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	<title>Diário do Verde &#187; Verdebate</title>
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	<description>Sustentabilidade, em 1° Lugar!</description>
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		<title>VerDebate: Humor e Sensibilização Ambiental #4</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Jun 2014 22:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Gabriel Cerqueira Gonçalves]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Verdebate]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de um hiato de pouco mais de um ano, eis que ressurge, enfim, o VerDebate, o espaço de entrevistas do Diário do Verde! ^^ Agora com frequência de publicação bimestral (a próxima edição deverá ocorrer em Agosto),  em sua quarta edição o blog conta com a presença do Leonardo Valença, cartunista e ilustrador que [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Depois de um hiato de pouco mais de um ano, eis que ressurge, enfim, o <a href="http://www.diariodoverde.com/verdebate/" target="_blank">VerDebate</a>, o espaço de entrevistas do Diário do Verde! ^^ Agora com frequência de publicação bimestral (a próxima edição deverá ocorrer em Agosto),  em sua quarta edição o blog conta com a presença do Leonardo Valença, cartunista e ilustrador que dá vida a personagens educativos ambientais, dentre os quais merece destaque o Lucas, duende ecológico que contribui para a sensibilização ambiental de crianças e adultos. Veja abaixo informações sobre o autor e não deixe de conferir a entrevista completa na sequência.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2014/06/Leonardo_Valenca.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-8537" title="Leonardo Valença" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2014/06/Leonardo_Valenca-877x1024.jpg" alt="Leonardo Valença" width="580" height="676" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nome:</strong> Leonardo Valença Rodrigues (Nome artístico: Léo Valença)<br />
<strong> Idade:</strong> 39 anos (12/08/1974)<br />
<strong> Cidade/Estado:</strong>  Rio de Janeiro, Rio de Janeiro<br />
<strong> Biografia:</strong> Cartunista e ilustrador. Dedica-se desde 2002 a produção de cartuns para sites de humor na internet como o portal Ora Pois. Em 2009 recebeu menção Honrosa na categoria charge no II Festival Internacional de Menções Honrosas para Cartunistas no Rio de Janeiro. Em 2010, organizou o livro Aquecimento Global em Cartuns em parceria com o Portal Brazil Cartoon, publicado pela editora PoD (Print On Demand).O site da editora é <a href="http://www.podeditora.com.br/" target="_blank">www.podeditora.com.br</a>. Foi curador da Mostra de Cartuns Ecológicos no Green Nation Fest 2012 e ganhou ainda o Prêmio de Melhor Cartum pelo Júri Popular. No final deste ano, lançou o Almanaque Ecológico do Lucas também pela editora PoD. Apresentado pelo personagem Lucas, o duende ecológico, o almanaque apresenta textos com uma linguagem simples e didática, ilustrações e passatempos que incentivam práticas que conscientizam sobre a importância da preservação ambiental. O Almanaque Ecológico do Lucas é destinado para professores, alunos e escolas de todo o Brasil. Filiado ao WWF e ao Greenpeace, participou da Liga das Florestas em 2012 pelo Desmatamento Zero. Ficou no ranking entre os 50 colaboradores que mais acumularam pontos na coleta de assinaturas pela petição. Sua posição no ranking foi de 42º lugar.<br />
<strong> Endereço de e-mail para contato:</strong> <a href="malito:leovalencarj@gmail.com" target="_blank">leovalencarj@gmail.com</a><br />
<strong> Redes-Sociais:</strong> <a href="https://twitter.com/lvalencacartuns" target="_blank">Twitter</a> | <a href="https://www.facebook.com/leovalencarj" target="_blank">Facebook</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: medium;"><span style="text-decoration: underline;">Tema da 4ª edição: Humor e Sensibilização Ambiental</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde: </em>Olá Léo, bem-vindo ao VerDebate, obrigado por sua presença aqui no Diário do Verde. De início gostaria de lhe perguntar: Quando foi que você se descobriu enquanto cartunista e ilustrador? Qual estilo de desenho você começou a desenvolver primeiro?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Leonardo: </em>Desde criança sempre quis ser desenhista. Eu lia muitos quadrinhos da turma da Mônica e sonhava um dia ser um Maurício de Souza. Eu gostava de criar personagens baseados em colegas de sala de aula e vendia as minhas revistinhas para eles. Fiz alguns cursos de desenho no Senac durante a adolescência, entre eles, fiz um curso de desenho de humor que gostei muito. Sempre curti muito humor gráfico e o curso me despertou a vontade de ser cartunista. Comecei a produzir cartuns de forma profissional em 2002, quando iniciei a minha carreira como cartunista ao publicar o meu portfólio num site de hospedagem gratuita na internet. Daí em diante comecei a produzir cartuns para vários sites de humor na rede.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde: </em>A profissão de desenhista no Brasil, infelizmente, não é regulamentada por lei, o que invariavelmente abre espaço para a desvalorização desta importante função no mercado de trabalho. Em algum determinado momento você sofreu por conta de escolher seguir a carreira de desenhista &#8211; pessoal ou profissionalmente?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Leonardo: </em>A profissão de cartunista está em franco crescimento, quando considerados os meios para trabalhar, mas é seletivo ao mesmo tempo. Acredito que quem faz o reconhecimento são os profissionais que estão trabalhando e quanto mais pessoas se interessarem pelo humor gráfico tende a chegar em um reconhecimento. Atualmente falta espaço para trabalhar cartuns, tiras e charges na mídia impressa. Já na mídia digital o espaço aumenta. Confesso que enfrento muitas dificuldades na profissão como a estabilidade, a falta de uma regulamentação, mas acredito que esses desafios tornam as conquistas saborosas. Ressalto ainda que, o interessante na profissão é a possibilidade de aprender todos os dias escrevendo e desenhando. O cartunista é um comunicador. Suas ideias são compartilhadas por leitores e admiradores de seu trabalho. Seu trabalho emociona pessoas, transforma ideias, cria um mundo diferente. Os desenhos são uma forma fantástica de passar mensagens. Além disso, desenhar e criar histórias é muito divertido. E nada melhor do que trabalhar com alguma coisa que a gente se diverte fazendo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> É visível e de se admirar o seu engajamento na área de meio ambiente. O interesse de atuar na causa verde foi algo que surgiu naturalmente, ou não?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Leonardo:</em> Eu percebia que o tema do aquecimento global atraía cada vez mais a atenção dos profissionais da área de humor gráfico, que o citavam em salões de humor e exposições. O tema da ecologia sempre foi abraçado por artistas e agora mais do que nunca com este problema mundial que atualmente pipoca em forma de reportagens, notas e editoriais. O crescimento no número de concursos que exploram o assunto me chamou a atenção, como exemplo, já tivemos o Salão de Humor pela Floresta Amazônica, Salão do Humor da Amazônia &#8211; Ecologia no traço, Ecocartoon entre outros. Em 2007, assisti o Live Earth, na praia de Copacabana, que reuniu cantores em diversos cantos do mundo em torno do aquecimento global. O Concerto me inspirou como artista a contribuir na conscientização do tema através da minha arte. Preocupado com a importância da preservação do nosso planeta e interessado em contribuir no processo de conscientização da população, tive a ideia de organizar a obra “Aquecimento Global em cartuns”. A publicação reúne trabalhos de diversos cartunistas sobre o tema. Posteriormente, pensando na construção de uma comunidade global sustentável, surgiu a ideia de criar o personagem Lucas que trouxesse a importância da sensibilização e da educação, começando por nossas crianças.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> É muito mais fácil conseguir sucesso na transmissão de uma ideia ao se fazer uso da clareza, espontaneidade e simplicidade. Partindo desse pressuposto, como você enxerga a questão do humor como agente de mudança na questão ambiental?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Leonardo:</em> O cartum como ferramenta de problematização de questões ambientais pode atuar como importante meio de conscientização social acerca dessa temática, principalmente no contexto atual, no qual o planeta carece de novos modelos de gestão dos seus recursos naturais. A agilidade com que a arte ilustrativa transmite conteúdos informativos a um dado observador é encarada como sendo muitas vezes superior àquela das informações verbais veiculadas em forma de texto. Em outras palavras o humor gráfico se configura como uma espécie de chamada persuasiva para o leitor como um &#8220;Ei, psiu! Veja isso!&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> Há muitas ou poucas pessoas, na sua opinião, trabalhando no sentido de democratizar a informação de uma maneira alegre e divertida?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Leonardo:</em> Há muitas pessoas que atualmente trabalham no sentido de promover uma democratização da informação de forma bem humorada. Os cartunistas por exemplo, através do humor gráfico, realizam um trabalho de <em>edutainment</em>, que quer dizer educação+entretenimento. Acredito que a melhor maneira de educar é através de uma experiência atrativa e prazerosa com base nesses conceitos. O <em>edutainment</em> é a combinação da educação a partir do entretenimento, usando-se normalmente o ambiente lúdico para estimular a aprendizagem.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> Há muitos desafios a serem superados no sentido de alcançarmos uma sociedade mais sustentável, no sentido amplo do conceito: que seja ambientalmente correta; economicamente viável e socialmente responsável. Seguindo esta lógica de pensamento quais são os maiores desafios que o nosso país tem de superar para ser verde, no seu ponto de vista?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Leonardo: </em>Hoje se fala muito em ecologia e sustentabilidade. Mesmo com essa consciência a perambular pela sociedade, a triste realidade é que ainda são muito poucos os que fazem o mínimo necessário pelo meio ambiente. O papel do setor empresarial e industrial deverá ser o de buscar novos modelos de desenvolvimento e criatividade, mudando atitudes e valores, através de processos que têm como princípio a sustentabilidade ambiental. Este novo cenário deve estar voltado para a busca do reaproveitamento de toda matéria prima ou resíduo utilizado, através de novos processos tecnológicos. Em um futuro próximo, uma empresa ética poderá ser aquela que obtiver os melhores processos de sustentabilidade em seus produtos, pois serão concebidos pensando na preservação do meio ambiente. O produto descartado que puder ser reciclado e reutilizado em um processo produtivo será o grande diferencial. As empresas e indústrias que se comprometerem nesta nova era da ecoeficiência sustentável certamente serão compensadas por suas atitudes éticas para com o meio ambiente e as gerações futuras. E isso nós, como consumidores, devemos exigir. Aprender a consumir de maneira responsável será imprescindível nas próximas décadas. Cabe ao governo também fazer sua parte, através de programas de responsabilidade socioambiental, investindo para um comprometimento com o conceito de sustentabilidade, que é muito falado, porém muito pouco praticado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> Ainda que desempenhemos várias tarefas simultaneamente é bem verdade que todo profissional tem um foco de atuação, um assunto que goste mais e tenha paixão em trabalhar por ele. A pergunta que lhe faço é: Qual é o tema da área ambiental que mais chama a sua atenção?</p>
<p style="text-align: justify;"><em><em>Leonardo: </em></em>Há vários temas abordados no livro que considero muito importantes como a poluição, desmatamento, queimadas, mas destaco a reciclagem como um ponto bem importante a ser difundido entre os mais jovens.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>8 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> De todos os trabalhos que você desenvolveu há algum que você tenha carinho especial, seja por marcar um momento da sua vida ou lhe tornar um profissional mais conhecido?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Leonardo: </em>O Almanaque Ecológico do Lucas marcou bastante a minha vida e continua ainda, pois o carisma do meu personagem tem atraído cada vez mais a atenção das crianças e dos adultos preocupados com a educação ambiental de seus filhos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>9 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde: </em>No ano de 2010 você publicou o livro &#8220;Aquecimento Global em Cartuns&#8221;, publicado pela Editora Print OnDemand, que possibilita a compra de livros a partir de um exemplar através da internet. Nele há a participação do personagem Lucas, o duende ecológico, que sensibiliza crianças e jovens, de modo especial, a lutarem em defesa do meio ambiente. Quando surgiu a inspiração para publicar o livro? Os resultados da publicação foram superiores aos resultados esperados por você? Conte mais a respeito dele para os leitores e visitantes.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Leonardo: </em>Pensando na construção de uma comunidade global sustentável, surgiu a ideia de criar um personagem que trouxesse a importância da sensibilização e da reeducação, começando por nossas crianças. Idealizei um personagem que pudesse se dirigir diretamente às crianças e jovens e a partir daí, também chamar a atenção dos adultos. Esse personagem chama-se Lucas, e é um duende ecológico. Ele é um defensor da natureza, com um jeito irreverente, perspicaz e com ações totalmente voltadas para a ética, a consciência ecológica e a sustentabilidade. Lucas busca sensibilizar as crianças e jovens para que adotem atitudes corretas em relação às questões do meio ambiente, da sustentabilidade e uma vida mais saudável. Assim, pensei em criar um almanaque do personagem que pudesse ensinar e ao mesmo tempo divertir com textos fáceis, passatempos e desenhos. O resultado do livro junto ao público infantil tem crescido muito atualmente. O interesse pelo Lucas nas redes sociais, visitas na fanpage do Facebook, tweets e posts em blogs, sites, jornais e revistas aumentam a cada dia.  Fico bastante feliz e é gratificante ter esse reconhecimento da crianças pelo meu trabalho. Devido a esse sucesso, estabeleci uma parceria com uma loja virtual de produtos ecológicos, a Rio Eco Consciente, que desenvolveu uma linha de brinquedos inspirada no Lucas (boneco, fantoche, entre outros). Até o final deste mês, pretendo ainda lançar um site dedicado ao personagem.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>10 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> Para finalizar a nossa entrevista gostaria que você deixasse uma mensagem de encerramento. Quais medidas simples você adota no dia-a-dia e pode estar compartilhando conosco, no sentido de incentivar a preservação do meio ambiente em casa, na escola ou no trabalho?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Leonardo: </em>São pequenos gestos e atitudes que adoto em meu dia a dia, que contribuem bastante na preservação do nosso planeta. Economizar energia, o meio ambiente agradece e seu bolso também; evitar o desperdício de água; reaproveitar tudo que puder; o que você não usa mais pode ser reaproveitado por outras pessoas; não jogar lixo em vias públicas, ou em áreas verdes; separar os lixos recicláveis dos não-recicláveis; não criar animais silvestres em casa; usar produtos que consomem menos energia e não agridam o meio ambiente. A Terra é a nossa casa. Satisfazer as próprias necessidades sem reduzir as oportunidades das próximas gerações é prover o melhor para as pessoas e para o planeta, tanto agora como no futuro. Devemos retribuir o carinho com que a Mãe Terra nos acolhe e ajudar neste processo de preservação do meio ambiente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong style="text-align: center;">Não esqueça de deixar seu comentário e sua opinião, querido(a) leitor(a), e enviar sugestões para as próximas edições. E-mail: <a href="mailto:verdebate@diariodoverde.com">verdebate@diariodoverde.com</a>.</strong></p>
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		<title>VerDebate: Agir é Preciso #3</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Jun 2013 10:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Gabriel Cerqueira Gonçalves]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Verdebate]]></category>

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		<description><![CDATA[Na última edição do VerDebate, realizada há pouco mais de um ano atrás, o Diário do Verde frisou que para mudar a realidade, antes de mais nada, é preciso conhecê-la, tal como ela verdadeiramente é. Mas não basta apenas saber, é preciso refletir e, imediatamente, agir. Por isso, em sua terceira edição, o blog conversa [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Na última edição do VerDebate, realizada há pouco mais de um ano atrás, o Diário do Verde frisou que para mudar a realidade, antes de mais nada, é preciso conhecê-la, tal como ela verdadeiramente é. Mas não basta apenas saber, é preciso refletir e, imediatamente, agir. Por isso, em sua terceira edição, o blog conversa com a Manuela Araújo, blogueira e ativista ambiental de Portugal*, que através de suas pequenas ações, tem gerado grandes resultados.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2013/02/Manuela-Floresta.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7492" title="Manuela - Floresta" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2013/02/Manuela-Floresta.jpg" alt="Manuela - Floresta" width="580" height="563" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nome:</strong> Maria Manuela Salgado Alves de Araújo<br />
<strong> Idade:</strong> 50 anos (17/09/1962)<br />
<strong> Cidade/Estado:</strong>  Vila Nova de Famalicão (distrito de Braga), Portugal<br />
<strong> Biografia:</strong> Engenheira química e arquiteta, trabalha num município do norte de Portugal nas áreas do urbanismo e ambiente. Dedica o tempo livre à consciencialização para a sustentabilidade através do blog <a href="http://sustentabilidadenaoepalavraeaccao.blogspot.pt/" target="_blank">Sustentabilidade é Acção</a>, a atividades relacionadas com o ambiente e sustentabilidade no grupo <a href="http://famalicaomelhor.blogspot.pt/search/label/Famalic%C3%A3o%20em%20Transi%C3%A7%C3%A3o" target="_blank">Famalicão em Transição</a>, à permacultura e à horticultura ecológica.<br />
<strong> Endereço de e-mail para contato:</strong> <a href="malito:mmsaaraujo@gmail.com" target="_blank">mmsaaraujo@gmail.com</a><br />
<strong> Redes-Sociais:</strong> <a href="https://twitter.com/Sustent_Accao" target="_blank">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/pages/Sustentabilidade-%C3%A9-Ac%C3%A7%C3%A3o/142468799108919" target="_blank">Facebook</a> | <a href="https://plus.google.com/108460373989997090738" target="_blank">Google+</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: medium;"><span style="text-decoration: underline;">Tema da 3ª edição: Agir é Preciso</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> Manuela, bem-vinda ao VerDebate, obrigado por ter acenado positivamente ao convite. Para dar início a nossa entrevista, indo ao encontro do tema proposto, gostaria de lhe perguntar: O que motivou você a aderir a causa ambiental e criar, consequentemente, o blog Sustentabilidade é Acção?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Manuela:</em> Eu é que agradeço a oportunidade. Sempre achei que a natureza devia ser respeitada, e a constatação de que está a ser desrespeitada e abusada pela civilização de forma dramática e assustadora é que me fez procurar alertar também os outros para o perigo em que colocamos as próximas gerações. Esse alerta foi muito amplificado quando frequentava o mestrado em tecnologias do ambiente, em 1993, sobretudo através da disciplina de “Ecologia”, que me fez ver o perigoso desequilíbrio que a nossa espécie estava provocar na Terra. A partir daí, o meu modo de viver foi mudando sobretudo no sentido de diminuir o consumo a vários níveis. O blogue <strong>Sustentabilidade é Acção</strong> surgiu muito depois, em 2009, numa conjugação de vários fatores: depois de começar a obter informação na internet que não é divulgada nos meios de comunicação tradicionais, quando os filhos já eram mais crescidos e me deixavam mais tempo livre, e quando percebi que a blogosfera poderia ser um importante meio difusor de informação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> O meio ambiente tem ganhado cada vez mais importância, ano a ano, em todas as partes do mundo. Contudo, a tomada de consciência se mostra ainda insuficiente a ponto de sustentar a mudança que precisa acontecer. O que fazer para mudar este panorama? Em Portugal, o movimento ambientalista por parte da população, de um modo geral, é forte frente às questões de interesse comum?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Manuela:</em> Para mudar este panorama, como diz, é preciso uma forte tomada de consciência por parte da população, e a mudança é um processo simultaneamente individual, social e cultural, e por isso, muito lento. No entanto, a velocidade com que os recursos naturais desaparecem é muito superior à velocidade de mudança da sociedade. Assim, caminhamos para o colapso de certos sistemas naturais que vão implicar forçosamente um colapso civilizacional; nessa altura, as pessoas vão perceber que têm de mudar para se adaptar; aí, a mudança vai ser rápida, mas vai ser muito, muito dolorosa. Quanto ao movimento ambientalista em Portugal, existem associações e grupos de pessoas com um papel muito importante na defesa do ambiente, no entanto, são poucos os associados e apenas uma franja muito pequena da população participa ativamente. Por isso, e na minha opinião, essa fragilidade implica que esse movimento não tenha ainda a força necessária nem suficiente para defender os interesses comuns face aos interesses instalados.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> Paralelamente ao blog &#8220;Sustentabilidade é Acção&#8221; você também cuida de um outro espaço, o &#8220;<a href="http://sustentabilidadeeaccao.blogspot.pt/" target="_blank">Agir pela Sustentabilidade</a>&#8220;. Boas práticas merecem ser divulgadas e replicadas. Entretanto, nós bem sabemos que não basta apenas o cidadão fazer a sua parte, pois os maiores responsáveis pela degradação da Terra são as grandes corporações, que por sua vez, determinam as ações dos governos, muitas vezes. Até que ponto a ação individual pode ser considerada eficaz?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Manuela:</em> A ação individual é a principal opção, sobretudo através do exemplo positivo que se vai replicando, quer através da informação àqueles que nos rodeiam! Claro que seria muito importante que a defesa do ambiente fosse uma prioridade dos governos, pois assim seria muito mais eficaz. Só que essa não é uma verdadeira alternativa, pois, como diz, os governos são praticamente controlados pelo poder económico e financeiro das grandes multinacionais, e perfeitamente viciados em “crescimento” económico. Veja o caso de Portugal, em que a “crise” tem justificado um “andar para trás” a nível ambiental sem precedentes &#8211; diminuição de coimas ambientais, promoção da monocultura de eucalipto, barragens em paisagens protegidas, etc.; ou o caso do Brasil em que a ambição de crescimento tem permitido a continuação da destruição da floresta &#8211; novo código florestal mais permissivo, a barragem de Belo Monte e a destruição do Rio Xingu, o genocídio do Povo Guarani Kaiwoá, etc.; ou o caso dos EUA onde recentemente permitiram uma lei que praticamente concede imunidade total à Monsanto, uma empresa que detém 90% do mercado de transgénicos e com um historial de corrupção inacreditável.  Os (maus) exemplos recentes por esse mundo fora que demonstram como os governos estão controlados pelo poder financeiro e económico  dariam uma enorme e triste enciclopédia! Mas essa constatação não pode nem deve ser impeditivo de as pessoas se manifestarem e exigirem a mudança, antes pelo contrário!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> O planeta tem os seus limites. O capitalismo, em contrapartida, defende que é possível crescer sempre, em escala infinita. Como você avalia o conceito de desenvolvimento sustentável, tal como é utilizado hoje? É possível um &#8220;capitalismo verde&#8221;?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Manuela:</em> O capitalismo já nos demonstrou que é um verdadeiro predador de recursos e de vidas humanas. É uma filosofia de mercado que não respeita nem os limites do planeta nem os limites das pessoas. É uma procura incessante de lucro para poucos à custa de muitos e da destruição feroz de recursos. E esta economia verde de que tanto se fala mais parece o capitalismo a pintar-se de verde, como um lobo a vestir pele de cordeiro. Se vir bem, esta economia verde está a ser impulsionada pelas mesmas corporações que tem vindo a destruir recursos e a acumular riquezas. Portanto, o princípio está errado. Só uma economia que não vise o lucro de alguns á custa dos outros pode defender o planeta e as pessoas. Não é o caso desta “economia verde”, e esse não é o caminho do desenvolvimento sustentável. O desenvolvimento não será sustentável se só se basear em tecnologias que emitam menos CO2. Terá de ser uma nova abordagem que acabe com o paradigma do “crescimento económico”, que respeite os limites do planeta e a natureza, e que coloque a felicidade das pessoas acima do lucro. Só será conseguida quando for globalmente admitido que crescimento económico continuado é impossível, quando a palavra competitividade for substituída pela palavra cooperação, quando se pensar, planear e decidir a longo prazo &#8211; para as gerações seguintes, e não no prazo de um mandato político, e quando for entendido que o planeta não precisa dos humanos, mas que os humanos é que precisam do planeta.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> Enquanto engenheira química, muito provavelmente você deve ter presenciado alguma situação que lhe causou surpresa e consequente espanto. Quais vivências mais lhe chamaram a atenção neste ramo de atuação?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Manuela:</em> O primeiro choque foi logo durante o curso, quando visitei uma indústria alimentar, onde nos mostraram como eram feitos os “aromas”, no caso, para bebidas: deram-nos a cheirar dois produtos químicos de síntese, ambos com um cheiro horrível, depois, juntaram os dois e quando cheiramos… cheirava a maçã; fiquei logo espantada, e pensei, “mas que porcaria nos fazem ingerir?” Outro caso que me causou surpresa, já quando trabalhava na área, foi constatar que as águas subterrâneas da zona onde vivo (e soube depois, de todo o lado onde há agricultura), estavam quase todas contaminadas com nitratos, devido aos adubos químicos usados na agricultura, e nada se fazia para mudar a situação. Mais tarde, quando me apercebi da manipulação genética de alimentos vegetais, e também de animais, sem estudos de longo prazo sobre os efeitos na saúde e no ambiente, sem entidades independentes a regular, o meu espanto foi total. Depois disso, já pouco me espanta nesta área!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> São muitos os problemas ambientais a ser sanados. Quem acessa o blog Sustentabilidade é Acção pode observar claramente que uma de suas principais bandeiras é a defesa por alimentos seguros, ou seja, a luta contra os alimentos transgênicos, cada vez mais presentes na vida das pessoas, seja diretamente na mesa ou indiretamente, como por exemplo na ração animal. Porquê é preciso dizer não?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Manuela:</em> A alimentação é o tema, dentro das questões com influência ambiental, que mais afeta a vida das pessoas, e ao mesmo tempo, é aquele em que a ação individual pode representar uma maior mudança. A alimentação é um bem de primeira necessidade, tem uma influência direta na saúde das pessoas, e tem um enorme impacto ambiental a nível mundial. Veja-se só a brutal e perigosa desflorestação que tem ocorrido no Brasil para transformar floresta tropical em campos de cultivo de alimentos para animais. Os transgénicos, criados sob a bandeira de “acabar com a fome no mundo”, afinal o que conseguiram foi enriquecer ainda mais as multinacionais que os criaram e comercializam (cujo mercado é detido a 90% pela Monsanto), empobrecer agricultores que continuamente se endividam para pagar sementes, pesticidas e tecnologia a essas empresas, colocar em risco a saúde das pessoas, pois os produtos chegam ao cultivo extensivo e ao mercado sem estudos fidedignos e fiáveis, e provocar um decréscimo assustador na biodiversidade e na fertilidade dos solos; e não <strong>diminuíram</strong> a fome no mundo, antes têm <strong>contribuído</strong> para o seu aumento através do desvio de rendimentos e do &#8220;land grabbing&#8221;, sobretudo nos países mais pobres. Uma mudança individual nas escolhas que se fazem a nível alimentar será uma verdadeira revolução silenciosa contra esse capitalismo predador que se alimenta dos recursos naturais e da felicidade das pessoas. Escolhendo uma alimentação biológica ou orgânica, cultivando os próprios alimentos, preferindo comprar os alimentos produzidos localmente, rejeitando produtos com transgénicos, com mais químicos e mais processados, e reduzindo substancialmente a alimentação à base de produtos de origem animal, são caminhos eficazes de não “alimentarmos” esse sistema que tanto mal faz às pessoas, à saúde e ao planeta.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> No decorrer do processo evolutivo da humanidade o homem saiu da vida nômade e fixou residência, criando o que hoje conhecemos por cidade em nosso planeta. A vida em comunidade que surgiu por uma questão de inteligência e sobrevivência, como você bem pontua na página &#8220;Sobre&#8221; do Sustentabilidade é Acção, nunca esteve tão ameaçada a ponto de hoje mal sabermos quem é o vizinho que mora ao lado de nós e talvez até quem vive dentro de nossas casas. Se isso não fosse suficiente ainda há a falta de planejamento urbano, de mobilidade, que restringe ainda mais a interação social &#8211; leia-se a real, cada vez mais escassa. Como você avalia a cidade dos dias atuais, tendo visto a sua atuação nesta importante questão?</p>
<p style="text-align: justify;"><em><em>Manuela:</em></em> É muito difícil responder a essa pergunta, porque existem imensos tipos de cidades, umas que funcionam melhor, outras pior, e imensos são também os fatores que contribuem para o desempenho. A falta de planeamento urbano é um dos fatores que contribui para o mau desempenho, mas não sei se um mau planeamento não será ainda pior; além disso, mesmo um bom planeamento em determinada época pode resultar muito mal quando as condições sociais, económicas e ambientais mudam inesperadamente. Há dois fatores que considero muito importantes nas cidades: a sua dimensão e a presença da natureza na cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto à dimensão da cidade, julgo que o passado e o presente já comprovaram que é nas maiores cidades onde existe mais pobreza e mais criminalidade; além disso, a dimensão de uma cidade, em número de habitantes, não deveria ultrapassar o limite da sustentabilidade, ou seja, a cidade deveria obter a maioria dos recursos básicos para a sua sobrevivência (água, alimentos e energia) no seu raio de ação ou no seu município. Isso só seria conseguido com bom planeamento no passado; agora, é muito difícil reverter esta situação.</p>
<p style="text-align: justify;">A presença da natureza na cidade é cada vez mais urgente, pois os seres humanos precisam de sentir a natureza para se sentirem completos e saudáveis, física e mentalmente; não chega plantar árvores nas ruas e construir pequenos parques, são precisas zonas naturais e selvagens onde possa funcionar um ecossistema; é também urgente, e cada vez mais, a integração da agricultura urbana na cidade. Neste aspeto, não podia deixar de referir o <a href="http://sustentabilidadenaoepalavraeaccao.blogspot.pt/2013/03/a-estrutura-ecologica-da-cidade-regiao.html" target="_blank">Arq. Paisagista Gonçalo Ribeiro Telles</a>, português, que recentemente recebeu o <a href="http://expresso.sapo.pt/nobel-da-arquitetura-paisagista-para-goncalo-ribeiro-telles=f799199" target="_blank">Prémio <em>Sir Geoffrey Jellicoe</em></a> de arquitetura paisagista (equivalente ao Nobel em prestígio, mas sem dinheiro de prémio), e que há cerca de quarenta anos vem alertando para a necessidade de o campo fazer parte da cidade e da cidade fazer parte do campo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>8 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> &#8220;O meu direito acaba quando ele passa a invadir o de outra pessoa.&#8221; Seguindo a linha de raciocínio desta afirmação, gostaria que você comentasse a respeito do crescente movimento de privatização e disputa da água no mundo. O que podemos esperar para os próximos anos, geopoliticamente falando, na sua opinião?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Manuela:</em> Infelizmente, parece que a espécie humana ignora as lições da história, e os mesmos erros são cometidos depois de se constatarque foram erros no passado. O crescente movimento de privatização da água faz parte do crescente movimento de privatização de tudo quanto há, nomeadamente dos recursos naturais. É uma falácia total: enganam-se os cidadãos com a fábula de que os recursos são melhor geridos por entidades privadas e adormecem-se os cidadãos com futebol, telenovelas, big-brothers e notícias encomendadas. E depois do Estado (todos nós) pagar os grandes investimentos em infra-estruturas, privatizam-se os respetivos lucros, enquanto a população paga cada vez maiores faturas, e enquanto as tais empresas, muitas vezes com monopólios, amealham enormes lucros! Em Portugal, já temos o caso da energia elétrica, que não lhe chegava ter o monopólio da electricidade, ainda tem agora o gás natural. A electricidade e o gás, cada vez mais caros. A tal empresa, cada vez com maiores lucros.</p>
<p style="text-align: justify;">No que se refere à água, a União Europeia pressiona o Governo, que por sua vez chantageia os municípios: aqueles que não aderirem à privatização da água, terão as suas receitas a partir do orçamento de estado diminuídas. Está demonstrado por esse mundo fora que a privatização da água é um engano, como comprovam os casos de Cochabamba, na Bolívia (a <a href="http://www.ecodebate.com.br/2010/03/01/cochabamba-guerra-da-agua-completa-10-anos/" target="_blank">guerra da água</a>), ou de Paris, e muitas outras cidades, que acabaram por <a href="http://sustentabilidadenaoepalavraeaccao.blogspot.pt/2013/03/dia-mundial-da-agua-2013.html" target="_blank">remunicipalizar</a> a água. A água é um bem demasiado essencial, é como o sol e o ar, com que direito pode servir para dar lucro a alguns à custa de tantos?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>9 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> O mundo é movido pelo petróleo. Só que como bem sabemos, esta é uma fonte de energia finita, além de ser altamente prejudicial ao meio ambiente. Como você avalia as seguintes fontes alternativas: biodiesel, hidreletricidade, energias solar, eólica, nuclear e hidrogênio? A tecnologia atual é suficiente ou há ainda muito a ser feito?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Manuela:</em> Não há dúvida que o petróleo foi, depois do carvão, mas muito mais que este, o motor da revolução industrial, foi a energia barata em forma líquida e transportável, que permitiu a explosão demográfica que ainda vivemos. Tendo já atingido o pico, o seu declínio cruza-se com a procura cada vez maior. Por isso, muitos procuram a solução milagrosa para o substituir. Não acredito que tal alternativa exista. A energia nuclear, para além dos gravíssimos riscos que comporta, é também finita, estima-se em algumas décadas a duração das reservas de minérios contendo as matérias primas (urânio, tório, plutónio). O biodiesel tem sido também uma perigosa solução, pois está a ser responsável pela desmatação e pela diminuição da produção alimentar. Quanto às energia renováveis (solar, eólica, hidroelétrica), todas elas serão necessárias. No entanto, a energia hidroeléctrica seria uma boa opção, se utilizada em pequenas unidades (microprodução), e não em grandes barragens que destroem ecossistemas e comunidades inteiras. Sobre a energia a hidrogénio, não tenho informação suficiente, mas julgo que também não será uma solução de grande futuro, pois o gás hidrogénio não existe nessa forma na natureza e terá de ser fabricado, e para tal, gastar-se-á energia. Penso que ainda há que aperfeiçoar as tecnologias renováveis, de forma não só a torná-las mais eficientes, como menos consumidoras de recursos e menos impactantes na natureza. No entanto, aquilo que preconizo é o caminho de energia descendente, um percurso que alia a mudança de hábitos (pessoais, industriais e agrícolas) no sentido de menor consumo de energia, a maior eficiência energética e o uso de energias renováveis. Este é o caminho da Permacultura e das Comunidades em Transição.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>10 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> No ano 1980, o escritor inglês Alvin Toffler, em seu livro &#8220;A Terceira Onda&#8221;, de maneira inovadora, dividiu a história recente da humanidade em ondas, usando cada uma para simbolizar mudanças gigantescas para o homem a nível mundial: A primeira onda representando a Revolução Agrícola &#8211; época em que a terra era muito valorizada e as famílias eram grandes, unidas e cada um era considerado como ser único (onde a roupa entrava na pessoa e não a pessoa que tinha de entrar na roupa &#8211; tempo do alfaiate); a segunda onda representando a Revolução Industrial &#8211; época em que o capitalismo se instalou na economia, a máquina adquiriu mais importância que o homem e deu-se o surgimento da cultura de massa; e por fim, a terceira onda, representando a Revolução Tecnológica &#8211; a era da internet, da globalização e de onde &#8220;ter e parecer&#8221; é o que há. O quadro não está nada bom, entretanto, ao que tudo indica, estamos presenciando uma revira-volta na situação e existe a possibilidade concreta de entrar em cena uma nova onda, a Revolução da Sustentabilidade, onde o meio ambiente, as pessoas e o ser humano serão prioridade e onde o &#8220;Ter e parecer&#8221; virá abaixo. O que você pensa a respeito dessa afirmação, Manuela?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Manuela: </em>Não li o livro que menciona, apenas algumas passagens mas parece que Alvin Toffler acertou na terceira onda (ou terceira vaga), pelo menos até agora. Bem vemos como tanta coisa se está a desmaterializar, como a globalização continua rapidamente a ocorrer, como a maioria (e aqui falo sobretudo nas novas e fortes economias emergentes) continua na ânsia de ter e de comprar. Toffler preconiza o cenário tecnológico delirante: a tecnologia cria os problemas, a tecnologia resolve os problemas que cria, criando outros problemas piores, e assim sucessivamente, num ciclo vicioso ou espiral que (julgam que) não tem fim… mas terá fim, não só porque tudo tem um fim, como porque é insustentável! Sim, parece que estamos mesmo nessa Terceira Vaga!</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre a Revolução da Sustentabilidade, acho que ela está a começar, um pouco por todo mundo, mas apenas em faixas muito restritas da população (de mente mais aberta), e aproveitando a Terceira Onda para a partilha de conhecimento. Refiro-me à Permacultura, à Transição, às Ecoaldeias, Ecovilas, e Ecocidades. Se atingirá proporções que a tornem uma verdadeira Quarta Onda, não posso saber, mas, pelo caminho que leva, não acredito num futuro comandado pela tecnologia e pela ciência. Ou virá essa quarta onda da sustentabilidade a tempo, ou virá um tsunami civilizacional que instalará o caos, porque a Terra é finita e não aguenta esta velocidade de consumo de recursos por muito mais tempo, e esta “civilização” humana irá colapsar quando não tiver disponível os recursos básicos à sobrevivência humana.</p>
<p style="text-align: justify;">*A grafia original da autora foi mantida neste artigo (Português de Portugal).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Não esqueça de deixar seu comentário e sua opinião, querido leitor, e enviar sugestões para as próximas edições. E-mail: <a href="mailto:verdebate@diariodoverde.com">verdebate@diariodoverde.com</a>.</strong></p>
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		<title>VerDebate: Descobrir a Cidade #2</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 15:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Gabriel Cerqueira Gonçalves]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Verdebate]]></category>

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		<description><![CDATA[Para conservar, é indispensável conhecer. Neste intuito, o Diário do Verde apresenta a 2ª edição do VerDebate, que propõe incentivar você leitor e leitora a descobrir e valorizar sua cidade. Nome: Valter Aguiar Idade: 45 anos (02/10/1966) Cidade/Estado: Curitiba/PR &#8211; atual &#124; Santos/SP &#8211; natal. Biografia: Jornalista, tradutor, radioescuta nas poucas horas vagas. Viu no [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Para conservar, é indispensável conhecer. Neste intuito, o Diário do Verde apresenta a 2ª edição do VerDebate, que propõe incentivar você leitor e leitora a descobrir e valorizar sua cidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/11/Valter-Aguiar.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5192" title="Valter Aguiar" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/11/Valter-Aguiar-580x435.jpg" alt="Valter Aguiar" width="580" height="435" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nome:</strong> Valter Aguiar<br />
<strong> Idade:</strong> 45 anos (02/10/1966)<br />
<strong> Cidade/Estado:</strong> Curitiba/PR &#8211; atual | Santos/SP &#8211; natal.<br />
<strong> Biografia:</strong> Jornalista, tradutor, radioescuta nas poucas horas vagas. Viu no Parques e Praças a oportunidade de mostrar como o meio ambiente pode ser conservado na selva urbana.<br />
<strong> Endereço de e-mail para contato:</strong> <a href="malito:contato@parquesepracasdecuritiba.com.br" target="_blank">contato@parquesepracasdecuritiba.com.br</a><br />
<strong> Redes-Sociais:</strong> <a href="http://twitter.com/ppcuritiba" target="_blank">Twitter</a> | <a href="http://pt-br.facebook.com/profile.php?id=100001050834371" target="_blank">Facebook</a> | <a href="http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=3530380023230718781" target="_blank">Orkut</a> | <a href="https://plus.google.com/100865592352255127758" target="_blank">Google+</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: medium;"><span style="text-decoration: underline;">Tema da 2ª edição: Descobrir a Cidade</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> Valter, muito obrigado por sua atenção e disponibilidade, bem-vindo a mais um VerDebate. Como e quando surgiu o Parques e Praças de Curitiba? Você conta com o apoio da prefeitura, ou não?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Valter:</em> As pessoas que acompanham o site costumam se espantar quando digo que não sou de Curitiba. Nasci em Santos/SP e moro em Curitiba desde 2007. O que mais chamou a atenção foi a quantidade de áreas verdes da Cidade. Paralelamente, ao morar aqui, precisei debruçar-me sobre o mapa da rede transporte coletivo por dois meses, até aprendê-lo razoavelmente. Daí veio a ideia de compartilhar esse conhecimento com as pessoas pela Internet. Pesquisa daqui, pesquisa dali, o site Parques e Praças de Curitiba entrou online no dia 29 de março (aniversário da Cidade) de 2010, após um ano de preparação (trabalho feito nas horas vagas é assim&#8230;).</p>
<p style="text-align: justify;">O site é de iniciativa particular e não tem nenhum convênio com a Prefeitura de Curitiba. Claro que tenho contato com eles, que costumam me atender muito bem quando preciso de informações ou aviso sobre alguma falha que precisa ser corrigida. Mas o site é independente da Prefeitura e gosto que seja assim porque me dá liberdade de opinião. Quando sinto que devo elogiar a Prefeitura, elogio. Se precisar criticar, critico. Tudo vendo o que é melhor para a Cidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> O projeto já rendeu boas oportunidades? Surgiram convites, prêmios&#8230;? Quais foram eles?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Valter:</em><em> O site já teve algumas divulgações nas rádios, blogs, o Prêmio Dardo concedido pelo Diário do Verde e o segundo lugar no 1º Prêmio dos Sites Sustentáveis no ano passado, no qual você também participou. Mas o melhor é ver o número de visitas em crescimento constante. Atualmente (novembro/2011), 600 pessoas visitam o site diariamente, em média.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> O site Parques e Praças de Curitiba é um grande serviço de utilidade pública. Quem acessá-lo, irá se deparar com muitas informações a respeito da cidade, considerada uma das mais verdes do mundo e que é referência no Brasil quando o assunto é políticas governamentais voltadas ao meio ambiente. Você vai a campo pra coletar as informações?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Valter:</em> Uma das propostas do site é reunir em um lugar só informações que antes estavam espalhadas na Internet. Todas as informações que vão para o site são antecipadamente verificadas, conferidas e depois acompanhadas para que as atualizações sejam feitas o mais rápido possível. É claro que às vezes pode haver erros, mas todos os cuidados são tomados para evitar que isso aconteça e que eventuais correções sejam feitas com rapidez.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> Há uma iniciativa extremamente funcional lá no site que é o Guia de Transporte Coletivo, seção onde existe uma relação bem completa dos diferentes meios de transporte da capital do Paraná. Qual meio de transporte você mais recomenda para uso no município e por quê? A relação dos motoristas com os pedestres é boa?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Valter:</em> Por opção, não tenho carro, nem sei dirigir (sim, é verdade, pode acreditar!). Por isso foi tão importante, como disse acima, aprender a andar de ônibus pela Cidade. Todas as fotos da Cidade que estão no site são minhas, de forma que todos os parques e praças incluídos foram visitados de ônibus. Afinal, não faria sentido ensinar as pessoas a visitar os parques de ônibus e eu ir lá de carro&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Como todo mundo sabe, o sistema de ônibus de Curitiba é muito bom, mas a Cidade cresceu e a rede de transporte coletivo não acompanhou o crescimento da Cidade. O resultado foi o aumento da quantidade de carros em circulação. A bicicleta é uma opção, embora a rede de ciclovias (que, na verdade, aqui em Curitiba, são vias de transporte compartilhado entre bicicletas e pedestres) também precise de ampliação. Vem aí o metrô (inauguração prevista para 2016), mas ele também não vai resolver o problema. O que é preciso, na minha opinião, é aumentar a oferta de coletivos e ampliar a rede de transporte público de superfície, com ônibus ou VLT, para as regiões mais novas e afastadas da Cidade. A relação dos motoristas com os pedestres enfrenta os mesmos problemas das outras capitais&#8230; Andei de bicicleta pelo meu bairro por algum tempo e notei uma cooperação muito boa entre o ciclista aqui e os motoristas de ônibus.</p>
<p style="text-align: justify;">É preciso destacar que o Guia de Transporte Coletivo, mesmo não sendo oficial, é a parte mais visitada do site Parques e Praças de Curitiba.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> O que diferencia um parque de uma praça? Quais são as melhores praças e os melhores parques de Curitiba, de acordo com suas observações? E os lugares preferidos pelos visitantes do site, em número de acessos?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Valter:</em> Curiosamente, não há uma definição consensual sobre o que é um parque urbano. Aqui em Curitiba, a lei 9804/2000 define as classificações de áreas verdes do município e faz até uma distinção entre vários tipos de parques e bosques (no site Parques e Praças, nós não fazemos essa separação). Mas os conceitos variam muito de uma região para outra e temos até diversos casos de praças que viraram parques pelo país.</p>
<p style="text-align: justify;">O Parque Barigui é tido como o mais visitado de Curitiba e, no site Parques e Praças, também é a página de parque mais visitada, seguido pelo Bosque Alemão, Jardim Botânico (sem sombra de dúvida o mais visitado pelos turistas) e pelos Parques Tanguá e Tingui. Eu sempre lembro os parques mais distantes, fora da Linha Turismo (o ônibus de dois andares que percorre os pontos turísticos da Cidade) e que muitas vezes são esquecidos, como os parques da Barreirinha, Bacacheri, Atuba e Passaúna.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto às praças, as mais visitadas do site são as do Centro (Tiradentes, Rui Barbosa, Carlos Gomes e Osório) e a da Espanha, que tem muita atividade aos sábados. No Centro, gosto da Praça Santos Andrade. Lembro as feiras da Praça da Ucrânia, as praças do Centro Cívico (Khalil Gibran e Nossa Senhora de Salete) e, principalmente, a Praça do Japão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> A prestação de serviços é uma área bastante explorada pelo site. Desde atividades e eventos, até indicações de atrações e instalações, ele cobre. A proposta do Parques e Praças de Curitiba é que os moradores da cidade a explorem e que pessoas de outras localidades do Brasil e até do exterior a conheçam &#8211; um guia turístico, isso?</p>
<p style="text-align: justify;"><em><em>Valter:</em> Uma das propostas do site é, sim, servir de guia turístico. Internautas de setenta países já visitaram o site desde a inauguração, lembrando que Curitiba é cidade-sede da Copa do Mundo de 2014. Mas o guia não se restringe aos turistas que vêm de fora. Queremos informar a população de Curitiba para que ela possa aproveitar melhor o que a Cidade tem a oferecer.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> Quero que avalie agora, o uso e a importância das redes sociais. Elas fazem diferença, na sua opinião?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Valter:</em> Muita gente se queixa que há muita informação de má qualidade nas redes sociais e é verdade. Mas, como tudo, é questão de pesquisar. Gosto do Twitter como ferramenta de divulgação de informações, novidades, campanhas. Não há meio mais rápido que isso. Basta pesquisar quem oferece informação de qualidade, deixar as bobagens de lado e pronto: tem-se um ótimo instrumento para manter-se informado sobre assuntos que realmente importam.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>8 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> O <a href="http://greenbest.greenvana.com/lista-candidato-2012/?idcategoria=13&amp;pag=1&amp;escolhas=15" target="_blank">Parques e Praças e Curitiba está concorrendo ao Prêmio Greenbest 2012</a> &#8211; <em>concurso promovido pela Greenvana, empresa líder em consumo sustentável do Brasil</em> &#8211; na categoria Sites e Aplicativos. Quais são as suas expectativas?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Valter:</em> O Prêmio Greenbest é bastante concorrido e por gente de peso&#8230; Daí a grata surpresa em ver, na primeira parcial da pré-votação divulgada em 24 de novembro, o Parques e Praças entre os dez mais votados entre os cerca de 600 inscritos em todas as categorias. Acho uma excelente oportunidade de divulgação do site, graças à mobilização dos amigos da Cidade de Curitiba e de fora dela, a quem só posso agradecer.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>9 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> Em 2012, vem novidades, sim? Dá pra adiantar algumas? Já há novos projetos em andamento?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Valter:</em> Na verdade, o site ainda está em construção. A intenção é incluir todos os parques e bosques de Curitiba e pelo menos uma praça de cada um dos 75 bairros da Cidade, até o máximo que for possível. Isso significa muito trabalho pela frente&#8230; A expectativa é que todas as inclusões sejam feitas até o aniversário de Curitiba (29 de março) de 2013. Paralelamente, continuaremos acompanhando as atividades na Cidade e incluindo informações de interesse, como fizemos recentemente com a qualidade da água dos rios, lagos de parques e reservatórios da Região Metropolitana de Curitiba.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>10 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> Para finalizar, gostaria que comentasse sobre a sua participação no VerDebate. Positiva, negativa&#8230;? Faça seus comentários =D</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Valter:</em> Claro que positiva! Muito obrigado pela oportunidade e parabéns pelo Diário do Verde, espero que possamos contar com o seu trabalho por muito tempo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Não esqueça de deixar seu comentário e sua opinião, querido leitor, e enviar sugestões para as próximas edições. E-mail: <a href="mailto:verdebate@diariodoverde.com">verdebate@diariodoverde.com</a>.</strong></p>
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		<title>VerDebate: o debate de opiniões verdes da internet! #1</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 15:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Gabriel Cerqueira Gonçalves]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Verdebate]]></category>

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		<description><![CDATA[Seguindo a linha de raciocínio do VerdeCast, lançado há um tempinho atrás, eis que estreia hoje no Diário do Verde o VerDebate =D Com a finalidade de complementar e somar o trabalho desenvolvido no VerdeCast &#8211; seção especial para entrevistas em áudio, eis que surge o VerDebate &#8211; área para entrevistas que integrará texto, imagem [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Seguindo a linha de raciocínio do <a href="http://www.diariodoverde.com/verdecast/">VerdeCast</a>, lançado há um tempinho atrás, eis que estreia hoje no Diário do Verde o VerDebate =D</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Com a finalidade de complementar e somar o trabalho desenvolvido no <strong>VerdeCast &#8211; seção especial para entrevistas em áudio</strong>, eis que surge o <strong>VerDebate &#8211; área para entrevistas que integrará texto, imagem e vídeo</strong>. O VerDebate vem com a proposta de ser um canal aberto e participativo para a discussão de temas importantes em nossa sociedade. A cada mês, um tema diferente, com um convidado especialmente selecionado que estará respondendo as mais diversas perguntas. Vamos dialogar e conectar!</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Depois desta introdução, logo abaixo, você confere o 1° VerDebate do Diário do Verde. A primeira parte é o perfil do entrevistado, e a segunda, a entrevista em si. Acompanhe =)</p>
<p><a href="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/09/Daniel_de_Jesus_Mescouto.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-4281" title="Daniel de Jesus Mescouto" src="http://www.diariodoverde.com/wp-content/uploads/2011/09/Daniel_de_Jesus_Mescouto-580x854.jpg" alt="Daniel de Jesus Mescouto" width="580" height="854" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nome:</strong> Daniel de Jesus Mescouto<br />
<strong> Idade:</strong> 17 anos (20/04/1994)<br />
<strong> Cidade/Estado:</strong> Belém/PA &#8211; atual | Ananindeua/PA &#8211; natal.<br />
<strong> Biografia:</strong> Jovem; estudante ambientalista; voluntário da ONG No Olhar; editor do <a href="http://nossomeioambiente01.blogspot.com/" target="_blank">Blog Nosso Meio Ambiente</a>; coordenador do Com-Vidas: Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de vida nas Escolas; Delegado Nacional e Regional pela III Conferência Nacional Infanto-Juvenil Pelo Meio Ambiente (CNIJMA). Tem interesse desde cedo pela área ambiental, as vezes palestrante, oficineiro, etc. Vêm fazendo diversos trabalhos em escolas, comunidades e em seu blog.<br />
<strong> Endereço de e-mail para contato:</strong> <a href="malito:danieldanleal@hotmail.com">danieldanleal@hotmail.com</a><br />
<strong> Redes-Sociais:</strong> <a href="http://twitter.com/DanielMescouto" target="_blank">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/DanielMescouto" target="_blank">Facebook</a> | <a href="http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=14742359638402187069" target="_blank">Orkut</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: medium;"><span style="text-decoration: underline;">Tema da 1ª edição: Juventude e Meio Ambiente</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> Daniel, obrigado por participar desta 1ª edição do VerDebate. Nada melhor que um jovem para debater sobre a juventude. Na sua visão, como é o jovem de hoje? Passivo ou ativo, preocupado ou desinteressado quanto ao meio ambiente? O que fazer para melhorar &#8211; caso considere que a situação esteja ruim?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Daniel:</em> Bom, eu ainda acho essa juventude muito passiva, aceita tudo. Na minha opinião, ela precisa de mais apoio, pois muitos acham que só por que é muito novo não pode fazer nada, é preciso acabar com esse preconceito e fazer essa juventude trabalhar mais!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> Da onde surgiu a vontade pelo meio ambiente? Houve alguém que foi decisivo para você se interessar pela causa verde?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Daniel:</em> Devido eu não aguentar mais o modo que meu município vinha sendo tratado, com todo esse descaso, por isso tomei a iniciativa de participar de conferência na escola voltada para a área ambiental. Depois conheci o trabalho da Marina Silva, que foi decisivo para eu amar mais e cuidar do ambiente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> Quais atividades você desenvolve enquanto voluntário da ONG NO Olhar? Qual a importância de ser voluntário?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Daniel:</em> Várias atividades, como: Oficinas, Palestras, Eventos, Protestos, etc. E a importância de ser voluntário é mais do que tudo, uma grande lição de aprendizado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> Você classifica o blog <a href="http://nossomeioambiente01.blogspot.com/" target="_blank">Nosso Meio Ambiente</a> como &#8220;uma grande iniciativa, de um pequeno blog, a um grande blog hoje!&#8221;. O que você tem conseguido através dele e quais são os seus planos para o futuro?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Daniel:</em> Através do blog, venho recebendo vários convites para participar de eventos, como o Social Media Day Belém e TEDx Ver-o-Peso, entre outros lugares, como: Escolas, Faculdades, etc. E os planos para o futuro são: continuar com o trabalho no blog, claro!; fazer faculdade de Engenharia Sanitária e Ambiental; continuar levando a mensagem jovem em minhas palestras, oficinas e nunca mais sair dessa área que eu amo tanto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> Na sua escola, enquanto coordenador do Com-Vidas, você criou um grupo de alunos para cuidarem das questões ambientais. Quais são os resultados desta iniciativa, isto é, o que ela proporcionou? Há hoje uma maior conscientização por parte dos jovens?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Daniel:</em> Bom, a Com-Vidas trabalha muito nas atividades da escola, a maioria dos alunos da Com-Vidas participam da Coleta Seletiva, Jardinagem, Escola de Portas Abertas, Mais Educação, etc. Hoje eu posso dizer que através da Com-Vidas, muito se mudou na escola, houve até um crescimento pequeno de conscientização, mas muito ainda precisa ser feito. A Com-Vidas de minha escola não procura quantidade de alunos, e sim qualidade em nosso trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> Enquanto Delegado Nacional e Regional pelo Meio-Ambiente, quais são os seus deveres, as suas responsabilidades? Quem quiser ser um, o que é preciso fazer?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Daniel:</em> Sou palestrante das minhas próprias experiências como Delegado Regional, Estadual e Nacional nos movimentos de formação de Com-Vidas e processos de Conferências Ambientais em meu Estado, minhas responsabilidades são:</p>
<p style="text-align: justify;">Trabalhar muito para haver grandes resultados, Participar de reuniões em outras escolas e propor soluções, ajudando os alunos a partirem para a Prática e deixarem de lado a Teoria.</p>
<p style="text-align: justify;">E para quem quiser ser um Delegado, é muito simples. <strong>Passos:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">a – Verificar se a sua escola está participando do processo de Conferência na Escola Infanto-Juvenil Pelo Meio Ambiente;</p>
<p style="text-align: justify;">b – Ver qual o professor responsável por organizar os alunos para participarem, e prestar atenção na faixa etária, normalmente é de 12-15 anos;</p>
<p style="text-align: justify;">c – Procurar saber quais os temas a serem apresentados, escolher um, estudar muito e fazê-lo;</p>
<p style="text-align: justify;">d – Apresentar seu trabalho na Escola e torcer muito para o seu ser escolhido como o Melhor;</p>
<p style="text-align: justify;">e – Caso você seja o vencedor do melhor trabalho apresentado, você participará de outro processo representando a sua Escola na I Conferencia Regional Infanto-Juvenil Pelo Meio Ambiente. Nesse processo, estão envolvidas várias escolas, tanto a nível estadual como municipal. Um local será escolhido para a apresentação dos trabalhos, lá os alunos deverão apresentar seus respectivos trabalhos. Será feita uma votação no final para eleger os melhores trabalhos e as melhores apresentações.</p>
<p style="text-align: justify;">f &#8211; Os alunos selecionados na I CRIJMA participarão da II Conferência Estadual Infanto-Juvenil Pelo Meio Ambiente com alunos de outras localidades do Estado. Já nesse processo, serão selecionados apenas 23 a 27 melhores trabalhos e apresentações. Os alunos selecionados participarão da III Conferencia Nacional Infanto-Juvenil Pelo Meio Ambiente em Brasília, representando o seu Estado.</p>
<p style="text-align: justify;">g &#8211; Na III CNIJMA, os Delegados irão participar de oficinas, palestras, conhecer pessoas de outros Estados do Brasil e fazer grandes contatos.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem chega até o final de todo esse processo, ganha o certificado como Delegado Nacional pelo Meio Ambiente. E acima de tudo, muito conhecimento. Lembrando que o aluno participante receberá todos os certificados de participação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> O que mais lhe chamou atenção como palestrante e oficineiro? E no trabalho em comunidades?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Daniel:</em> Bom, como palestrante e oficineiro, o que mais me chama atenção é o público, que está cada vez mais atento e com uma visão mais crítica. E nos trabalhos em comunidades, o que me chama muita atenção é o pensamento de pessoas que são carentes mais que mesmo assim, pensam em ajudar as outros.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>8 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> Paralelamente ao blog Nosso Meio Ambiente, você desenvolve o projeto &#8220;Pará Sempre Grande&#8221;, um perfil no Twitter onde protesta e pede que pessoas se unam contra a divisão do Pará: @<a href="http://twitter.com/PASempreGrande" target="_blank">PASempreGrande</a>. Por quê o amigo paraense é contra a repartição do estado? As mídias sociais são um canal eficiente para protesto e reunião de ideias?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Daniel:</em> Com a divisão do Pará para a criação dos outros novos estados haverá desmatamento, por que cada estado vai querer crescer a qualquer custo, &#8220;essa divisão não passa de interesses políticos&#8221;, de pessoas que não querem o nosso bem e sim os nossos bens, quem quer dividir não quer unir, por isso somos contra a divisão do nosso estado. E hoje a Mídia tem um papel muito importante em unir pessoas de vários lugares, com vários pensamentos, com isso, acredito eu que é um ótimo meio de reunir e discutir os assuntos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>9 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> Quais são os seus ícones, personalidades, referências ambientais nacionais e internacionais? Quais os assuntos que mais gosta na área eco-ambiental?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Daniel:</em> A minha única referência sempre foi a Marina Silva. Em relação aos assuntos que mais gosto da área eco-ambiental, são eles: Engenharia do Clima, Sustentabilidade, Recursos Renováveis, Energia Renovável, Aterro Sanitário, etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>10 &#8211;</strong> <em>Diário do Verde:</em> Para finalizar, gostaria que comentasse sobre a sua participação no VerDebate. Positiva, negativa&#8230;? Faça seus comentários =D</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Daniel:</em> Positiva claro! Afinal, é um grande prazer poder ser o primeiro a estrear o VerDebate, e espero que seja um sucesso. Saudações Ambientais a Todos!!! – Daniel Mescouto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Não esqueça de deixar seu comentário e sua opinião, querido leitor, e enviar sugestões para as próximas edições. E-mail: <a href="mailto:verdebate@diariodoverde.com">verdebate@diariodoverde.com</a>.</strong></p>
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