
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		<title>5 Filmes antes do fim do ano</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Nov 2012 13:15:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Henrique Rodrigues Menezes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Miradouro]]></category>
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		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu tenho que aprender a dizer tudo que eu sinto por você Eu tenho que aprender Num desses seriados da tevê (Cinema Mudo, Paralamas do Sucesso) Já entrando em clima natalino e as listas feitas e refeitas das resoluções pessoais pensei em fazer a minha lista de 10 (dez) filmes para se pensar em meio [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify"><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2012/11/cinema_meio_ambiente.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7072" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2012/11/cinema_meio_ambiente-300x154.jpg" alt="" width="300" height="154" /></a></p>
<p style="text-align: justify"><em>Eu tenho que aprender a dizer tudo</em><br />
<em>que eu sinto por você</em><br />
<em>Eu tenho que aprender</em><br />
<em>Num desses seriados da tevê</em> (Cinema Mudo, Paralamas do Sucesso)</p>
<p style="text-align: justify">Já entrando em clima natalino e as listas feitas e refeitas das resoluções pessoais pensei em fazer a minha lista de 10 (dez) filmes para se pensar em meio ambiente e ecologia para recomendar assistir antes que o ano acabe (já que está na moda o tal do fim do mundo, então vamos assistir logo!).</p>
<p style="text-align: justify"><strong>1) No topo da lista</strong> (Imperdível. Imprescindível): &#8220;<strong><a href="http://youtu.be/RFVXtvNZpA4" target="_blank">Mataram a Irmã Dorothy</a></strong>&#8221; (<em>They Killed Sister Dorothy, 2008</em>).</p>
<p style="text-align: justify">O corpo caído na estrada em Fevereiro de 2005 revela a triste constatação dos resultados de grilagens de terra no Pará e na Amazônia. Não é a primeira morte e certamente não será a última. O documentário traz à tona bastidores do julgamento e questiona as razões dos assassinatos decorrentes dos conflitos agrários e do importante legado dos ativistas ambientais na região.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Vejam o trailer</strong>:</p>
<p>[youtube http://www.youtube.com/watch?v=RFVXtvNZpA4]</p>
<p style="text-align: justify"><strong>2) <a href="http://youtu.be/81nYibxXWCo" target="_blank">Wall-E</a> (2008)</strong>: Um dos melhores desenhos animados que já assisti. O robozinho é um Chaplin. Sem sequer um diálogo na maior parte do filme consegue transmitir tantas informações só vistas no cinema mudo dos anos 30. Nos alerte para o destino do lixo e nossa &#8220;irracional&#8221; dependência da tecnologia, como esta combinação afeta nossa qualidade de vida e como lidamos com os problemas ambientais.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=81nYibxXWCo"><img class="alignnone" src="http://1.bp.blogspot.com/_JB0eoOxh7QQ/TKT5obiBmII/AAAAAAAAAt8/mDAoCHaqPKg/s1600/wall-e.jpg" alt="" width="350" height="203" /></a></p>
<p style="text-align: justify"><strong><a href="http://youtu.be/f2a5YCH5-pI" target="_blank">3) Alimentos S.A</a></strong> (<em>Food, Inc. 2008</em>): Você é o que você come. Esta a firmação pode até soar como ofensa depois que se vê este filme. Como dizia minha <strong>bisavó Masi</strong>: &#8220;<em>Cuidado com a letra miúda!</em>&#8221; O filme levanta questões sobre consumo e o desconhecimento do consumidor sobre aquilo que consome. Os hábitos alimentares estão sendo balizados pela velocidade do mercado e praticidade dos tempos modernos.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://youtu.be/f2a5YCH5-pI"><img class="alignnone" src="http://www.ethicurean.com/wp-content/uploads/2009/06/foodinc2.jpg" alt="" width="381" height="212" /></a></p>
<p style="text-align: justify"><strong>4) <a href="http://youtu.be/TQipDQGAaA0" target="_blank">A Última Hora</a></strong> (<em>The 11th Hour</em>): &#8220;O tempo não para&#8221;, já dizia Cazuza. Até quando poderemos usufruir (explorar seria a palavra mais exata) dos recursos naturais da Terra? O quanto ela suportará? Até quando? A atitude humana parece não colaborar e o Tempo é indiferente às nossas necessidades e anseios.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://youtu.be/TQipDQGAaA0"><img class="alignnone" src="http://gilgiardelli.files.wordpress.com/2008/11/ultima-hora-poster.jpg" alt="" width="329" height="328" /></a></p>
<p style="text-align: justify">5) <strong><a href="http://youtu.be/0YBDpPIhEYo" target="_blank">Na Natureza Selvagem</a></strong> (<em>Into the Wild, 2007</em>): Com uma trilha sonora e uma fotografia primordiais o filme mostra nosso personagem diante da inconformidade com as pressões sociais e o desejo de uma vida realmente livre. Pergunto: seria possível? Mais do que uma viajem pela natureza selvagem do país, trata-se de uma viajem interior. &#8220;<em>Conheça-te a ti mesmo</em>&#8221; (Platão).</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://youtu.be/0YBDpPIhEYo"><img class="alignnone" src="http://2.bp.blogspot.com/_dIaG5dMa1BA/TUnVqrMArSI/AAAAAAAAAwA/i8HTSO830Uk/s1600/na%2Bnatureza%2Bselvagem%2B2.png" alt="" width="461" height="288" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Reserve um tempo para você. Para assistir. Para compartilhar.</p>
<p style="text-align: justify">
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		<title>&#8220;Tudo o que nós pudemos fazer foi chegar antes&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Aug 2012 01:19:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Henrique Rodrigues Menezes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Miradouro]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais&#8220; Esperei ansioso pela estréia do Filme Xingu. Confesso que esperar foi mais produtivo que assisti-lo. Não porque o filme tenha qualidades duvidosas. Minha expectativa é que foi maior, dado meu contato com as obras dos irmãos Villas Boas, de Darcy Ribeiro , Benedito Monteiro e Inglês de Souza&#8230; [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">&#8220;<em>Ainda somos os mesmos</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>e vivemos como nossos pais</em>&#8220;</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2012/08/indios-ao-por-do-sol-no-parque-indigena-do-xingu-que-completa-50-anos-1307969452748_300x300.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-6455" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2012/08/indios-ao-por-do-sol-no-parque-indigena-do-xingu-que-completa-50-anos-1307969452748_300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Esperei ansioso pela estréia do Filme<a href="http://www.youtube.com/watch?v=OQwTWLwKLIM" target="_blank"> Xingu</a>. Confesso que esperar foi mais produtivo que assisti-lo. Não porque o filme tenha qualidades duvidosas. Minha expectativa é que foi maior, dado meu contato com as obras dos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Irm%C3%A3os_Villas-B%C3%B4as" target="_blank">irmãos Villas Boas</a>, de <a href="http://www.fundar.org.br/" target="_blank">Darcy Ribeiro</a> , <a href="http://benedictomonteiro.blogspot.com.br/" target="_blank">Benedito Monteiro</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ingl%C3%AAs_de_Sousa" target="_blank">Inglês de Souza</a>&#8230; Como na Amazônia as dimensões de tudo sempre são maiores do que possamos imaginar. Tudo é muito grande e muito vasto. A começar pela eterna ganancia do homem.</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;<strong><em>Tudo o que nós pudemos fazer foi chegar ante</em>s</strong>&#8220;. Estra frase de Orlando Villas Boas define nossa saga na Amazônia, no que concerne aos nossas pretensões de preservar o meio ambiente. De resto fica o que podemos chamar de redução de danos. Tendo em vista a ocupação  desta região (invasão seria um melhor termo posto que já existíamos aqui) norteados por palavras de ordem como &#8220;terra sem homens para homens sem terra&#8221; (como se aqui não houvéssemos), &#8220;ocupação pela pata do boi&#8221;, etc. Seguidos de grandes empresas, em especial as mineradoras, hidroelétricas, serrarias, fazendas, etc.</p>
<p style="text-align: justify">O tom do filme se resume nas palavras de Orlando. Apesar da surpreendente beleza do encontro com a natureza em seu estado pleno, a exuberante riqueza de centenas de anos de cultura e informação e de tudo que aprendemos com isto, somos postos à prova em nome da ordem e do progresso. Quem de nós deixará de usar o telefone celular, o notebook, ipad, tv à cabo ou desligar a tv na hora da novela das 8h? Belo Monte parou. Mas até quando?</p>
<p style="text-align: justify">Ficaremos só a assistir?</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=626XZlhj324&amp;feature=related">Trecho do Documentário &#8211; Expedição Irmãos Villas Bôas &#8211; 1953</a></p>
<p>[youtube http://www.youtube.com/watch?v=626XZlhj324] </p>
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		<title>Contágio – Então lave as mãos e Não derrubem árvores</title>
		<link>http://diariodoverde.com/contagio-entao-lave-as-maos-e-nao-derrubem-arvores/</link>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 01:30:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Henrique Rodrigues Menezes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Miradouro]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Desequilíbrio ecolégico]]></category>
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		<description><![CDATA[“Nada se espalha como o medo“ Ainda em uma onda paranoica e apocalíptica, o filme estadunidense (como diria Eduardo Galeano) “Contágio” (Contagion, Warner Bros, 2011) traz a baila as discussões em torno da liberdade de expressão dos meios de comunicação, no caso, de blogueiros e a divulgação/omissão de informações sigilosas por parte de órgãos, pessoas [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2012/01/Contagio.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6341" title="Contágio" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2012/01/Contagio.jpg" alt="Contágio" width="580" height="580" /></a></p>
<p style="text-align: center;">“<strong><em>Nada se espalha como o medo</em></strong>“</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda em uma onda paranoica e apocalíptica, o filme estadunidense (como diria <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Galeano" target="_blank">Eduardo Galeano</a>) “<a href="http://interfilmes.com/filme_24610_Contagio-(Contagion).html">Contágio</a>” (Contagion, Warner Bros, 2011) traz a baila as discussões em torno da liberdade de expressão dos meios de comunicação, no caso, de blogueiros e a divulgação/omissão de informações sigilosas por parte de órgãos, pessoas ou governos. Informações estas de importante interesse social.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme inicia a partir do 2° dia da história e se desenrola na busca dos cientistas pelo R-0 (ou o paciente 0, o primeiro infectado) pela cura da nova doença. Neste meio tempo, entre as primeiras mortes suspeitas e a reação dos órgãos responsáveis pela segurança e saúde dos países envolvidos, cogita-se uma guerra biológica (reacendendo a guerra ao terror, leia-se terrorismo, nova bandeira, ou desculpa estadunidense para justificar suas ações além-territórios), um blogueiro vê na crise uma oportunidade. Enquanto as mortes se sucedem e o pânico se instala, vemos as outras cores da natureza humana: egoísmo, violência e cinismos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas como na maioria dos filmes hollywoodianos num ato de altruísmo heroico um estaduniense salva a pátria, e em tempo recorde (contrariando todas as rigorosas normas do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Food_and_Drug_Administration">FDA -U S Food and Drug Administration</a>), criando uma vacina que resolve o problema. E todos voltam a santa paz de seus lares.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme finaliza revelando o que acontece no 1° dia. A paciente R-0 é infectada porque o cozinheiro do restaurante em que jantou não lavou as mãos antes de cumprimentá-la. Por sua vez o porco que o cozinheiro preparava para o jantar havia sido infectado pelas fezes de morcegos que fugiram de seu habitat natural e encontraram abrigo nas baias de criação de porcos. O deslocamento dos morcegos se deu pelo fato de que a empresa de engenharia (suponho) na qual a paciente R-0 trabalhava derrubava as matas onde viviam os morcegos.</p>
<p style="text-align: justify;">Já não vemos estes filmes repetidas vezes por aqui? A grande maioria das doenças que assolam, em especial a Amazônia, as chamadas de doenças silvestres são frutos de desmatamentos, ocupação territorial desorganizada. O cardápio é longo: Malária, Esquistossomose, Dengue, Doença de Chagas, Leishmaniose, Filariose etc. A associação de condições de saneamento básico duvidosos, rede de assistência à população precárias e principalmente a desinformação/desarticulação de ambas as partes, população e poder público, tornam-se celeiros para enfermidades biossociais. Onde atitudes simples poderiam evitar males maiores esperamos que a salvação caia dos céus. A tomada de consciência é essencial para a saúde biopsicossocial. Vivemos no meio (ambiente) que degradamos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1°</strong>: a relação meio ambiente e crescimento populacional (mal organizado, não planejado) é fator de risco para saúde do ser humano e para a saúde do meio ambiente. Logo, pensem antes de derrubar as matas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2°</strong>: A sabedoria milenar do oriente, e hábito pouco frequente no ocidente, de entrar em casa e deixar os sapatos na porta, assim como lavar as mãos antes de comer ou quando se retorna para casa, diminuem a probabilidade de se perpetuar o ciclo de contágio e transmissão de uma grande infinidade de doenças.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde tempos imemoriais aos tempos de globalização prevenir sempre foi e será melhor que remediar, pois, como se diz no comercial, “vai que…” Logo, é melhor não derrubar árvores e lavar as mãos antes de comer.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sinopse do filme</strong>: Contágio segue o rápido progresso de um vírus letal, transmissível pelo ar, que mata em poucos dias. Como a epidemia se espalha rapidamente, a comunidade médica mundial inicia uma corrida para encontrar a cura e controlar o pânico que se espalha mais rápido do que o próprio vírus. Ao mesmo tempo, pessoas comuns lutam para sobreviver em uma sociedade que está desmoronando. (Fonte:<a href="http://interfilmes.com/"> http://interfilmes.com</a>)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trailler</strong>: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=aKoNWj5uTS8">http://www.youtube.com/watch?v=aKoNWj5uTS8</a>.</p>
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		<title>A polêmica do Porto Sul em Ilhéus</title>
		<link>http://diariodoverde.com/a-polemica-do-porto-sul-em-ilheus/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Nov 2011 08:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vitor Casadei]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia Verde]]></category>
		<category><![CDATA[bahia]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Ilhéus]]></category>
		<category><![CDATA[litoral do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Questão Porto Sul Bahia]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje vou quebrar um pouco a linha de Tecnologia Verde e vou falar sobre um assunto que muito me intriga e que é extremamente importante, pois está relacionado com a destruição de milhares de metros quadrados da Mata Atlântica. Estou falando do projeto Porto Sul, no litoral de Ilhéus, sul da Bahia. Para quem não [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Hoje vou quebrar um pouco a linha de Tecnologia Verde e vou falar sobre um assunto que muito me intriga e que é extremamente importante, pois está relacionado com a <strong>destruição de milhares de metros quadrados da Mata Atlântica</strong>.</p>
<p>Estou falando do <strong>projeto Porto Sul, no litoral de Ilhéus, sul da Bahia</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Para quem não sabe, existe um projeto que propõe a construção de um Porto em Ilhéus para melhorar o escoamento de grãos e outros produtos que são produzidos na região. Conforme a figura abaixo pode-se ver a região onde o Porto pode ser implantado (a parte de mata).</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/11/porto-sul.png"><img class="aligncenter size-large wp-image-5028" title="Porto Sul" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/11/porto-sul-580x330.png" alt="Porto Sul" width="580" height="330" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Pois bem, no projeto, o Porto se estenderá por <strong>3,5 Km</strong>, fora de terra, ficando praticamente <strong>em alto mar</strong>. O objetivo é aproveitar uma obra do PAC, a Ferrovia Oeste/Leste. Estima-se que, com a construção do Porto Sul, haverá um aumento exponencial da produção naquela região da Bahia e, portanto, boa parte do Nordeste de nosso país seria beneficiado.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, existem muitos problemas a serem levantados. Dentre eles, temos a <strong>desocupação de mais de 70 famílias</strong> que vivem no litoral, que ficariam sem moradia; e o <strong>desmatamento de 2.200 hectares de Mata Atlântica nativa</strong>, o que significam 22.000.000 m² (22Km²) de mata desmatada, o equivalente a 22 campos de futebol (do tamanho oficial da FIFA).</p>
<p><object width="580" height="423"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/cC74u27dX9g?version=3&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/cC74u27dX9g?version=3&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="423" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A cada hectare destes 22Km², existem 450 espécies nativas de árvores</strong>, que seriam derrubadas, algumas podendo ser até mesmo inéditas.</p>
<p style="text-align: justify;">Na discussão sobre a aprovação ou não do projeto pelo IBAMA, existem estudantes, ambientalistas e parte dos moradores da região contra e governo, produtores e comerciantes a favor da implantação.</p>
<p style="text-align: justify;">No último dia 29, ocorreu uma Audiência com o IBAMA para que pudessem avaliar se é válida ou não a obra. A decisão do órgão de Regularização e Proteção Ambiental deve sair em 30 dias e até lá ficamos esperando para saber como tudo irá se desenrolar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mas quero deixar uma pergunta para você, leitor do Diário do Verde:</strong> “<em>Vale a pena desmatar uma extensa região de Mata Atlântica, destruindo toda a biodiversidade de uma região, que depois seria praticamente impossível de ser recuperada, para gerar alguns milhões de reais em desenvolvimento (que na verdade irá para os governantes e latifundiários), sabendo que esta é uma das poucas áreas desta dimensão de mata que ainda existem em nosso país fora as zonas do Amazonas?”</em></p>
<p>Pois bem, para mim a resposta é não, e espero sinceramente que o IBAMA chegue a mesma conclusão.</p>
<div style="text-align: center;"><strong>Até a próxima!</strong></div>
<p style="text-align: justify;">Vitor Casadei<br />
Bacharelando em Ciência da Computação pela UFSCar<br />
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		<title>A história contada do desmatamento da Amazônia</title>
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		<pubDate>Fri, 27 May 2011 14:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rafael Morais Chiaravalloti]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Café com Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>

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		<description><![CDATA[O desmatamento de áreas naturais tem acompanhado a história do homem. Desde o surgimento da agricultura, há cerca de 10 a 15 mil anos, muitas florestas começaram a ser substituídas para o plantio de espécies comestíveis e, conforme aumentava a quantidade de pessoas nesses grupos, maior era a quantidade de áreas a serem desmatadas. É [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/05/desmatamento.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2038" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/05/desmatamento-580x411.jpg" alt="" width="580" height="411" /></a>O desmatamento de áreas naturais tem acompanhado a história do homem. Desde o surgimento da agricultura, há cerca de 10 a 15 mil anos, muitas florestas começaram a ser substituídas para o plantio de espécies comestíveis e, conforme aumentava a quantidade de pessoas nesses grupos, maior era a quantidade de áreas a serem desmatadas. É interessante notar que a substituição de áreas naturais não estava apenas relacionada ao desenvolvimento da agricultura. O crescimento populacional também acarretou uma maior complexidade social, e o desmatamento ocorria para a realização de outras atividades, como cultos religiosos ou construção de moradias.</p>
<p style="text-align: justify">Com o início do Mercantilismo, a exploração de florestas mudou o seu foco e o desmatamento passou a ter um caráter mais econômico. Em muitas colônias, as únicas atividades realizadas estavam relacionadas à coleta de produtos florestais para serem vendidos na Europa. E, uma vez que a Amazônia foi descoberta, suas matas começaram a ser exploradas por países europeus como Portugal e Espanha. Nessa época o objetivo principal já era extrair suas possíveis riquezas e implementar a pecuária e a agricultura na região. No entanto, a tecnologia ainda não permitia que houvesse grandes modificações.</p>
<p style="text-align: justify">O desmatamento expressivo na Amazônia começou entre as décadas de 1960 e 1970,durante a ditadura militar no Brasil. A influência do comunismo soviético e o sucesso da revolução cubana, em 1959, deram início a diversos movimentos revolucionários. E, como muitos desses movimentos usavam áreas de florestas como zonas de treinamento e expansão, o governo brasileiro via a Amazônia como região estratégica para assegurar a “integridade nacional”. É importante frisar que junto a essa justificativa também havia a percepção de que a Amazônia era uma grande área improdutiva, e apenas seria economicamente lucrativa se fosse ocupada e desmatada.</p>
<p style="text-align: justify"><a rel="attachment wp-att-2015" href="http://www.diariodoverde.com/a-historia-contada-do-desmatamento-da-amazonia/fig1_desmatamento-na-amaznia-entre-os-anos-de-1988-e-2009-dados-presentes-no-inpe-2/"><img class="alignnone size-large wp-image-2015" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/05/fig1_desmatamento-na-amaznia-entre-os-anos-de-1988-e-2009.-dados-presentes-no-inpe1-580x331.jpg" alt="" width="580" height="331" /></a><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Incentivos ao desmatamento </strong><strong><br />
</strong><br />
Com a ajuda dos Estados Unidos, o governo brasileiro elaborou o Plano de Integração Nacional (PIN), no qual criou diversos incentivos para que famílias de áreas mais densamente ocupadas migrassem para a Amazônia. O Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR), por exemplo, financiava a implementação de sistemas agrícolas e, embora fosse destinado a todo território o brasileiro, os grandes incentivos estavam focados para ser aplicados na região norte. Para ligar a região a grandes centros urbanos, o governo também iniciou a construção de grandes rodovias, como a Transamazônica (BR – 230) e a Cuiabá – Santarém (BR – 163). Com esses incentivos, esperava-se uma migração de mais de 70 mil famílias para a região amazônica.</p>
<p style="text-align: justify">Como consequência desse período, o total de floresta desmatada na Amazônia foi massivo. Apenas em janeiro de 1978, 16.900 km2 foram desmatados e, em um espaço de 10 anos, a média de desmatamento era de 19.840 km2 por ano. Ou seja, uma área quase do tamanho de Israel era desmatada por ano.</p>
<p style="text-align: justify">Entre o fim do período militar (década de 1980) e o começo da década de 1990, a economia brasileira entrou em recessão e os incentivos para a migração e ocupação da Amazônia foram diminuídos. Os recursos para estruturar e desenvolver a economia durante o período militar eram provenientes de financiadores internacionais e, como consequência, a dívida externa brasileira aumentou. Em 1982 ela já atingia 300 bilhões de dólares. O aumento da dívida em uma economia pouco estruturada, em conjunto com outros fatores, fez com que a inflação disparasse e atingisse, no final da década de 1980, os 1.157% ao ano. Em 1990, numa das tentativas de controlá-la, o governo congelou grande parte das contas bancárias, o que quase paralisou a economia interna do Brasil. Entre 1988 e 1991, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro decresceu 0,05%. Nesse período, o desmatamento caiu 52% e, em 1991, a quantidade de floresta cortada foi a segunda menor da história (11.030 km2)</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Sobe-e-desce nos índices </strong><strong><br />
</strong><br />
Em 1995 foi registrada a maior taxa de desmatamento desde o final do período militar: quase duas vezes a taxa do ano anterior. Este salto dramático ocorreu, principalmente, em razão do Plano Real em 1994, criado como tentativa de reduzir a inflação dos anos anteriores, ao fazer com que a moeda brasileira estabilizasse o seu valor pareando-a com o dólar americano. O resultado foi um aumento dos investimentos das empresas brasileiras em 1995. As fazendas de gado na Amazônia, por exemplo, puderam importar implementos agrícolas com menor custo e expandir a sua área de ocupação.</p>
<p style="text-align: justify">Este plano teve como consequências o aumento do déficit nacional e das taxas de juros causando sérios problemas a vários bancos nacionais – o Banco Nacional e o Banco Econômico, por exemplo, faliram nesse período. Assim, após um 1995 agitado, a economia brasileira passou a crescer mais devagar, tendo como efeito uma grande queda no desmatamento nos posteriores a 1995.</p>
<p style="text-align: justify">O desmatamento voltou a crescer novamente em 2002, período particularmente importante porque fazendeiros da Amazônia começaram a adquirir mais independência dos financiamentos do governo brasileiro. A primeira mudança foi a melhora no sistema de produção de gado, o que aumentou a quantidade de animais produzidos por área. A segunda mudança, e a mais significativa, foi a erradicação de doenças importantes (como a encefalopatia espongiforme bovina &#8211; BSE &#8211; e a febre aftosa), permitindo que os estados amazônicos do Mato Grosso, Acre, e metade do sul do estado do Pará pudessem exportar a carne bovina para a Europa. Os dois fatos possibilitaram aumento substancial do lucro das fazendas na Amazônia, gerando grande investimento e uma expansão da área ocupada. Em 2004, a quantidade desmatada foi próxima à taxa de 1995.</p>
<p style="text-align: justify">Em 2004, o governo brasileiro tentou reduzir o desmatamento e criou o Plano para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAM). Esse plano propôs objetivos e metas de redução das taxas de desmatamento e foi a base para o importante Fundo Amazônia. Os três objetivos principais eram: (i) ordenamento fundiário e territorial, (ii) monitoramento e controle ambiental e (iii) fomento a atividades produtivas sustentáveis. Em razão das primeiras ações desse plano e o início de outras atividades governamentais coordenadas pela então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o desmatamento começou a reduzir em 2005.</p>
<p style="text-align: justify">Reduções do desmatamento, semelhantes à de 2005, também ocorreram em 2006 e 2007. Em 2008, houve um pequeno aumento, e em 2009 foi registrada a menor taxa de desmatamento desde de 1988. A redução da taxa de desmatamento em 2009, no entanto, parece estar mais ligada à crise econômica deste ano do que aos planos governamentais brasileiros, uma vez que, em 2010, mais planos foram criados (como o Plano da Amazônia Sustentável) e o desmatamento teve um leve aumento.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Persistência nas derrubadas</strong><strong><br />
</strong><br />
Após centenas de anos de ocupação na Amazônia, é fácil notar que a ideia de desmatar a floresta ainda existe. A economia local é baseada, principalmente, em empreendimentos que envolvem o conceito de que um bom modelo de negócios é apenas viável com a floresta cortada. E, infelizmente, os incentivos dados pelo governo ao longo dos anos transformaram essa ideia em um modelo econômico lucrativo. Assim, a situação da Amazônia só será alterada e o desmatamento reduzido quando os grandes planos governamentais se articularem com profundas mudanças no modelo de negócios local.</p>
<p style="text-align: justify">Usando essa lógica, algumas pessoas, organizações, governos e empresas estão tentando reduzir o desmatamento na Amazônia. São negócios inovadores que usam o valor da floresta em pé para promover o bem-estar da população local e preservar a floresta. Bons exemplos são: o Fundo Amazônia, a Fundação Amazônia Sustentável, Amata, Macrozoneamento Ecológico e Econômico da Amazônia Legal e muitos outros que são iniciativas capazes de mudar mais de 400 anos de um modelo econômico tradicional.</p>
<p>Rafael Morais Chiaravalloti,  biólogo e mestre em Desenvolvimento Sustentável. Autor do livro “<em>Escolhas Sustentáveis: discutindo biodiversidade, uso da terra, água e aquecimento</em> global” e colaborador de revistas da área de Sustentabilidade. e-mail: <strong><a href="mailto:rafaelmochi@gmail.com">rafaelmochi@gmail.com</a></strong></p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify"><em>Nota:</em> Este texto foi publicado no site do <a href="http://www.oecoamazonia.com/br/artigos/9-artigos/77-a-historia-contada-do-desmatamento">(o)Eco Amazônia em Novembro</a> do ano passado.</p>
<p style="text-align: justify">
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