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	<title>Diário do Verde &#187; Cerrado</title>
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	<description>Sustentabilidade, em 1° Lugar!</description>
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		<title>Imagine a realidade</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 11:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Felipe da Cunha Chacon]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Eco Insight]]></category>
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		<category><![CDATA[cigarra]]></category>
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		<description><![CDATA[“Num filme o que importa não é a realidade, mas o que dela possa extrair a imaginação”. &#8211; Charles Chaplin O mundo está cheio de novidades&#8230; Não sabemos como será o nosso próximo segundo, mas acreditamos em algo pré-definido e nos contentamos com isso. Tendemos a “arrastar” o presente para o futuro e, por isso, [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7789" title="DSC03735" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2013/05/DSC03735.jpg" alt="" width="545" height="409" /></span></p>
<p align="center"><strong><em>“Num filme o que importa não é a realidade, mas o que dela possa extrair a imaginação”.</em></strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;"><strong><em>&#8211; Charles Chaplin</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">O </span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">mundo está cheio de novidades&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">Não sabemos como será o nosso próximo segundo, mas acreditamos em algo pré-definido e nos contentamos com isso. Tendemos a “arrastar” o presente para o futuro e, por isso, acreditamos que o futuro bem próximo, como o próximo segundo, será igual ao presente. Na maioria das vezes, temos a tendência de nos acomodar nesse sentido. Mas coisas novas podem acontecer, assim como aquilo que não imaginamos!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">Se você está olhando uma árvore, por exemplo, você não espera que ela simplesmente desapareça “do nada”. Você não espera por esse tipo de mudança – você acredita que a árvore continuará ali, e por isso você nem imagina essa outra realidade. Você fica preso por suas crenças e não é tão criativo, nem usa tanto a imaginação, mas isso faz sentido: você nunca viu mesmo uma árvore desaparecer! Então isso não faz o menor sentido&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">Você até imagina um pássaro pousando em um galho da árvore. Isso você até acredita que é normal, porque já viu várias vezes por aí&#8230; Então, diante de uma novidade que acontece, você passa a imaginar mais e fica mais criativo!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">Por mais que enxerguemos um inseto na foto, na verdade isso é o que acreditamos no primeiro momento. Pode parecer uma realidade, porque às vezes vemos besouros e outros insetos por aí. É normal!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">Mas na verdade não há um inseto nessa árvore. A realidade é outra! O que vemos é apenas o que usualmente é chamado de “casca” de uma cigarra-do-cerrado. É a parte de fora do esqueleto (exoesqueleto) do inseto que realizou uma muda ou, como é chamado na zoologia, ecdise.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">A cigarra com certeza continuou por aí e o que sobrou para obervarmos é apenas sua “casca”, que também permiti muita imaginação!</span></p>
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		<title>Tudo está aí</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Apr 2013 06:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Felipe da Cunha Chacon]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Eco Insight]]></category>
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		<description><![CDATA[“Quem quer colher rosas deve suportar os espinhos”. &#8211; Provérbio Chinês Algumas coisas se repetem de diversas maneiras na natureza, mas nem sempre as observamos porque nem sempre pretendemos envergá-las. O provérbio chinês que escolhi para hoje fala de rosas e você deve ter percebido que nesta imagem não há rosas. Nem rosas e nem [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7758" title="DSC03703" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2013/04/DSC03703.jpg" alt="" width="545" height="409" /></span></p>
<p align="center"><strong><em>“Quem quer colher rosas deve suportar os espinhos”.</em></strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;"><strong><em>&#8211; Provérbio Chinês</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">Algumas coisas se repetem de diversas maneiras na natureza, mas nem sempre as observamos porque nem sempre pretendemos envergá-las.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">O provérbio chinês que escolhi para hoje fala de rosas e você deve ter percebido que nesta imagem não há rosas. Nem rosas e nem cor de rosa!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">Qual é o sentido?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">Se você leu o provérbio antes de olhar a imagem, ou mesmo depois disso, deve ter tentado enxergar alguma rosa na foto. Sinto dizer, mas não foi dessa vez! A foto foi tirada em 26/01/2013 e quem lhes apresento é a Lobeira (<em>Solanum lycocarpum</em>), uma árvores do cerrado, e não uma roseira.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">Nesta foto também há espinhos na planta e isso sim faz mais sentido para o provério que usei. Mas você preferiu reparar primeiro na flor porque está acostumado a focar em flores, provavelmente porque são bonitas e com cores chamativas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">É claro que há também pessoas já acostumadas a reparar nos mínimos detalhes, e isso é muito bom!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">Como se não bastassem os espinhos da Lobeira, árvore cujos frutos servem de almento para o lobo-guará no cerrado, temos ainda na foto a presença de uma cerca feita com arame farpado! Ooops, você não havia reparado no arame? Não tem problema: o importante é apreciar a imagem para cada vez mais enxergar os detalhes e sem ter a pretenção de focar em algum assunto. Ah! Você achou que íamos falar apenas de natureza aqui na blog?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">De certa forma, penso que o areme farmado está imitando os espinhos&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">Meio ambiente é natuerza mas também é tudo isso. Tudo ao nosso redor; tudo em nosso meio; em nosso ambiente&#8230; E eu gosto de falar de assuntos diversos!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">Gosto de assuntos diversos, sem preconceitos ou opiniões pré-estabelecidas. Não quer dizer que sou sempre assim, mas reconheço que isso é bom. Vejam só: já falamos de natureza, espinhos, lobo, rosas, cerrado, arame farpado! Dá pra pensar em muitas outras coisas ainda, apensa observando uma foto&#8230; Uma imagem diz mais que mil palavras?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">E quem aqui lembra se por acaso já postei alguma outra foto com espinhos? Teve um post que não falei de espinhos, mas eles apareceram na imagem porque falei de cactos em “<a href="http://www.diariodoverde.com/uma-visao-positiva/" target="_blank">Uma visão positiva</a>”. Depois teve um outro que também não falei de espinhos, mas falei dos “<a href="http://www.diariodoverde.com/detalhes/" target="_blank">Detalhes</a>” que podem acontecer no dia-a-dia. Se você voltar atrás, verá os espinhos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">São repetições que a natureza nos apresenta a todo instante e podemos interpretar da maneira que quisermos. Por isso podemos falar de coisas diversas sobre os mesmos ou outros assuntos mais&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">O provérbio diz que devemos suportar os espinhos, e eu concordo se considerarmos que eles são mesmo uma realidade. É fato: não se pode negar que eles estão presentes, mesmo quando não enxergamos de imediato. <strong>Tudo está aí</strong>! Mas podemos suportá-los da maneira como quisermos: com a imaginação que conseguirmos e com a liberdade que tivermos no momento!</span></p>
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		<title>Sempre-Viva</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Apr 2013 07:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Felipe da Cunha Chacon]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Eco Insight]]></category>
		<category><![CDATA[Actinocephalus polyanthus]]></category>
		<category><![CDATA[alegria]]></category>
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		<description><![CDATA[“As boas coisas vem quando estamos distraídos”. &#8211; Provérbio Indiano Com a forma da alegria, radiante para todos os lados e em um dia de céu azul, compartilho essa foto de uma Sempre-Viva! Sim, trata-se de uma mensagem de otimismo para todos nós no dia de hoje, quando se comemora o Dia Nacional da Botânica [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7746" title="sempre viva" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2013/04/sempre-viva.jpg" alt="" width="545" height="413" /></span></p>
<p align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;"><strong><em>“As boas coisas vem quando estamos distraídos”.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;"><strong><em>&#8211; Provérbio Indiano</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">Com a forma da alegria, radiante para todos os lados e em um dia de céu azul, compartilho essa foto de uma Sempre-Viva!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">Sim, trata-se de uma mensagem de otimismo para todos nós no dia de hoje, quando se comemora o Dia Nacional da Botânica no Brasil.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">Essa espécie, encontrada no cerrado, tem também outros nomes, como por exemplo chuveirinho. E o nome popular Sempre-Viva também é utilizado em outras plantas!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">Confusa a botânica?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">Bem, na verdade nomear as coisas não é tão simples assim. Nomear seres vivos, então, que podem ser parecidos uns com os outros e se modificar com o tempo através do processo de evolução, pode ser ainda mais complicado!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">Aristóteles foi o primeiro cientista que tentou classificar os seres vivos, mas foi Carolus Lineu quem criou o sistema de classificação que usamos até hoje: a taxonomia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">A foto que tirei em 02 de julho de 2010, quando a planta “apareceu” de repente (quando estávamos distraídos), nos apresenta uma <em>Actinocephalus polyanthus</em>, nome científico usado para essa espécie pelo qual ela pode ser reconhecida pelo mundo inteiro. Todo nome científico – normalmente em latim &#8211; é exclusivo para uma determinada espécie e, por isso, é usado de forma universal pela ciência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">O nome é universal e essa planta parece querer se expandir para todo lado através de sua inflorescência (estrutura contendo outras flores menores).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">No dia de hoje convido a todos para que reflitam sobra a importância das plantas e de tudo que na natureza existe – incluindo o que ainda não conhecemos e, por isso, não classificamos. Sim, de vez em quando temos a notícia de uma nova descoberta, quando estamos distraídos!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;">Vamos direcionar nosso olhar para todos os lados, respeitando toda a diversidade que existe e, ao mesmo tempo, enxergar as semelhanças entre todos que surgem de um mesmo ponto: igual esta inflorescência cujas partes (flores) surgem todas do mesmo centro e se expandem para as mais diversas direções.</span></p>
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		<title>Defesa ao ambiente que queremos</title>
		<link>http://diariodoverde.com/defesa-ao-ambiente-que-queremos/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 Feb 2013 05:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Felipe da Cunha Chacon]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Eco Insight]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[defesa]]></category>
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		<category><![CDATA[Mata Atlântica]]></category>
		<category><![CDATA[Queimadas]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte:  http://www.baixaki.com.br/papel-de-parede/11960-queimada.htm Ontem li o excelente artigo do nosso amigo Vitor Casadei, que falou brevemente sobre Sensoriamento Remoto e Identificação de Queimadas. Como ele citou no artigo, trata-se de uma tecnologia amplamente utilizada no Brasil. Hoje, 06 de Fevereiro, é comemorado o dia do Agente de Defesa Ambiental. Coincidência ou obra do autor? Seja o que [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter  wp-image-7416" title="queimada" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2013/02/queimada.jpg" alt="" width="553" height="415" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;">Fonte:  http://www.baixaki.com.br/papel-de-parede/11960-queimada.htm</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Ontem li o excelente artigo do nosso amigo Vitor Casadei, que falou brevemente sobre <a href="http://www.diariodoverde.com/sensoriamento-remoto-e-identificacao-de-queimadas/" target="_blank">Sensoriamento Remoto e Identificação de </a></span><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;"><a href="http://www.diariodoverde.com/sensoriamento-remoto-e-identificacao-de-queimadas/" target="_blank">Queimadas</a>. Como ele citou no artigo, trata-se de uma tecnologia amplamente utilizada no Brasil.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Hoje, 06 de Fevereiro, é comemorado o dia do Agente de Defesa Ambiental. Coincidência ou obra do autor?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Seja o que for&#8230; Fiscalização, monitoramente ou quaisquer outros métodos para controles ambientais nunca deixam de “estar na moda”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Mas hoje, que comemoramos o dia da defesa ambiental, não podemos deixar de ressaltar a importância que existe em cuidar do Meio Ambiente que significa, de um modo geral, cuidar do nosso planeta, a nossa casa!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Conforme comentado no artigo de ontem, as queimadas irregulares de fato existem e são prejudiciais à fauna e flora silvestre de um ecossistema. Digo “irregulares” porque existem também as queimadas que ocorrem naturalmente em ambientes secos e durante períodos específicos no bioma cerrado, a nossa savana brasileira! O fogo também é, então, natural &#8211; não existindo apenas em erupções vulcânicas, como estamos acostumados a ver nos filmes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Mas isso não significa, contudo, que a natureza não esteja em pleno controle de si mesma! Muito menos que o homem pode ficar colocando fogo no cerrado ou em outros biomas. Os diferentes ambientes de nosso planeta carregam diferentes características, alguma delas bastante particulares. O fogo que ocorre no cerrado, por exemplo, não ocorre na floreta amazônica. Aliás, sabemos que em alguns períodos o clima desta região é bastante diferente: chove bastante, o ambiente é úmido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Por conta dessa enorme variação climática é que temos os ambientes tão diferentes entrei si e estes, por sua vez, contribuem diretamente para a estabilidade do clima. Se pararmos para pensar, trata-se de um círculo vicioso, igual aquele que encontramos quando tentamos descobrir <a href="http://www.diariodoverde.com/o-ovo-a-galinha-e-o-lagarto/" target="_blank">quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha</a>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Comecei falando de fiscalização ambiental e estou falando agora de ovo e galinha! Afinal, onde quero chegar? O ovo ou a galinha teriam alguma relação com a biodiversidade que comentei ou mesmo as queimadas? Até certo ponto, não. Mas apenas até certo ponto! Não vamos pensar que as coisas não tem uma relação&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Não quero deixá-los confusos, leitores! A ideia é mostrar a grande variedade e assuntos que ainda temos para falar aqui no Diário do Verde, considerando a enorme biodiversidade que temos em nosso planeta!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Vamos preservar o ambiente que queremos. Vamos defender tudo isso!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;">Vejam também:</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;"><a href="http://www.mma.gov.br/comunicacao/datas-comemorativas" target="_blank">Calendário com as datas comemorativas do Meio Ambiente</a> &#8211; </span><span style="font-size: small; font-family: verdana, geneva;"><strong>Mini</strong>stério do Meio Ambiente</span></strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Biomas do Brasil</title>
		<link>http://diariodoverde.com/biomas-do-brasil/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Jun 2011 22:45:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Gabriel Cerqueira Gonçalves]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Caatinga]]></category>
		<category><![CDATA[Campos]]></category>
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		<category><![CDATA[Floresta Amazônica]]></category>
		<category><![CDATA[Mata Atlântica]]></category>
		<category><![CDATA[Mata de Cocais]]></category>
		<category><![CDATA[Pantanal]]></category>
		<category><![CDATA[Semana do Meio Ambiente e da Ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Zonas Litorâneas]]></category>

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		<description><![CDATA[A natureza "canarinho", em suas múltiplas faces.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Bioma</strong> é um conjunto de ecossistemas que formam uma comunidade estável e desenvolvida, adaptada às condições naturais de uma região e geralmente caracterizada por um tipo principal de vegetação. Abaixo, você tem a divisão do Brasil em nove biomas. Naturalmente, trata-se de uma classificação geral, pois no território brasileiro combinam-se vários tipos de ecossistema, de clima, de vegetação, de solo e de relevo, criando uma gama de sistemas ambientais em mudança constante.<br />
A formação dos biomas contou com a importante ação da espécie humana, atuante milhares de anos atrás. Com o uso do fogo, os homens ampliaram o cerrado, bem como agiram de forma decisiva na expansão da região das castanheiras, no Norte, e da floresta de araucárias, no Sul. Caçadores-coletores, cerca de 8 mil anos atrás, queimavam as matas nas bordas da Amazônia como técnica de caça. Há cerca de 4 mil anos, índios começavam a pôr fogo no coração da floresta para plantar, criando a técnica da coivara e modificando a configuração da mata.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CAATINGA</strong><br />
<a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Caatinga.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2048" title="Caatinga" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Caatinga-580x463.jpg" alt="" width="580" height="463" /></a>Abrigando o sertão nordestino, a caatinga tem uma vegetação típica de regiões semiáridas, com perda de folhas na estação seca. Sua área, de cerca de 800 mil quilômetros quadrados, registra secas prolongadas. Caatinga é uma palavra originária do tupi-guarani que significa &#8220;mata branca&#8221; (alusão às plantas sem folhas). Único sistema ambiental exclusivamente brasileiro, está presente nos estados do Ceará, do Rio Grande do Norte, da Paraíba, de Pernambuco, de Sergipe, de Alagoas, da Bahia, do Piauí e do norte de Minas Gerais. As temperaturas médias anuais são elevadas: oscilam entre 25 °C e 29 °C. O clima é semiárido, e os solos são predominantemente rasos e pedregosos. Menos de 1% de sua área está protegida por unidades de conservação integral. A caatinga é um exemplo de convivência do homem com a vegetação natural, graças ao desenvolvimento de técnicas de cultivo em clima árido. São quatro séculos de presença humana sem a erradicação da cobertura vegetal, como se deu com a maior parte da mata Atlântica e ocorre com a Amazônia.<br />
Quanto à vegetação, as plantas da caatinga são xerófilas, ou seja, adaptadas ao clima seco e à pouca quantidade de água. Algumas armazenam água; outras possuem raízes superficiais para captar o máximo das chuvas. Há as que contam com recursos para diminuir a transpiração, como espinhos e poucas folhas. A vegetação é formada por três estratos: o arbóreo, com árvores de até 20 metros; o arbustivo, com vegetação de 2 a 5 metros; e o herbáceo, abaixo de 2 metros. Entre as espécies mais conhecidas estão a umburana, o umbuzeiro e o mandacaru. Com algumas dessas plantas são produzidos ceras, fibras, óleos vegetais e, principalmente, forragem para a pecuária, a base da renda dos vaqueiros e dos fazendeiros do sertão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CAMPOS</strong><br />
<a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Campos.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2055" title="Campos" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Campos-580x385.jpg" alt="" width="580" height="385" /></a>Ocupam áreas descontínuas do país e aparecem na Região Norte na forma de savanas de gramíneas baixas no Amazonas, em Roraima e no Pará. Na Região Sul, os campos são pradarias mistas subtropicais. Os campos do Sul são formados, principalmente, pelos pampas gaúchos, região plana, de vegetação aberta e de pequeno porte, que se estende do Rio Grande do Sul ao Uruguai e à Argentina. A vegetação forma um tapete herbáceo que não atinge 1 metro de altura, com pouca variedade de espécies. Sete tipos de cacto e de bromélia são endêmicos dos campos da região.<br />
A vegetação dos campos reúne herbáceas, gramíneas e pequenos arbustos, com características diversas, conforme a região. Os campos em que predominam apenas as gramíneas são chamados de campos limpos. Quando há também os arbustos, são denominados campos sujos. Em áreas de altitude superior a 1,4 mil metros, são chamados de campos de altitude, como os da serra da Mantiqueira e do Planalto das Guianas. Os campos da hileia são um tipo de formação rasteira encontrada na Amazônia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CERRADO</strong><br />
<a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Cerrado.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2046" title="Cerrado" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Cerrado-580x395.jpg" alt="" width="580" height="395" /></a>O segundo maior bioma brasileiro, teve a participação do homem em sua formação, com o uso intenso do fogo há mais de 10 mil anos (por povos caçadores-coletores e, depois, pelos índios). A presença de três grandes bacias hidrográficas da América do Sul na região (Tocantins-Araguaia, São Francisco e Prata) favorece a biodiversidade, bastante afetada pela expansão agrícola.<br />
A vegetação do cerrado caracteriza-se pela presença de pequenos arbustos e árvores retorcidas, com cortiça (casca) grossa e folhas recobertas de pelugem. Encontram-se, ainda, gramíneas e o cerradão, tipo mais denso de cerrado que abriga formações típicas de florestas, em especial árvores de até 20 metros, esparsas e disseminadas entre arbustos. O solo, deficiente em nutrientes e com alta concentração de alumina (mineral da bauxita) dá à mata uma aparência seca, de savana tropical. As plantas têm raízes longas, que retiram nutrientes e água do solo a mais de 15 metros de profundidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>FLORESTA AMAZÔNICA</strong><br />
<a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Amazonia.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2047" title="Amazônia" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Amazonia-580x386.jpg" alt="" width="580" height="386" /></a>A maior floresta tropical do mundo atualmente, ocupa o norte do território brasileiro, nos estados do Acre, do Amazonas, do Pará, de Rondônia, de Roraima, do Amapá, de Mato Grosso, do Tocantins e do Maranhão, estendendo-se também por países vizinhos &#8211; Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia e o território da Guiana Francesa. O clima quente e úmido e a densa rede de rios deram origem a uma floresta com grande riqueza de espécies animais e vegetais. Cada nível da floresta é habitado por diferentes comunidades. Os insetos espalham-se do chão às árvores mais altas. Aves e macacos ficam nos níveis superiores. Roedores, anfíbios e animais rastejadores exploram os estratos mais baixos. No solo, estão os felinos, como a onça-pintada e a jaguatirica, os maiores predadores do bioma (presentes também nos demais biomas brasileiros), além de jabutis, cutias, pacas e antas. Jacarés, ariranhas e grandes cobras, como a sucuri, vivem às margens dos rios. Longe de ser homogênea, a área da floresta Amazônica tem manchas de cerrado, com vegetação do tipo savana, adaptada às áreas mais secas; e campos e lavrados como os de Roraima, em que predominam as gramíneas.<br />
A floresta Amazônica tem vegetação latifoliada, na qual predominam as espécies de folhas largas, comuns em regiões de clima equatorial, quente e úmido. Apresenta três tipos de mata: de igapó, de várzea e de terra firme. A mata de igapó ocorre no solo inundado, principalmente no baixo Amazonas, e reúne espécies vegetais como o mucuri, a sumaúma, o jaruari e a vitória-régia.<br />
A mata de várzea é própria das áreas periodicamente inundadas, chamadas terraços fluviais. Intermediárias entre os igapós e a terra firme, as espécies da mata de várzea têm formações variadas, como seringueira, palmeira, jatobá e maçaranduba,<br />
As matas de terra firme correspondem à parte mais elevada do relevo. Com solo seco, livre de inundação, as árvores chegam a 65 metros de altura. Em terra firme, encontram-se espécies como o castanheiro, o mogno e o guaraná.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MATA ATLÂNTICA (FLORESTA ESTACIONAL)</strong><br />
<a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Mata-Atlantica.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2054" title="Mata Atlântica" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Mata-Atlantica-580x385.jpg" alt="" width="580" height="385" /></a>Considerada um dos biomas mais ameaçados do planeta, a mata Atlântica é, na verdade, um mosaico de ecossistemas diversificados. Há 500 anos, a mata Atlântica cobria cerca de 15% do que hoje é o território nacional, espalhando-se por 1,3 milhão de quilômetros quadrados na área litorânea do Brasil, desde o Rio Grande do Norte até Santa Catarina. Sua destruição em larga escala começou na segunda metade do século XIX, com a expansão das lavouras de café. Atualmente, a área restante se resume a 7,9% da original, preservada, sobretudo, graças à presença da serra do Mar, que funciona como um obstáculo à ação humana. É o bioma do país mais bem protegido pela lei.<br />
Muito dos animais brasileiros ameaçados de extinção vivem em suas florestas: espécies de mico-leão, o macaco muriqui (monocarvoeiro), a lontra, o tatu-canastra e a onça-pintada. Com clima tropical, quente e úmido, a mata Atlântica apresenta um relevo de planaltos e serras. Sua área abrange as bacias do Paraná, Uruguai, Paraíba do Sul, Doce, Jequitinhonha e São Francisco.<br />
Quanto à vegetação, entre as florestas tropicais, a mata Atlântica é a que apresenta a maior biodiversidade por hectare do planeta, com espécies vegetais como ipê, quaresmeira, cedro, palmiteiro, canela, imbaúba, jequitibá-rosa e figueiras.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MATA DE ARAUCÁRIA (PINHEIRAL)</strong><br />
<a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Mata-de-Araucaria.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2052" title="Mata de Araucaria" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Mata-de-Araucaria-580x435.jpg" alt="" width="580" height="435" /></a>Vegetação típica de clima subtropical, a mata de araucária é um bioma associado à mata Atlântica. Originalmente era encontrada em abundância na Região Sul e em alguns trechos do estado de São Paulo. Ocupava cerca de 100 mil quilômetros quadrados, mas, atualmente, está reduzida a 12% dessa área, segundo pesquisa de 2008 da SOS Mata Atlântica. Os espécimes centenários foram derrubados ou queimados maciçamente na primeira metade do século XX, para dar lugar às plantações de milho, trigo e uva e para abastecer as serrarias.<br />
A vegetação registra árvores aciculifoliadas, com folhas em forma de agulha. A espécie dominante é a <em>Araucaria angustifolia</em>, nome científico do pinheiro-do-paraná, cujo fruto é o pinhão, que atinge mais de 30 metros de altura. Também são importantes o xaxim e a bracatinga, que se desenvolvem sob as araucárias.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MATA DE COCAIS (MEIO NORTE)</strong><br />
<a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Mata-de-Cocais.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2049" title="Mata de Cocais" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Mata-de-Cocais-580x435.jpg" alt="" width="580" height="435" /></a>Ocupa uma zona de transição entre as florestas úmidas da bacia Amazônica e as terras semiáridas do nordeste brasileiro, no Maranhão e no Piauí e no norte do Tocantins. Esse bioma se caracteriza por solos secos e florestas dominadas por palmeiras. O clima é úmido, e a vegetação fica mais exuberante à medida que se avança para oeste.<br />
Definida como um sistema de transição, a vegetação da mata de cocais inclui palmeiras, como buriti, oiticica, babaçu e carnaúba. No oeste, é mais frequente o babaçu, que chega a atingir 20 metros de altura. No lado seco, a leste, predomina a carnaúba, com até 20 metros de altura.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PANTANAL MATO-GROSSENSE</strong><br />
<a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Pantanal.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2053" title="Pantanal" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Pantanal-580x187.jpg" alt="" width="580" height="187" /></a>É uma das maiores planícies inundáveis do planeta, distribuída pelo sudoeste de Mato Grosso, oeste de Mato Grosso do Sul, Paraguai e Bolívia. É considerada uma área de transição entre a Amazônia e o cerrado, ao norte, e o Chaco, na bacia do rio Paraguai, ao sul. Esse mosaico de ecossistemas intercala regiões de cerrado e floresta úmida, além de áreas aquáticas e semiaquáticas. O início das chuvas nas regiões altas, em novembro, faz subir o nível dos rios na bacia do Paraguai e há inundação de até dois terços da área pantaneira de planície. A vazão acontece pelo rio Paraguai. Em 2001, o Pantanal foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como patrimônio natural da humanidade.<br />
A vegetação diversifica-se conforme três tipos de áreas: as alagadas e as que não sofrem inundação. Nas áreas alagadas, a vegetação de gramíneas desenvolve-se no inverno e serve de alimento para o gado. Nas de eventuais alagamentos, encontram-se, além de vegetação rasteira, arbustos e palmeiras, como o buritie o carandá. Nas que não sofrem inundação, predominam os cerrados e, em pontos mais úmidos, espécies arbóreas da floresta tropical.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ZONAS LITORÂNEAS</strong><br />
<a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Zonas-Litorâneas-do-Brasil-Atlântico-Sul.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2050" title="Zonas Litorâneas do Brasil - Atlântico Sul" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/06/Zonas-Litorâneas-do-Brasil-Atlântico-Sul-580x509.jpg" alt="" width="580" height="509" /></a>A costa brasileira possui mais de 7 mil quilômetros de extensão em linha contínua e oferece vários tipos de paisagem &#8211; dunas, ilhas, praias, recifes, costões rochosos, baías, estuários, brejos e falésias. A região é povoada por uma enorme variedade de animais e vegetais. O litoral brasileiro pode ser dividido em quatro grandes zonas distintas, da região norte para a região sul:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Litoral amazônico</strong>, do rio Oiapoque ao delta do Parnaíba, trecho coberto por manguezais e matas de várzea.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Litoral nordestino</strong>, do delta do Parnaíba ao Recôncavo Baiano, que alterna dunas, falésias, restingas e manguezais. É o habitat de várias espécies de tartaruga e do peixe-boi-marinho, em risco de extinção.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Zona litorânea do Sudeste</strong>, do Recôncavo à divisa entre São Paulo e Paraná. Apesar de ser a região mais densamente povoada, é também a que preserva as maiores porções da mata Atlântica.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Litoral sul</strong>, que abrange a costa de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, caracteriza-se por manguezais, costões e, a partir de Torres, por uma faixa contínua de praia.</p>
<p style="text-align: justify;">O mangue e a restinga são as formações de vegetação próprias das zonas litorâneas. O mangue é composto de arbustos e espécies arbóreas que ocorrem ao longo de todo o litoral do país. São predominantes as espécies vegetais de troncos finos e raízes aéreas e respiratórias (raízes-escora), adaptadas à salinidade e aos solos pouco oxigenados e lamacentos. Entre os tipos de manguezal, estão o mangue-seriba, o mangue vermelho e o mangue branco. Rico em matéria orgânica, o mangue exerce papel importante na reprodução e no abrigo de espécies da fauna marinha.<br />
A restinga é uma vegetação de terrenos salinos, formados por areia e pedras e cobertos por ervas, arbustos e árvores. Essa formação ocorre do litoral da Bahia ao do Rio de Janeiro e também no litoral do Rio Grande do Sul. Os destaques são a aroeira-de-praia e o cajueiro. A faixa interiorana é composta de arbustos e árvores, como a caxeta e o jerivá.</p>
<p style="text-align: right;"><em><span style="font-size: x-small;">Dados extraídos do Almanaque Abril 2011.</span></em></p>
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