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	<title>Diário do Verde &#187; Código Florestal</title>
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	<description>Sustentabilidade, em 1° Lugar!</description>
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		<title>Belo Monte e as coisas que ignoramos</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 00:40:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Henrique Rodrigues Menezes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Miradouro]]></category>
		<category><![CDATA[Belo Monte]]></category>
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		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
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		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;E aquilo que nesse momento se revelará aos povos Surpreenderá a todos, não por ser exótico Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto Quando terá sido o óbvio&#8221; (Um Índio, Caetano Veloso) Na minha profissão ouço de tudo um pouco, muito sobre a mesma coisa e as vezes quase nada do que realmente [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: right;"><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/11/India.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5301" title="Índia" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/11/India.jpg" alt="Índia" width="580" height="521" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em>&#8220;E aquilo que nesse momento se revelará aos povos<br />
Surpreenderá a todos, não por ser exótico<br />
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto<br />
Quando terá sido o óbvio</em>&#8221; (<strong>Um Índio</strong>, Caetano Veloso)</p>
<p style="text-align: justify;">Na minha profissão ouço de tudo um pouco, muito sobre a mesma coisa e as vezes quase nada do que realmente deveríamos falar. Muitos conceitos, definições pseudo-intelectuais e descobridores de pólvora. A encenação e o drama presentes em cada posicionamento e uma máscara para cada verbo.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui no Pará segue mornamente uma campanha para o plebliscito que poderá dividir o Estado, para dar origem a 02 (dois) novos Estados (Carajás e Tapajós), e ao que parece não ser de interesse nacional, como se fosse uma discussão doméstica. Mas caro leitor, em caso de divisão, não ignore que o fato afetará você onde quer que esteja neste Brasil. Assim como a construção de Belo Monte. O assasinato de líderes indígenas e de movimentos sociais. Grilagem de terras. Exploração ilegal de madeiras nobres. Um código florestal retrógrado.  Trabalho escravo no campo. Desvio de verbas públicas&#8230; Tenho tentado refletir um pouco sobre isto em meus artigos.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto há aqueles que se irritam e se empatam porque atores &#8220;globais&#8221; encabeçam um movimento &#8220;politicamente correto&#8221; em relação ao meio ambiente. Reações de desdém com traços coléricos. Chacotas humorísticas. Bravatas. O que me leva a crer estar superada a geração do &#8220;ser e ter&#8221;. Basta agora &#8220;parecer ter&#8221;. A evolução das mídias sociais fomentaram uma cultura que se basta nas aparências e replicação de coisas, ditas de maneira diferente (e gente, reciclagem é outra coisa!). É o mais do mesmo. O<em> status quo</em> hoje pode ser um <em>fake </em>e portanto efêmero, tanto quanto os BBB&#8217;s, CQC&#8217;s e Rafinhas Bastos da vida, que para continurem a <em><strong>a-parecer</strong></em> necessitam de declarações polêmicas (tanto quanto o famoso &#8220;mamilos polêmicos&#8221;), inconvenientes e preconceituosas.</p>
<p style="text-align: justify;">Prezo dar voz a todos e repudio qualquer forma de amordaçar o povo. Sem querer entrar no mérito das qualificações e competências artísticas dos &#8220;globais&#8221;, mas pelo menos estes dignificam-se em encapar a luta pelo bem estar social e do meio ambiente emprestando sua voz a pessoas comuns, indo a público sinalizar a indignação, a inquietação e a inconformidade com o que está aí posto.</p>
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		<title>Áreas de Conservação Ambiental no Pará</title>
		<link>http://diariodoverde.com/areas-de-conservacao-ambiental-no-para/</link>
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		<pubDate>Sat, 15 Oct 2011 15:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Henrique Rodrigues Menezes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Miradouro]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Divisão do Pará]]></category>
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		<category><![CDATA[Governo]]></category>
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		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Unidades de Conservação]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Sou caipira, sede urbana dos matos Um caipora que nasceu na cidade Um curupira de gravata e sapatos Sem nome e sem dinheiro Sou mais um brasileiro Olhando Belém enquanto uma canoa desce um rio E o curumim assiste da canoa um boing riscando o vazio Eu posso acreditar que ainda da pra gente viver [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Sou caipira, sede urbana dos matos<br />
Um caipora que nasceu na cidade<br />
Um curupira de gravata e sapatos<br />
Sem nome e sem dinheiro<br />
Sou mais um brasileiro<br />
Olhando Belém enquanto uma canoa desce um rio<br />
E o curumim assiste da canoa um boing riscando o vazio<br />
Eu posso acreditar que ainda da pra gente viver numa boa<br />
Os rios da minha aldeia são maiores do que os de Fernando Pessoa<br />
(e o sol da manhã rasga o céu da Amazônia )</em>&#8221; (<a href="http://letras.terra.com.br/nilson-chaves/221048/" target="_blank">Olhando Belém, Nilson Chaves</a>)</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/10/Vitoria-Regia.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4749" title="Vitória-Régia" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/10/Vitoria-Regia.jpg" alt="Vitória-Régia" width="580" height="542" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O Pará é um Estado cuja área territorial corresponde a algo em torno  de 1.247.689,515 km², e representa o segundo maior Estado do país em superfície,  ocupando aproximadamente 16% do território nacional. No artigo <a href="http://www.diariodoverde.com/divisao-do-para-ameaca-unidades-de-conservacao/"><strong>Divisão do Pará ameaça Unidades de  Conservação</strong></a>, faço menção a possibilidade de divisão do Pará em mais  dois Estados (Carajás e Tapajós) e a possibilidade deste fato ameaçar a  integridade das Unidades de Conservação (UCs) já existentes no Estado.  Ressaltando que ainda há processos de criação de novas UCs, em fase de consulta  pública, que discutirá a criação de mais oito (08) novas unidades, quais  sejam:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Floresta Nacional/Estadual de Trairão, nos municípios de Itaituba, Rurópolis  e Trairão;</li>
<li>Floresta Nacional/Estadual do Amaná, nos municípios de Itaituba e  Jacareacanga;</li>
<li>Área de Proteção Ambiental Tapajós, nos municípios da Itaituba,  Jacareaganga, Novo Progresso e Trairão;</li>
<li>Floresta Nacional/Estadual do Crepori, no município de Jacareacanga;</li>
<li>Floresta Nacional/Estadual do Jamanxim, nos minicípios de Itaituba e Novo  Progresso;</li>
<li>Parque Nacional/Estadual do Jamanxim, nos municípios de Itaituba e Trairão;</li>
<li>Floresta Estadual do Iriri, no município de Altamira;</li>
<li>Parque Nacional/Estadual do Rio Novo, nos municípios de Itaituba e Novo  Progresso.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Além de discutir a ampliação do <strong><a href="http://www.brasil.gov.br/localizacao/parques-nacionais-e-reservas-ambientais/parque-nacional-da-amazonia-pa-am" target="_blank">Parque Nacional da Amazônia</a></strong>, tal discussão  engloba uma área de 7.369.575 hectares, num total superior ao estado da Bahia  (!).</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto as áreas de proteção, são estas:</p>
<p><strong>► Área de Proteção Ambiental</strong></p>
<ul style="text-align: justify;"></ul>
<p><strong>► UF: PA</strong></p>
<ul style="text-align: justify;"></ul>
<p style="text-align: justify;"><strong> ► Nome da Unidade (Total: 10)</strong></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><a href="http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&amp;idEstrutura=119&amp;idConteudo=9677&amp;idMenu=11809" target="_blank">ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DA ILHA DO COMBU</a></li>
<li><a href="http://sistemas.mma.gov.br/portalcnuc/rel/index.php?fuseaction=portal.exibeUc&amp;idUc=1025" target="_blank">ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DA REGIÃO METROLPOLITANA DE  BELÉM</a></li>
<li><a href="http://sistemas.mma.gov.br/portalcnuc/rel/index.php?fuseaction=portal.exibeUc&amp;idUc=1024" target="_blank">ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DE ALGODOAL-MAIANDEUA</a></li>
<li><a href="http://sistemas.mma.gov.br/portalcnuc/rel/index.php?fuseaction=portal.exibeUc&amp;idUc=1026" target="_blank">ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DE SÃO GERALDO DO ARAGUAIA</a></li>
<li><a href="http://sistemas.mma.gov.br/portalcnuc/rel/index.php?fuseaction=portal.exibeUc&amp;idUc=1023" target="_blank">ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DO ARQUIPÉLAGO DO MARAJÓ</a></li>
<li><a href="http://sistemas.mma.gov.br/portalcnuc/rel/index.php?fuseaction=portal.exibeUc&amp;idUc=22" target="_blank">ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DO IGARAPÉ GELADO</a></li>
<li><a href="http://sistemas.mma.gov.br/portalcnuc/rel/index.php?fuseaction=portal.exibeUc&amp;idUc=1029" target="_blank">ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DO LAGO DE TUCURUI</a></li>
<li><a href="http://sistemas.mma.gov.br/portalcnuc/rel/index.php?fuseaction=portal.exibeUc&amp;idUc=268" target="_blank">ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DO TAPAJÓS</a></li>
<li><a href="http://sistemas.mma.gov.br/portalcnuc/rel/index.php?fuseaction=portal.exibeUc&amp;idUc=1028" target="_blank">ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL PAYTUNA</a></li>
<li><a href="http://sistemas.mma.gov.br/portalcnuc/rel/index.php?fuseaction=portal.exibeUc&amp;idUc=1039" target="_blank">ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL TRIUNFO DO XINGU</a></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">O plebiscito que poderá reconfigurar os limites do Pará implicará em mudanças socioeconômicas, ambientais, políticas e legislativas, as quais incidirão sobre as práticas de conservação e conquistas socioambientais de longos anos de luta. Como se não bastasse o imbróglio das discussões do <a href="http://www.codigoflorestal.com/" target="_blank">Código Florestal</a>, redesenhar (desenhar novamente) os perfis do Pará incorrerá, em uma metáfora, no uso daquelas borrachas que se dizem apagar o traço da caneta, mas que rasgará o papel (de conquistas prescritas em lei) e no lugar do lápis a eficiente e moderna motosserra.</p>
<p><strong>Fontes</strong>:</p>
<p>► <a href="http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&amp;idEstrutura=119&amp;idConteudo=9677&amp;idMenu=11809" target="_blank">Ministério do Meio Ambiente (MMA)</a> &#8211; (Link)<br />
► <a href="http://360graus.terra.com.br/ecologia/default.asp?did=15100&amp;action=news" target="_blank">Ecologia: Pará ganha mais nove unidades de conservação ambiental</a> &#8211; (Link)</p>
<ul style="text-align: justify;"></ul>
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		<title>A história do ambientalista brasileiro que se ateou fogo para salvar o Pantanal</title>
		<link>http://diariodoverde.com/a-historia-do-ambientalista-brasileiro-que-se-ateou-fogo-para-salvar-o-pantanal/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 06:19:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rafael Morais Chiaravalloti]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Café com Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[Mártires]]></category>
		<category><![CDATA[Pantanal]]></category>

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		<description><![CDATA[No começo da década de 1980, alguns políticos do Mato Grosso do Sul começaram um movimento para a instalação de usinas de álcool no alto da Bacia do Paraguai. Como já se sabia na época, tais usinas poderiam causar impactos ambientais sem precedentes na história. A questão é que a área baixa da Bacia do [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/09/Francisco-Anselmo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4435" title="Francisco Anselmo" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/09/Francisco-Anselmo.jpg" alt="Francisco Anselmo" width="238" height="320" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">No começo da década de 1980, alguns políticos do Mato Grosso do Sul começaram um movimento para a instalação de usinas de álcool no alto da Bacia do Paraguai. Como já se sabia na época, tais usinas poderiam causar impactos ambientais sem precedentes na história. A questão é que a área baixa da Bacia do Paraguai é a região inundável do Pantanal. Ou seja, qualquer tipo de agrotóxico (ou no caso das usinas de álcool, vazamento de vinhoto) despejado no alto, desce para o Pantanal. E como essa região é uma enorme área plana, praticamente tudo fica contaminado. Assim, diversos ambientalistas começaram um movimento para interromper esses projetos, entre eles, Francisco Anselmo.<br />
Com uma forte pressão social, em 1985, foi criada uma lei que proibia a instalação de usinas de álcool no alto da Bacia do Paraguai. Uma grande vitória para os ambientalistas. No entanto, 20 anos depois, os políticos tentavam, mais uma vez, liberar a instalação das usinas. Só que dessa vez, com muito mais força, já que os usineiros tinham conquistado maior poder político e econômico no Brasil. No começo do segundo semestre de 2005, o projeto estava para ser aprovado. E novamente os ambientalistas protestavam, junto estava Francisco Anselmo.<br />
Sem nenhum apoio político, o movimento para salvar o Pantanal estava quase perdido. No entanto, já na sua segunda batalha dentro de uma mesma luta, diante da fragilidade do movimento ambientalista perante as grandes oligarquias, Francisco Anselmo resolveu não apenas protestar. Assim como algumas pessoas fizeram na luta pela independência da Índia, ou, mais recentemente, o ambulante Mohamed Boauzizi fez na Tunísia desencadeando as revoluções no Egito e na Líbia, Francisco Anselmo se ateou fogo em um protesto no meio de uma praça em Campo Grande-MS. Morrendo alguns dias depois no hospital. Diante do seu ato, o movimento ganhou força. Atingiu esferas nacionais e internacionais, e finalmente as usinas de álcool foram proibidas no alto da Bacia do Paraguai.<br />
Agora, 2011, Aldo Rebelo tenta mudar todo o código florestal, e mais uma vez liberar as usinas de álcool no Pantanal. É realmente muito deprimente.</p>
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		<title>O novo Código Florestal e as consequências para os tamanduás bandeira</title>
		<link>http://diariodoverde.com/o-novo-codigo-florestal-e-as-consequencias-para-os-tamanduas-bandeira/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Aug 2011 06:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rafael Morais Chiaravalloti]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Café com Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[Fauna]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitas pessoas dizem que diante da crise ambiental que vivemos não há mais espaço, ou tempo, para trabalhos teóricos ou de ciência básica. A justificativa é que estudar moscas parasitas de morcegos, tamanho da mandíbula de percevejos ou a temperatura interna dos tamanduás bandeira nunca irá ajudar a conservar a biodiversidade ou poderá trazer as [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-3888" href="http://www.diariodoverde.com/o-novo-codigo-florestal-e-as-consequencias-para-os-tamanduas-bandeira/tamandua/"><img class="aligncenter size-full wp-image-3888" title="Tamanduá" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/08/tamandua.jpg" alt="Tamanduá" width="580" height="868" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Muitas pessoas dizem que diante da crise ambiental que vivemos não há mais espaço, ou tempo, para trabalhos teóricos ou de ciência básica. A justificativa é que estudar moscas parasitas de morcegos, tamanho da mandíbula de percevejos ou a temperatura interna dos tamanduás bandeira nunca irá ajudar a conservar a biodiversidade ou poderá trazer as bases para modelos de desenvolvimento sustentável.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, depois que uma pesquisadora estudou a temperatura de tamanduás bandeira (<em>Myrmecophaga tridactyla</em>) no Pantanal, percebeu que eles apresentam alguns graus abaixo do normal. Com o seguimento dos estudos, conseguiu compreender que embora eles vivam em áreas mais abertas (como cerrados), no ápice do dia os tamanduás têm que se esconder em regiões de florestas mais fechadas, como, por exemplo, margens de rios. Sem essas áreas, os tamanduás podem morrer de insolação. Com isso, podemos supor que se o novo código florestal for aprovado e tais áreas forem reduzidas á cinco metros (como previsto), os tamanduás bandeira de grande parte do país serão extintos. Um belo exemplo da importância dos estudos de base e dos equívocos desse novo código florestal.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8212;&#8212;</p>
<p style="text-align: justify;">Rafael Morais Chiaravalloti, biólogo e mestre em Desenvolvimento Sustentável.</p>
<p style="text-align: justify;">Livro: “<a href="http://www.diariodoverde.com/escolhas-sustentaveis/"><em>Escolhas Sustentáveis: discutindo biodiversidade, uso da terra, água e aquecimento global</em></a>” com Cláudio Pádua, Editora Urbana, 2011, 169 p.</p>
<p style="text-align: justify;">Site: <a href="http://www.diariodoverde.com/cafe-com-sustentabilidade/">Café com Sustentabilidade</a></p>
<p style="text-align: justify;">e-mail: <strong><a href="mailto:rafaelmochi@gmail.com" target="_blank">rafaelmochi@gmail.com</a>,</strong> <a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=100002545060630" target="_blank">Facebook</a> e @<a href="http://twitter.com/R_Chiaravalloti" target="_blank">R_Chiaravalloti</a> (Twitter).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Código Florestal, amores efêmeros e outras coisas do verão</title>
		<link>http://diariodoverde.com/o-codigo-florestal-amores-efemeros-e-outras-coisas-do-verao/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 May 2011 08:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rafael Morais Chiaravalloti]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Café com Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>

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		<description><![CDATA[No verão muitas coisas acontecem: amores efêmeros, tatuagens de rena e muita chuva na Amazônia. Bom, mas para chover é necessário nuvem, e com nuvem os satélites não conseguem enxergar o que está acontecendo aqui na Terra. Sem essas informações o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e o IBAMA têm uma visão parcial do [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a rel="attachment wp-att-2083" href="http://www.diariodoverde.com/o-codigo-florestal-amores-efemeros-e-outras-coisas-do-verao/amor/"><img class="size-large wp-image-2083 aligncenter" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/05/amor-580x414.jpg" alt="" width="580" height="414" /></a>No verão muitas coisas acontecem: amores efêmeros, tatuagens de rena e muita chuva na Amazônia.</p>
<p style="text-align: justify">Bom, mas para chover é necessário nuvem, e com nuvem os satélites não conseguem enxergar o que está acontecendo aqui na Terra. Sem essas informações o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e o IBAMA têm uma visão parcial do desmatamento na Amazônia – eles apenas conseguem compreender o quanto realmente foi desmatado durante um ano comparando dois períodos secos (porque as nuvens foram embora).</p>
<p style="text-align: justify">No novo código florestal uma das propostas no texto original é dar anistia aos que já tiverem desmatado e, de forma geral, apenas multar aqueles que cortarem as floresta depois da aprovação da nova lei. Em uma reação bastante lógica, muitas proprietários de terras na Amazônia resolveram aceleram o desmatamento para realizá-lo antes da votação do código e serem anistiados. Assim, segundo o INPE o desmatamento aumentou 27% no começo desse ano.</p>
<p style="text-align: justify">No entanto, esse aumento é apenas parte do que foi desmatado, uma vez que as análises foram feitas no verão e existem muitas nuvens na Amazônia. Assim, muito provavelmente, quando chegarmos em Agosto e as nuvens forem embora, o cenário mostrado pelos satélites será muito mais feio, e aposto que o desmatamento será bem maior do que os 27%. Nesse ritmo, a Amazônia irá sumir mais rápido que as tatuagens de rena e as paixões a beira-mar.</p>
<p>Rafael Morais Chiaravalloti,  biólogo e mestre em Desenvolvimento Sustentável. Autor do livro “<em>Escolhas Sustentáveis: discutindo biodiversidade, uso da terra, água e aquecimento</em> global” e colaborador de revistas da área de Sustentabilidade. e-mail: <strong><a href="mailto:rafaelmochi@gmail.com">rafaelmochi@gmail.com</a></strong></p>
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		<title>O Código Florestal e as coisas chatas da vida</title>
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		<pubDate>Mon, 16 May 2011 10:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rafael Morais Chiaravalloti]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Café com Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>

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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1865" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/05/xxxxx.jpeg" alt="martelada na cabeça" width="114" height="124" /></p>
<p style="text-align: justify">Algumas coisas na vida são chatas. Por exemplo, meu sobrinho está batendo na minha cabeça com um pedaço de pau enquanto eu escrevo esse texto. Mas com ele tudo irá se resolver, já que assim que eu acabar, vou fazer algumas caretas, ele vai rir bastante e tudo voltará a ser como antes – diferentemente das mudanças do código florestal.</p>
<p style="text-align: justify">O código florestal brasileiro está entre os melhores do mundo, e isso tem a ver com os motivos de sua criação. No período militar havia a proposta de ocupar a Amazônia, mas para que isso acontecesse os governantes precisavam de empréstimos do exterior. No entanto, algumas ONGs internacionais conseguiram fazer com que os bancos só emprestassem o dinheiro se o governo brasileiro criasse leis ambientais. Para satisfazer essa necessidade e o dinheiro sair rápido, os militares criaram um dos melhores códigos florestais que poderia existir. Agora, segui-lo já eram outros 500.</p>
<p style="text-align: justify">Assim, o código florestal brasileiro pouco foi adotado pelos ruralistas e por isso poucos reclamavam das suas exigências. Contudo há alguns anos a criação de novas políticas ambientais, o fortalecimento de instituições de fiscalização entre outras ações começaram a obrigar os ruralistas a seguirem o código. E por isso, a solução proposta por eles é mudá-lo, para que ele se adeque ao que eles sempre fizeram. Aldo Rebelo, um ex-militante da luta pela democracia na época que os militares criaram o código, é apenas uma marionete desse processo. Isso me dói mais do que as pauladas do meu sobrinho.</p>
<p>Rafael Morais Chiaravalloti,  biólogo e mestre em Desenvolvimento Sustentável. Autor do livro “<em>Escolhas Sustentáveis: discutindo biodiversidade, uso da terra, água e aquecimento</em> global” e colaborador de revistas da área de Sustentabilidade. e-mail: <strong><a href="mailto:rafaelmochi@gmail.com">rafaelmochi@gmail.com</a></strong></p>
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