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	<title>Diário do Verde &#187; Belo Monte</title>
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	<description>Sustentabilidade, em 1° Lugar!</description>
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		<title>Eu quero ter 1 milhão de Amigos</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Nov 2012 13:42:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Henrique Rodrigues Menezes]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Quero levar o meu canto amigo A qualquer amigo que precisar&#8221; (Eu quero apenas, Roberto Carlos) Você tem 10 amigos. Tem?! Eu me peguei a pensar, a me questionar também. É gozado como simples perguntas, corriqueiras, cotidianas nos levam a coisas maiores e incrivelmente relevantes. No vídeo divulgado pelo Movimento Gota D&#8217;Água, no qual diversas [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2012/11/amigos.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-6997" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2012/11/amigos-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p style="text-align: justify">&#8220;<em>Quero levar o meu canto amigo</em><br />
<em>A qualquer amigo que precisar</em>&#8221; (Eu quero apenas, Roberto Carlos)</p>
<p style="text-align: justify">Você tem 10 amigos. Tem?! Eu me peguei a pensar, a me questionar também. É gozado como simples perguntas, corriqueiras, cotidianas nos levam a coisas maiores e incrivelmente relevantes. No vídeo divulgado pelo <strong><a href="http://movimentogotadagua.com.br/" target="_blank">Movimento Gota D&#8217;Água</a></strong>, no qual diversas personalidades artísticas nos fazem vários questionamentos e considerações que já ouvimos a esmo de alguns amigos. &#8220;<em>O que que eu tenho haver com isso?</em>&#8220;. Ou &#8220;<em>Eu pago meus impostos!</em>&#8220;. &#8220;<em>Você já foi à Amazônia?</em>&#8221; E também: &#8220;<em>Deus me livre ficar sem energia!</em>&#8221; Este vídeo de 5 (cinco) minutos faz isso com a gente. Questionar. O vídeo a que me refiro foi postado também no <strong>Diário do Verde</strong> no artigo postado por nosso companheiro <strong><a href="http://www.diariodoverde.com/movimento-gota-dagua/" target="_blank">Vitor Vasadei</a></strong> (<a href="http://www.diariodoverde.com/movimento-gota-dagua/" target="_blank">Movimento Gota D&#8217;Água</a>, Diário do Verde, 20/11/11). E lá se vai 1 (um) ano.</p>
<p style="text-align: justify">Volto a postar outro vídeo do movimento talvez com aquela sensação de &#8220;<em>se arrepender de alguma coisa que você não fez</em>&#8220;. Mas fazendo agora.</p>
<p>[youtube http://www.youtube.com/watch?v=8v1ECHwniMY]</p>
<p><span style="text-align: justify">O Movimento &#8220;</span><em>colheu imagens e depoimentos das vítimas da ilegalidade na construção da hidrelétrica de Belo Monte: o rio e os moradores da região</em><span style="text-align: justify">&#8220;.  Trata-se de &#8220;</span><em>nosso agradecimento por permanecerem nesta luta, desproporcional, em defesa do nosso rio, do rio símbolo da sociobiodiversidade da Amazônia</em><span style="text-align: justify">&#8220;.</span></p>
<p>No <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;v=TWWwfL66MPs" target="_blank">primeiro vídeo</a></strong> os atores perguntam se você tem 10 (dez) amigos para compartilhar a ideia. No caso nós queríamos 1  (um) milhão de amigos.</p>
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		<title>E aí?! Belo Monte vai ou não vai?</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Sep 2012 17:52:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Henrique Rodrigues Menezes]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Talvez o que está acontecendo em Belo Monte sirva de alerta para quem quer continuar a impor sua vontade contra as regras da lei.&#8221; (Lúcio Flavio Pinto) Novamente parou-se Belo Monte, obra concebida para ser a 3ª maior hidrelétrica do mundo e de importância estratégica para o país. No percurso desde seu início até o [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2012/09/Belo-Monte.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-6651" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2012/09/Belo-Monte-300x199.jpg" alt="" width="422" height="238" /></a></p>
<p style="text-align: justify">&#8220;<em>Talvez o que está acontecendo em Belo Monte sirva de alerta </em><em>para quem quer continuar a impor sua vontade contra as regras da lei</em>.&#8221; (<a href="http://www.lucioflaviopinto.com.br/" target="_blank">Lúcio Flavio Pinto</a>)</p>
<p style="text-align: justify">Novamente parou-se Belo Monte, obra concebida para ser a 3ª maior hidrelétrica do mundo e de importância estratégica para o país. No percurso desde seu início até o presente momento, o que compreende pouco mais de 1 ano, a construção da hidrelética já foi paralisada 3 vezes. Sendo que as duas primeiras paralisações foram resultado direto de ações de movimentos sociais, tendo os índio à frente. A última partiu de iniciativa do <a href="http://www.pgr.mpf.gov.br/" target="_blank">Ministério Público Federal</a> (MPF), tendo como base uma mera formalidade não observada/cumprida, de que duas exigencias constitucionais não foram realizadas, as quais também constam em tratado internacional do qual o  Brasil é signatário: &#8220;<em>a audiência às populações indígenas tem que ser anterior à autorização da obra e só pode ser feita pelo Congresso, que não pode delegar essa competência a terceiros</em>&#8221; (<a href="http://www.lucioflaviopinto.com.br/" target="_blank">Lúcio Flavio Pinto</a>), quer seja o <a href="http://www.ibama.gov.br/" target="_blank">IBAMA </a>ou a <a href="http://www.funai.gov.br/" target="_blank">FUNAI</a>.</p>
<p style="text-align: justify">Ou seja, uma formalidade diante de fatos já constituídos, haja vista que 20% dos custos previstos já foram empregados no canteiro da obra (área desmatada, diques, canais, desapropriação de terras, etc.). Há duas possibilidades: ou os congessistas percorrem as aldeias do Xingú afetadas pela obra ou estes indígenas vão à Brasília.</p>
<p style="text-align: justify">Vai mudar alguma coisa? Não.  A consulta à população não inviabiliza Belo Monte, pois tal consulta não tem efeito deliberativo, memos sendo a opinião dos atingidos uma negativa à contrução da hidrelétrica. O Congresso pode aprová-la desde que garanta o cumprimento das medidas de proteção e compensassão previstas em lei para os nativos indígenas (não extendida as caboclos, misigenados, em situação igual ou pior que os próprios índios da região).</p>
<p style="text-align: justify">Embora a Constituição tenha sido atropelada em 2005, quando o Congresso autorizou o início da obra, o cumprimento desta formalidade legal, e haja vista que a maioria dos parlamentares é a favor da obra, recolocará a contrução em seu curso embora com atraso e elevando seu custo.</p>
<p style="text-align: justify">E advinha quem paga a conta?</p>
<p style="text-align: justify">Forme sua opinião! (indicações)</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://xingu-vivo.blogspot.com.br/">http://xingu-vivo.blogspot.com.br/</a></p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://belomontedeviolencias.blogspot.com.br/">http://belomontedeviolencias.blogspot.com.br/</a></p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://www.lucioflaviopinto.com.br/">http://www.lucioflaviopinto.com.br/</a></p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://www.blogbelomonte.com.br/">http://www.blogbelomonte.com.br/</a></p>
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		<title>Belo Monte, Prenúncios.</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Dec 2011 08:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Henrique Rodrigues Menezes]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Nos teus olhos opacos aprendo o que nos distingue. Já repartes comigo a ciência e a paciência. Quero contigo repartir a esperança, estrela vigilante em minha fronte e em teu olhar apenas um tição encharcado de engano e cativeiro.&#8220; (Lição de Escuridão, Thiago de Mello) Presumo ser este meu quarto artigo mencionando Belo Monte. E [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: right;"><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/12/Belo-Monte-Anuncio-de-uma-Guerra.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5346" title="Belo Monte - Anúncio de uma Guerra" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/12/Belo-Monte-Anuncio-de-uma-Guerra.jpg" alt="Belo Monte - Anúncio de uma Guerra" width="580" height="385" /></a></p>
<p style="text-align: right;">&#8220;<em>Nos teus olhos opacos</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>aprendo o que nos distingue.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Já repartes comigo a ciência e a paciência.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Quero contigo repartir a esperança,</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>estrela vigilante em minha fronte</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>e em teu olhar apenas um tição</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>encharcado de engano e cativeiro.</em>&#8220;</p>
<p style="text-align: right;">(<em>Lição de Escuridão</em>,<strong> Thiago de Mello</strong>)</p>
<p style="text-align: justify;">Presumo ser este meu quarto artigo mencionando Belo Monte. E tudo se encaminha para, como se diz na gíria, ser uma &#8220;<em>parada dada</em>&#8220;. O que se vê na TV é para, e somente, para a TV. Hoje no Globo Repórter (02/12/2011), e em quase todos os programas da TV que mostram a natureza como esse &#8220;impávido colosso&#8221;, a Amazônia, rica, deslumbrante e misteriosa, lançam uma cortina de fumaça sobre os reais problemas e dificuldades que a região e seu povo enfrentam. Parece que nossa consciência e raciocínio mudam conforme muda-se o canal de TV.</p>
<p style="text-align: justify;">A voz gutural do narrador diz que a &#8220;natureza é equilibrada&#8221;, que a unidade garante o todo, e o todo protege o indivíduo. Nesta premissa de que a parte está no todo e o todo esta nas partes, em se tratando da natureza desconsidere a participação humana. O homem considera-se à parte do todo e age ou comporta-se como se fosso o único todo. O Homem não é equilibrado.</p>
<p style="text-align: justify;">Em uma iniciativa inovadora um grupo de pessoas, da produtora <a href="http://www.cinedelia.com/Site/Quem_Somos.html" target="_blank"><strong>Cinedelia</strong></a>, buscam recursos financeiros, num esforço coletivo, para finalizar uma obra em vídeo, um documentário, que possui 120 horas de imagens sobre Belo Monte. Como a floresta que tem sua parte representada no todo e esse todo é mais que a soma de suas partes, já não é sem tempo de participarmos desse todo, ao menos engrossar este coro, porque pior do que o escuro é o silêncio da mata.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para saber mais acesse:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://catarse.me/en/projects/459-belo-monte-anuncio-de-uma-guerra" target="_blank">http://catarse.me/en/projects/459-belo-monte-anuncio-de-uma-guerra</a><br />
<a href="http://blog.catarse.me/" target="_blank">http://blog.catarse.me/</a><br />
<a href="http://revistaforum.com.br/idelberavelar/2011/11/24/bibliografia-comentada-50-leituras-sobre-o-ecocidio-de-belo-monte-1%C2%AA-parte/" target="_blank">http://revistaforum.com.br/idelberavelar/2011/11/24/bibliografia-comentada-50-leituras-sobre-o-ecocidio-de-belo-monte-1%C2%AA-parte/</a></p>
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		<title>Belo Monte e as coisas que ignoramos</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 00:40:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Henrique Rodrigues Menezes]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;E aquilo que nesse momento se revelará aos povos Surpreenderá a todos, não por ser exótico Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto Quando terá sido o óbvio&#8221; (Um Índio, Caetano Veloso) Na minha profissão ouço de tudo um pouco, muito sobre a mesma coisa e as vezes quase nada do que realmente [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: right;"><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/11/India.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5301" title="Índia" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/11/India.jpg" alt="Índia" width="580" height="521" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em>&#8220;E aquilo que nesse momento se revelará aos povos<br />
Surpreenderá a todos, não por ser exótico<br />
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto<br />
Quando terá sido o óbvio</em>&#8221; (<strong>Um Índio</strong>, Caetano Veloso)</p>
<p style="text-align: justify;">Na minha profissão ouço de tudo um pouco, muito sobre a mesma coisa e as vezes quase nada do que realmente deveríamos falar. Muitos conceitos, definições pseudo-intelectuais e descobridores de pólvora. A encenação e o drama presentes em cada posicionamento e uma máscara para cada verbo.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui no Pará segue mornamente uma campanha para o plebliscito que poderá dividir o Estado, para dar origem a 02 (dois) novos Estados (Carajás e Tapajós), e ao que parece não ser de interesse nacional, como se fosse uma discussão doméstica. Mas caro leitor, em caso de divisão, não ignore que o fato afetará você onde quer que esteja neste Brasil. Assim como a construção de Belo Monte. O assasinato de líderes indígenas e de movimentos sociais. Grilagem de terras. Exploração ilegal de madeiras nobres. Um código florestal retrógrado.  Trabalho escravo no campo. Desvio de verbas públicas&#8230; Tenho tentado refletir um pouco sobre isto em meus artigos.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto há aqueles que se irritam e se empatam porque atores &#8220;globais&#8221; encabeçam um movimento &#8220;politicamente correto&#8221; em relação ao meio ambiente. Reações de desdém com traços coléricos. Chacotas humorísticas. Bravatas. O que me leva a crer estar superada a geração do &#8220;ser e ter&#8221;. Basta agora &#8220;parecer ter&#8221;. A evolução das mídias sociais fomentaram uma cultura que se basta nas aparências e replicação de coisas, ditas de maneira diferente (e gente, reciclagem é outra coisa!). É o mais do mesmo. O<em> status quo</em> hoje pode ser um <em>fake </em>e portanto efêmero, tanto quanto os BBB&#8217;s, CQC&#8217;s e Rafinhas Bastos da vida, que para continurem a <em><strong>a-parecer</strong></em> necessitam de declarações polêmicas (tanto quanto o famoso &#8220;mamilos polêmicos&#8221;), inconvenientes e preconceituosas.</p>
<p style="text-align: justify;">Prezo dar voz a todos e repudio qualquer forma de amordaçar o povo. Sem querer entrar no mérito das qualificações e competências artísticas dos &#8220;globais&#8221;, mas pelo menos estes dignificam-se em encapar a luta pelo bem estar social e do meio ambiente emprestando sua voz a pessoas comuns, indo a público sinalizar a indignação, a inquietação e a inconformidade com o que está aí posto.</p>
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		<title>Pode Ser a Gota D&#8217;Água</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 21:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Henrique Rodrigues Menezes]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;E qualquer desatenção, faça não Pode ser a gota d&#8217;água&#8221; (Chico Buarque) Esta semana um dos assuntos mais comentados pelas pessoas que sigo no meu Twitter (@menezes1974) foi o vídeo dos atores &#8220;globais&#8221; dando seus depoimentos a respeito de Belo Monte e divulgando o Movimento Gota D&#8217;Água. Dos mais elogiados aos mais reacionários e enfurecidos. [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;E qualquer desatenção, faça não<br />
Pode ser a gota d&#8217;água&#8221; (Chico Buarque)</em></p>
<p style="text-align: justify;">Esta semana um dos assuntos mais comentados pelas pessoas que sigo no meu Twitter (@<a href="https://twitter.com/#!/menezes1974" target="_blank">menezes1974</a>) foi o vídeo dos atores &#8220;globais&#8221; dando seus depoimentos a respeito de Belo Monte e divulgando o Movimento Gota D&#8217;Água. Dos mais elogiados aos mais reacionários e enfurecidos. Não sabemos se suas reações são contra a ideia do vídeo, contra os opositores de Belo Monte, ou contra os atores &#8220;globais&#8221; que lhe representam a hipocrisia e ignorância em relação a Belo Monte e ao Xingu.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentre esses comentários haviam muitos em relação a um senhor chamado Eduardo Guimarães e seu artigo &#8220;<a href="http://www.blogcidadania.com.br/2011/11/belo-monte-de-inuteis/" target="_blank">Belo Monte de Inúteis</a>&#8220;, que lança sobre os tais atores &#8220;globais&#8221; a sua peçonha. Argumenta a necessidade de se considerar as matrizes enrgéticas disponíveis no Brasil e segundo sua ótica a inviabilidade (econômica) de fontes limpas e ambientalmente sustentáveis, e ainda mais, considerando-as &#8220;um delírio&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">O que o senhor Eduardo Guimaães em seu discurso de impropérios lançou o seguinte absurdo: &#8220;O que revolta mesmo, porém, é usarem “os índios”. <strong>Será que um país deste tamanho não tem condições de oferecer outro local para as populações daquela região</strong>?&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Atirou nos &#8220;globais&#8221; e acertou na população ribeirinha e indígena da região do Xingu, provando o velho preconceito em relção ao Norte, ao caboclo, ao índio&#8230; Como se fossem meros objetos decorativos e de menor valor, coloca-nos em um canto qualquer e de preferrência que não atrapalhe nem incomodem os senhores do progresso.</p>
<p style="text-align: justify;">Já ouviram falar de Justo Veríssimo, o emblemático personagem de Chico Anysio? O senhor Eduardo Guimarães fez como este: &#8220;<strong>Eu quero mais é que pobre se exploda!</strong>&#8221; Caberia substituir pobre por índios, ou caboclos, ou ribeirinhos, ou negros, ou homossexuais&#8230;</p>
<div id="attachment_5223" style="width: 586px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/11/Justo-Verissimo.png"><img class="size-full wp-image-5223" title="Justo Veríssimo" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/11/Justo-Verissimo.png" alt="Justo Veríssimo" width="576" height="448" /></a><p class="wp-caption-text">Justo Veríssimo</p></div>
<p>Participem do <a style="text-align: justify;" href="http://movimentogotadagua.com.br/" target="_blank">Movimento Gota D&#8217;Água</a><span style="text-align: justify;">, leiam o post de nosso colega </span><a style="text-align: justify;" href="http://www.diariodoverde.com/movimento-gota-dagua/">Vitor Casadei</a><span style="text-align: justify;"> e saibam mais.</span></p>
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		<title>Movimento Gota D&#8217;Água</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Nov 2011 13:19:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vitor Casadei]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia Verde]]></category>
		<category><![CDATA[Belo Monte]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento Gota D'Água]]></category>
		<category><![CDATA[Xingu]]></category>

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		<description><![CDATA[Galera, uma conversa rápida hoje: vou falar um pouco sobre o Movimento Gota D&#8217;Água. A obra mais polêmica do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), lançado em 2007, está se iniciando e é a Usina Hidrelétrica de Belo Monte. A represa banha parte do Parque do Xingú e com a construção da hidrelétrica cerca de [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/11/Movimento-Gota-D-Agua.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5225" title="Movimento Gota D'Água" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/11/Movimento-Gota-D-Agua.jpg" alt="Movimento Gota D'Água" width="570" height="263" /></a><br />
Galera, uma conversa rápida hoje: vou falar um pouco sobre o <a href="http://www.movimentogotadagua.com.br/" target="_blank">Movimento Gota D&#8217;Água</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">A obra mais polêmica do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), lançado em 2007, está se iniciando e é a Usina Hidrelétrica de Belo Monte.</p>
<p style="text-align: justify;">A represa banha parte do Parque do Xingú e com a construção da hidrelétrica cerca de 640 km² de Mata Atlântica ficarão submersos, e ainda a usina operará com somente 1/3 de sua capacidade, devido a seca que ocorre na região pela maior parte do ano.</p>
<p><object width="580" height="325"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/TWWwfL66MPs?version=3&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/TWWwfL66MPs?version=3&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="325" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Além disto, ribeirinhos e indígenas ficarão sem suas terras também. Você pode encontrar mais informações no <a href="http://movimentogotadagua.com.br/" target="_blank">site do Movimento</a> ou no <a href="http://www.xinguvivo.org.br/" target="_blank">Xingu Vivo</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">O meu pedido a vocês é que entrem no site do movimento e assinem o abaixo assinado que será encaminhado a nossa Presidenta Dilma para a não construção da represa e repassem a notícia pelo Facebook, Twitter, blogs ou qualquer outro meio que possua.</p>
<div style="text-align: center;"><strong>Até a próxima!</strong></div>
<p style="text-align: justify;">Vitor Casadei<br />
Bacharelando em Ciência da Computação pela UFSCar<br />
<strong> E-mail:</strong> <a href="malito:vitor.casadei@gmail.com" target="_blank">vitor.casadei@gmail.com</a><br />
<strong> Facebook:</strong> <a href="http://www.facebook.com/vitor.casadei" target="_blank">http://www.facebook.com/vitor.casadei</a><br />
<strong> Twitter:</strong> <a href="http://www.twitter.com/vCasadei" target="_blank">http://www.twitter.com/vCasadei</a></p>
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		<title>Belo Monte &#8211; de Desconfiança ou Apagões da Consciência?</title>
		<link>http://diariodoverde.com/belo-monte-de-desconfianca-ou-apagoes-da-consciencia/</link>
		<comments>http://diariodoverde.com/belo-monte-de-desconfianca-ou-apagoes-da-consciencia/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 13 Nov 2011 15:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Henrique Rodrigues Menezes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Miradouro]]></category>
		<category><![CDATA[Belo Monte]]></category>
		<category><![CDATA[Escolhas Sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Hidroelétricas]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pará]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Xingu]]></category>

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		<description><![CDATA[As &#8220;necessidades&#8221; do homem branco exigem a busca de formas de produzir mais e mais objetos de consumo. Para tanto, acarreta-se a isto, a necessidade de desenvolver mecanismos de produção, que por sua vez demanda o consumo de energia elétrica , base/fonte principal de energia (junto ao petróleo) para manter o maquinário humano. E por [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">As &#8220;necessidades&#8221; do homem branco exigem a busca de formas de produzir mais e mais objetos de consumo. Para tanto, acarreta-se a isto, a necessidade de desenvolver mecanismos de produção, que por sua vez demanda o consumo de energia elétrica , base/fonte principal de energia (junto ao petróleo) para manter o maquinário humano. E por mais alternativas de geração de energia (eólica, solar, etc.) que existam, a humanidade ainda depende massivamente das energias de origem hidroelétricas, petrolíferas e nucleares. E as implicações ambientais que envolvem estes tipos de produção de energia já são velhos conhecidos.</p>
<p style="text-align: justify">É comum dizer que as grandes metrópoles &#8220;não param&#8221; ou &#8220;não dorme&#8221;. O que implica na produção/consumo de energia para tanto movimento humano. O medo dos &#8220;apagões&#8221;, do escuro, reflete no imaginário coletivo os velhos fantasmas infantis, hoje ofuscados por tanta tecnologia. Mas permanecem lá.</p>
<p> </p>
<div id="attachment_5086" style="width: 590px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/11/Volta-Grande-Xingu.jpg"><img class="size-full wp-image-5086" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/11/Volta-Grande-Xingu.jpg" alt="Volta Grande - Xingu" width="580" height="386" /></a><p class="wp-caption-text">Volta Grande - Xingu</p></div>
<p> </p>
<p style="text-align: justify">Se bem entendi o projeto inicial de Belo Monte previa a construção de um complexo de 05 (cinco) pontos de represamento e a inundação de mais de 1200Km². Os protestos e pressões de movimentos sociais e do Ministério Público levaram a uma série de revisões e aperfeiçoamentos do projeto que hoje prevê um reservatório com cerca de 516 km², 51600 hectáres de floresta inundada, o que deixará submerso parte do Xingu (Volta Grande) e um terço de Altamira. Estima-se que o projeto embora gere emprego e renda durante sua construção, a instalação da usina desalojará mais de 20 mil pessoas<span style="text-align: -webkit-auto">.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="text-align: -webkit-auto"> </span></p>
<p style="text-align: justify"> </p>
<p style="text-align: justify"><span style="text-align: -webkit-auto">Depondo contra os defensores da usina há o argumento de que a capacidade de gerar energia, considerando-se que Belo Monte será a terceira maior usina do mundo, fica comprometida durante os períodos de estiagem. Belo Monte no auge de sua capacidade gerará algo entorno de 11.233 MW de energia em épocas de cheias, que compreendem de três a quatro meses ao ano, caindo para 4.000 MW nas épocas de baixa. Sendo que a maior parte desta energia não será destinada para a região afetada. </span>Para os defensores da obra a Usina de Belo Monte a obra gerará um investimento 19 vezes maior do que o orçamento atual do estado do Pará e defendem que a proposta das obras que, segundo estudos, atingirá apenas um terço da área original a ser alagada.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://3.bp.blogspot.com/_Zw7UaMn21wY/S-2qddgC3lI/AAAAAAAACvE/abKxELCi6Kk/s1600/Trecho+vaz%C3%A3o+reduzida.png" alt="" width="587" height="380" /></p>
<p style="text-align: justify">São quatro décadas de discussão. Progresso e desenvolvimento versus natureza, índios e ribeirinhos. No embate o que há de realmente necessário para o desenvolvimento humano e conservação da natureza? Como otimizar e harmonizar os desejos humanos e o bem estar social? Será que é válido o ditado que diz que para se fazer uma farofa tem que se quebrar os ovos ou para se fazer uma limonada temos que espremer os limões? Será que a ditadura da lógica do desenvolvimento temos que crer na pacífica e paciente aceitação de que dos males que nos seja o menor?</p>
<p style="text-align: justify">Veja no infográfico para visualizar a linha do tempo da UHE de Belo Monte:</p>
<p style="text-align: justify"> </p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/11/UHE-Belo-Monte-Linha-do-Tempo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5088" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/11/UHE-Belo-Monte-Linha-do-Tempo.jpg" alt="UHE Belo Monte - Linha do Tempo" width="580" height="2963" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Para saber mais:</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://www.blogbelomonte.com.br/usina-belo-monte/" target="_blank">http://www.blogbelomonte.com.br/usina-belo-monte/</a></p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://belomontedeviolencias.blogspot.com/" target="_blank">http://belomontedeviolencias.blogspot.com/</a></p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://www.socioambiental.org/esp/bm/index.asp" target="_blank">http://www.socioambiental.org/esp/bm/index.asp</a></p>
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		<title>Belo Monte &#8211; de quê? Tuíra, facões e bordunas</title>
		<link>http://diariodoverde.com/belo-monte-de-que-tuira-facoes-e-bordunas/</link>
		<comments>http://diariodoverde.com/belo-monte-de-que-tuira-facoes-e-bordunas/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 06 Nov 2011 20:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Henrique Rodrigues Menezes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Miradouro]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Belo Monte]]></category>
		<category><![CDATA[Diário do Verde]]></category>
		<category><![CDATA[ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
		<category><![CDATA[recursos hídricos]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Tendemos a analisar o mundo indígena com a lógica cartesiana e imediatista da posse do dinheiro e do poder que ele confere em nossa sociedade&#8221; (Ulisses Capazzoli). Um bom número de pessoas que ouço falar sobre o assunto tende a considerar a construção de Belo Monte como um fato consumado. A despeito das considerações técnicas e das [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/11/retrato-indio-Kayapo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5012" title="Retrato - índio Kayapó" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/11/retrato-indio-Kayapo.jpg" alt="Retrato - índio Kayapó" width="400" height="267" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;<strong><em>Tendemos a analisar o mundo indígena com a lógica cartesiana e imediatista da posse do dinheiro e do poder que ele confere em nossa sociedade</em></strong>&#8221; (Ulisses Capazzoli).</p>
<p style="text-align: justify;">Um bom número de pessoas que ouço falar sobre o assunto tende a considerar a construção de Belo Monte como um fato consumado. A despeito das considerações técnicas e das problemáticas envolvidas a usina será construída. Como dizia minha bisavó: &#8220;Não vai ter nem choro nem vela&#8221;, que impeça a fome ávida do progresso da nação. E contrariando o dito de minha bisavó, o que restará aos ambientalistas será chorar sobre o leite derramado.</p>
<p style="text-align: justify;">Longe de um discurso derrotista, para não desanimar os que querem tomar pé da situação e lutar, ainda há muito que se possa garantir ao meio ambiente e a população indígena (principal população diretamente afetada pelo empreendimento) e ribeirinhos que vivem na região que será inundada pela barragem.</p>
<p style="text-align: justify;">As discussões vêm de longa data. Lá pelos idos da década de 70 a região do Xingú vem sendo avaliada como potencial hidroelétrico. De lá pra cá saíram os militares, presidentes eleitos pelo voto direto e as intenções para com a região continuaram as mesmas. Embora o então Brasil democrático neste tema deixou de ouvir a população mais ameaçada, e por isso mais interessada no assunto à margem das decisões.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo o desrespeito e desconsideração da opinião e das necessidades dos povos indígenas produziu cenas dramáticas que sinalizam a indignação e disposição deste povo em lutar por suas terra e sua dignidade. Foi em 1989 durante o I Encontro dos Povos Indígenas do Xingu que o mundo viu surgir do meio daquele grupo pintados de jenipapo e urucum, a índia kayapó Tuíra empunhando seu facão de lâmina afiada cortando o ar e firmando-o de lado no rosto do então Diretor da Eletronorte, José Antonio Muniz Lopes, que discursava sobre a criação de hidroelétricas na região. As discussões tomaram maior força a partir da criação do <a href="http://www.xinguvivo.org.br/" target="_blank">Movimento Xingu Vivo Para Sempre</a> (MXVS), principal e mais forte opositor a construção de Belo Monte durante a 11ª Encontro dos Povos Indígenas do Xingu no ano de 2008.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/11/Índia-Tuíra.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5013" title="Índia Tuíra" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/11/Índia-Tuíra.jpg" alt="Índia Tuíra" width="500" height="380" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Em 2010, tendo a participação do <a href="http://www.mabnacional.org.br/" target="_blank">Movimento dos Atingidos por Barragens</a> (MAB), a manifestação indígena tornou-se mais contundente. Durante audiência pública na qual o engenheiro Paulo Rezende, da Eletrobrás, tentava convencer uma platéia que lotava um ginásio em Altamira-PA, de que Belo Monte seria benéfica para todos, novo incidente. Ao fim de sua palestra, Roquivam Alves da Silva do MAB tomou a palavra: &#8220;<em>Iremos à guerra para defender o Xingu, se isso for preciso</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;">Como um chamado, a frase levou o grupo kaiapó, pintados e armados de facões e bordunas (arma típica dos kaiapó) a entoar seus cantos e a dançar. Cercaram os membros que estavam na mesa impedindo que deixassem o local. Cercaram o engenheiro e entre empurrões e safanões, numa dança que perdurou uns infindáveis 10 minutos, quando desfez-se o cerco o atordoado engenheiro exibia um profundo corte no braço direito provocado pelo golpe de um facão. Nunca se soube ou identificou-se  quem desferiu o golpe. Salvo engano a india Tuíra estava presente neste dia.</p>
<p style="text-align: justify;">A ideia que se tem dos índios do Brasil perdeu-se ou no mínimo deformou-se no decorrer da colonização branca. Mitificado e caricaturado pela ignorância do branco colonizador. A cena que descrevi pode chocar a nós não indígenas, mas quão violentados estão estes povos que ano a ano vai sendo encurralado em redutos ínfimos de convivência com sua terra, seus costumes e cultura, lutando para preserva-las e garantir que seus descendentes tenham a chance de vive-las.</p>
<p style="text-align: justify;">Para a ignorância e intolerância de muitos lembro de uma frase, não do autor, mas que diz mais ou menos assim: <strong><em>&#8220;Dizem que as corredeiras são violentas, mas o que dirão das margens que as oprimem?&#8221;</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para conhecer mais:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.blogbelomonte.com.br/" target="_blank">http://www.blogbelomonte.com.br/</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://belomontedeviolencias.blogspot.com/" target="_blank">http://belomontedeviolencias.blogspot.com/</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2011/09/um-procurador-contra-belo-monte.html" target="_blank">http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2011/09/um-procurador-contra-belo-monte.html</a></p>
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		<title>Assim como mamilos, hidrelétricas são um assunto polêmico</title>
		<link>http://diariodoverde.com/assim-como-mamilos-hidreletricas-sao-um-assunto-polemico/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 08:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rafael Morais Chiaravalloti]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Café com Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Belo Monte]]></category>
		<category><![CDATA[Usina Hidrelétrica]]></category>

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		<description><![CDATA[Usina hidrelétrica é uma ideia muito boa. Proveniente das aulas de física de segundo grau, o principio básico é transformar a energia potencial dos desníveis das águas em energia elétrica. Uma tecnologia simples que não emite carbono, como na queima dos combustíveis fósseis, não produz resíduos altamente tóxicos, como na usina nuclear, e além de [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/10/Usina-Hidreletrica-Itaipu.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4656" title="Usina Hidrelétrica de Itaipu" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/10/Usina-Hidreletrica-Itaipu.jpg" alt="Usina Hidrelétrica de Itaipu" width="580" height="467" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Usina hidrelétrica é uma ideia muito boa. Proveniente das aulas de física de segundo grau, o principio básico é transformar a energia potencial dos desníveis das águas em energia elétrica. Uma tecnologia simples que não emite carbono, como na queima dos combustíveis fósseis, não produz resíduos altamente tóxicos, como na usina nuclear, e além de tudo é altamente eficaz (a eficiência energética é em torno de 95%). Por esse motivo o Brasil é um grande entusiasta de usinas hidrelétricas.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, se fossem apenas maravilhas, elas não seriam um assunto polemico – <a href="http://www.youtube.com/watch?v=uJpUhN8WW80" target="_blank">até mais que mamilos</a>. Os problemas relacionados à construção de hidrelétricas são muitos, e podem sobrepor a suas vantagens. Primeiramente há necessidade da formação de um grande lago e a consequente inundação da parte lateral do rio (na usina de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Usina_Hidrel%C3%A9trica_Engenheiro_S%C3%A9rgio_Motta" target="_blank">Porto Primavera</a>, por exemplo, o tamanho do lago é praticamente do tamanho de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Luxemburgo" target="_blank">Luxemburgo</a>). O problema é que é nessa região que estão as suas maiores riquezas – chamada várzea do rio. Por causa dos ciclos de inundação que ocorrem durante o ano, a quantidade de nutrientes nesses locais é imensa, e consequentemente há uma riquíssima biodiversidade. Ou seja, com a formação do lago toda a biodiversidade local é suprimida (um jeito mais técnico de dizer morta). Além de que, em razão do solo fértil, muitas populações ribeirinhas vivem nessa região, e, uma vez inundada, eles terão de ser deslocados para outras áreas. Na verdade podemos ficar descrevendo problemas até a próxima aparição do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cometa_Halley" target="_blank">cometa Halley</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">No resumo, assim como todas as questões polemicas, existem grandes vantagens e grandes desvantagens. E para discutir sobre a validade da instalação de uma hidrelétrica é preciso pesar as questões ambientais e sociais junto com os argumentos técnicos. No caso de Belo Monte, realmente é um belo monte de problema.</p>
<p>&#8212;</p>
<p>Rafael Morais Chiaravalloti, autor do livro <a href="http://www.diariodoverde.com/escolhas-sustentaveis/">Escolhas Sustentáveis</a>.</p>
<p>E-mail: <a href="mailto:rafaelmochi@gmail.com">rafaelmochi@gmail.com</a> | <a href="http://www.facebook.com/#!/profile.php?id=100002545060630">Facebook</a> | @<a href="http://twitter.com/R_Chiaravalloti" target="_blank">R_Chiaravalloti</a> (Twitter).</p>
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